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Como encontrar um curso de graduação a distância bom e barato – sem cair em armadilhas

Um curso de graduação a distância, em geral, é mais barato do que um presencial. Mas, antes de escolher, é preciso checar se ele tem qualidade e organizar o orçamento

Compare os preços: uma graduação a distância, geralmente, sai mais em conta do que o mesmo curso na modalidade presencial. A diferença pode variar até 60%, dependendo do curso e da instituição. "Há desde faculdades caríssimas até aquelas que têm um número enorme de alunos e, por isso, podem cobrar preços bem mais baixos. Em um curso de Pedagogia, com 50 mil matriculados, o custo é diluído pelo número de alunos e isso acaba barateando a mensalidade para o estudante", exemplifca Carlos Longo, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed).

"Mas cuidado! Nem sempre o curso mais barato é a melhor opção. E, às vezes, o mais caro não é necessariamente o melhor da área. O segredo é descobrir o custo-benefício", alerta Antônio Carlos Kronemberger, gestor Nacional de Soluções Corporativas, EAD e Parcerias do Grupo Ibmec.

Essa relação passa, necessariamente, pelo tipo de graduação escolhida e pelo modelo pedagógico adotado. Alguns cursos exigem instalações presenciais específcas, como laboratórios e equipamentos esportivos, enquanto outros dependem de polos de apoio mais simples. Outro fator que tem peso nessa conta são os recursos tecnológicos adotados. Graduações que seguem modelos mais sofsticados geralmente são mais caras e podem até ter pouca diferença em relação a um curso presencial.

Confra as dicas a seguir para fazer a melhor escolha, considerando a relação preço-qualidade.

De olho nos preços
A primeira dica é pesquisar os custos dos cursos de graduação que você deseja. Veja qual é a faixa de valores que você tem condições de pagar. "Faça um planejamento do seu orçamento e tenha foco e disciplina nos gastos para não entrar no vermelho", aconselha Kronemberger. Mas ele ressalta: "O preço ajuda na hora de escolher um curso, mas não deve ser um fator preponderante". Outras variáveis, como a qualidade e a distância do polo de apoio presencial, onde você deverá ir eventualmente, também devem ser levadas em consideração.

Investimentos tecnológicos
Outro fator importante é saber se a escola investiu em tecnologia. Cursos muito baratos podem não ter grandes recursos tecnológicos. Uma boa sala de aula virtual não deve se resumir apenas a textos em Powerpoint e videoaulas. É importante que a instituição de ensino tenha equipamentos, programas, ferramentas e plataformas que funcionem bem. Há graduações, como Engenharia, que necessitam de simuladores virtuais. Todos esses investimentos são repassados para as mensalidades. Por isso, desconfie dos cursos que têm preços muito baixos.

Estrutura dos polos
Outro fator que deve ser levado em consideração na hora de pensar no custo-benefício é a infraestrutura do polo de apoio presencial, que deve ser bem instalada e equipada. É bom lembrar que, para cursos que exigem aulas práticas, os polos devem ser equipados com ambientes reais. "As graduações em Química e Biologia, por exemplo, devem manter laboratórios. Já as da área de humanas (como Administração e Gestão) não necessitam de espaços tão sofsticados, por isso, tendem a ter preços mais baixos", afrma Longo.

Professores qualifcados
A instituição de ensino também gasta com profssionais bem qualifcados (e isso refete no custo fnal da mensalidade). Os professores e tutores (que dão monitoria aos alunos) devem ser bem preparados para o trabalho com as ferramentas de EAD. O docente, além de transmitir o conteúdo das aulas, também tem o papel importante de mediar os estudos. Os especialistas consideram ideal que haja um professor e dois tutores a cada 50 alunos.

Gastos além da mensalidade
O custo total de um curso EAD engloba, além da mensalidade da escola, também outros gastos, como o investimento em tecnologia. Você precisa de um bom computador, com câmera, aplicativos e capacidade de memória, tudo adequado à programação do curso. Inclua também a despesa com o provedor de internet (de preferência, banda larga). E, é claro, entra nessa conta as idas ao polo presencial, que incluem gastos com transporte e alimentação. Mas esses são, em geral, bem mais em conta do que se você fzesse uma graduação presencial.