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Como estudar a menos de dois meses da primeira fase da Fuvest

Fazer um bom planejamento da revisão do conteúdo e focar nas matérias que têm dificuldade são algumas dicas importantes

Por por Guilherme Dearo Atualizado em 16 Maio 2017, 13h49 - Publicado em 20 set 2012, 18h35

Faltam menos de dois meses para a primeira fase da Fuvest, que seleciona para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Santa Casa. A prova, que acontece em 25 de novembro, é o vestibular mais concorrido do país.

Mas como estudar nessa reta final? É hora de pegar mais leve ou de acelerar? Aprender coisas novas ou revisar e fixar o que já sabe? Foi para responder a essas perguntas que conversamos com professores de quatro cursinhos de São Paulo, que analisaram a prova da Fuvest e deram suas dicas de como aproveitar as próximas semanas.

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Para o professor Alberto Nascimento, coordenador de vestibular do Anglo Vestibulares, é o momento de dividir bem o tempo até novembro, fazendo um bom planejamento da revisão do conteúdo e reservando espaço para resolver questões de múltipla escolha: “É preciso começar a rever o conteúdo que foi passado tempos atrás enquanto se aprende algumas coisas novas”, aconselha.

Alberto diz que os estudantes precisam manter o foco, mas sem exagerar só porque a data da prova se aproxima: dormir e se alimentar bem continua essencial.

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Para a professora Augusta Aparecida Barbosa, coordenadora de vestibular do Cursinho do XI, é importante estudar o que se tem mais dificuldade para evitar possíveis “buracos”: “Tanto na primeira quanto na segunda fase caem todas as disciplinas, então é preciso estar preparado. Se você vai prestar um curso de humanas e tem afinidade com as matérias dessa área, é estratégico reforçar o conteúdo de exatas e biológicas, pois é um diferencial em relação aos outros estudantes que também prestam humanas”, aconselha a professora.

Para a professora, aquele aluno que até agora não se dedicou muito aos estudos ainda tem chance se planejar bem o seu tempo, mas o sucesso depende muito da base que ele já possui. “E não adianta se desesperar, querer estudar 20h por dia. É preciso criar uma rotina e ir com calma“, afirma.

Confira mais dicas:

  • Mantenha o ritmo de estudos com o qual está acostumado. Nada de acelerar ou parar de estudar;
  • A rotina deve se manter firme: horários adequados para dormir, estudar, descansar;
  • Pratique exercícios físicos e se alimente nem;
  • O nervosismo é o pior inimigo: não se desespere na reta final nem se afobe. Mantenha a calma e a concentração com um bom planejamento de que conteúdo estudar a cada dia.

Confira as dicas de estudo para cada disciplina da prova

 

MATÉRIA DICAS FIQUE ATENTO
Português

– A prova não cobra regras gramaticais e sintáticas puras. Ela sempre relaciona os conteúdos com o uso do padrão culto da língua.

– Ler bastante e com frequência é um bom treino para abordar com facilidade os textos da prova, que cobra muita interpretação de texto.

– Concordância nominal e verbal, regência nominal e verbal.

– Análises morfológicas e sintaxe (termos da oração).

Literatura

– Leia as nove obras obrigatórias. É muito mais eficiente do que torcer para que caia só a pergunta “do único livro que você leu”.

– Com pouco mais de três meses da prova, há bastante tempo para tirar o atraso: leia aquele livro que ainda está faltando.

– Complemente a leitura com palestras de análise, filmes e peças de teatro sobre os livros.

– Não é apenas o enredo e os personagens que são cobrados. Fique por dentro dos autores e dos movimentos literários nos quais as obras estão inseridas. Da lista, há obras do modernismo, do romantismo, do realismo e do classicismo português.

– A interpretação do livro é o principal. Não cai decoreba de nomes e detalhes do enredo, sim a relação entre a história e as ideias do autor e de seu movimento artístico.

Redação (não cai na 1ª fase, apenas na 2ª)

– Redação só cai na segunda fase, mas é bom ir treinando desde já, com muita escrita e leitura. O ideal é escrever uma redação por semana e corrigi-la, seja na escola ou no cursinho. É preciso ver o que errou e o que acertou antes de escrever a próxima.

– Leia boas redações para descobrir o que é legal de se fazer. O próprio site da Fuvest publica alguns dos melhores textos.

– Os temas das antigas provas dão uma boa noção de como a redação é cobrada e qual o perfil dos textos de apoio. Uma tendência recente são os temas mais abstratos, como “amizade”, “tempo” e “o mundo construído pelas imagens”.
Matemática

– Treine resolvendo muitas questões. Mas o principal não é chegar numa resposta, sim prestar atenção ao raciocínio e qual é o caminho para se chegar ao final. E treine em grupo, resolva com colegas e professores.

– A prova tem privilegiado questões que relacionam a matemática com o dia-a-dia e exemplos do cotidiano. Entender as aplicações da matemática é importante.

– Geometria: triângulos semelhantes, triângulo-retângulo e seus teoremas, geometria espacial (prismas e pirâmides) e trigonometria.

– Função quadrática, máximos e mínimos, logarítimos. Polinômios e exponenciais caem com certeza.

Física

 – Todas as constantes são dadas no enunciado da questão (como a aceleração gravitacional, por exemplo: 9,8 m/s²). Se você está resolvendo e viu que precisa de uma constante que não foi dada, estranhe: você deve estar indo pelo caminho errado…

– Uma tendência da prova é tornar as questões mais interdisciplinares, eleborando mais os enunciados e relacionando conceitos físicos com coisas do cotidiano e outras ciências.

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– Os temas que sempre são cobrados pela prova: mecânica e dinâmica (cinética, aceleração), conservação de energia, calorimetria.

– Outros tópicos caem com menos frequência, mas ainda são importantes: circuitos elétricos, ondas e lentes.

Química

– A química pode aparecer em questões interdisciplinares que envolvam biologia, como fotossíntese e respiração.

– Química Orgânica e suas funções sempre são cobradas: hidrocarbonetos, alcoois, acetonas, ácidos carboxílicos.

– Cinética química e equilíbrio químico são assuntos-chave

Biologia

– Questões interdisciplinares com fatos atuais podem cair, como o acidente nuclear no Japão (e abordar os efeitos da radiação no organismo e nas células) e o aquecimento global relacionado ao desmatamento.

– Temas clássicos que caem com frequencia: fisiologia humana (noções de hormônio, circulação e digestão); zoologia (principais grupos de seres vivos); e botânica (grupos vegetais, papel dos estômatos e condução da seiva).

– Os conteúdos que mais caem e devem receber atenção especial: biologia celular, genética e ecologia.

– Biologia celular: metabolismo (energético e controle), divisão celular (mitose, meiose) e citologia.

– Genética: 1ª lei de Mendel, herança ligada do sexo e alelos múltiplos.

– Ecologia: cadeia alimentar, ciclos biogeoquímicos e populações e interações biologicas.

História

– Na parte geral, a prova privilegia história moderna e contemporânea. Na parte sobre o Brasil, foca a República.

– Como são poucas questões na primeira fase, há uma tendência a abordar dois temas numa mesma questão. Muitas vezes é por comparação: Revolução Chinesa x Revolução Mexicana, Revolução Francesa x Revolução Russa.

– Textos e imagens acompanham com frequência as questões. Deles já é possível extrair informações preciosas para se chegar à resposta.

– Revoluções burguesas, como Revolução Francesa e Independência dos EUA.

– Em história geral: Reforma, Renascença, Crise de 1929, Primeira e Segunda Guerra Mundial.

– No Brasil: Ditadura Militar, Era Vargas, governo de Juscelino Kubitschek.

– A atual crise econômica pode servir de gancho para a Crise de 29; a Copa do Mundo de 2014 pode servir de gancho para o contexto brasileiro nas copas de 58 e 70.

Geografia

– A prova costuma trazer questões que exigem interpretação, o aluno precisa correlacionar diferentes temas e entender o contexto. Não há um conceito abordado de maneira isolada.

– É preciso prestar atenção em acontecimentos recentes, ler bastante e estar por dentro do noticiário. Fatos que ocorreram até agosto ainda podem entrar na prova.

– Terremoto no Japão,  movimento das placas tectônicas e formação de tsunamis.

– Deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro.

– No Brasil, a questão da usina de Belo Monte, o debate em torno do Código Florestal e os movimentos migratórios.

– Revoluções árabes como um todo e questão da Síria.

Inglês

 – A prova cobra compreensão de texto, não gramática. É sempre interpretação a partir de dois textos. Textos em inglês, enunciados e respostas em português.

– É preciso ir se acostumando a ler textos em inglês. E não precisam ser grandes, os próprios textos da Fuvest são curtos. Textos da revista da Speak Up, por exemplo, são bons para estudar.

– Não fique preocupado se não conhecer algumas palavras do texto. O mais importante é entender seu assunto de modo geral e saber extrair suas principais informações.

– Os textos são sempre sobre assuntos atuais, reportagens recentes de revistas como The Economist, Newsweek, Scientific American e jornais como The New York Times e The Guardian. Os textos costumam abordar ciência, tecnologia, economia e humanidades.

– Dê uma olhada nas alternativas e nos enunciados, que são em português. Eles dão pistas sobre o texto e podem tirar dúvidas sobre vocabulário.

– Importante treinar lendo textos atuais em inglês, mas também é preciso se manter informado lendo o noticiário em português, para já saber sobre o assunto caso ele caia na prova. Pode cair sobre a crise econômica e os “BRICS”.

FONTES: Português – Professor Roberto Juliano, do Cursinho da Poli; Literatura – Professora Augusta Aparecida Barbosa, coordenadora de vestibular do Cursinho do XI; Redação – Professora Vivian D’Angelo, do Cursinho do XI; Matemática – Professor Glenn Van Amson, do Anglo Vestibulares; Física – Professor Bassam Firdinian, do Cursinho da Poli; Química – Professor Fábio Machado, do Cursinho do XI; Biologia – Professor Armênio Uzuniam, do Anglo Vestibulares; História – Professor Daily de Matos Oliveira, do curso Objetivo; Geografia – Professora Vera Lúcia Antunes, do curso Objetivo; Inglês – Professora Patrícia Senne dos Santos, do Anglo Vestibulares; Professor Alberto Nascimento, coordenador de vestibular do Anglo Vestibulares.

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