Clique e Assine a partir de R$ 20,90/mês

Confira alguns pontos da história do Brasil que estão sendo rediscutidos nas universidades

Tem certeza de que tudo o que aprendeu de história está correto? Há sempre novas interpretações, fique de olho

Por por GUILHERME DEARO Atualizado em 16 Maio 2017, 13h50 - Publicado em 10 mar 2011, 19h58

Muitos assuntos de história aprendidos na escola foram tratados como incontestáveis durante anos, mas uma nova geração de historiadores está trazendo novos documentos, estudos e visões para jogar lenha na fogueira. Inglaterra queria o fim da escravidão para aumentar o mercado consumidor? Os bandeirantes eram mercenários violentos que apenas queriam matar índios? Não é tão simples assim.

– “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” ganha versão ampliada

– “Sou contra a visão maniqueísta de história dividida em vilões e heróis”, diz Leandro Narloch

ZUMBI E OS ESCRAVOS
Como você aprendeu
Os quilombos lutavam pela libertação dos escravos. Zumbi lutava por igualdade e, em Palmares, construiu uma sociedade igualitária.
O que novos estudos apontam
Zumbi tinha seus escravos também. Aliás, era relativamente comum negros terem escravos. E em Palmares havia desigualdade, com senhores e servos. O propósito era livrar-se do poder dos senhores do engenho, mas para construir seu próprio poder, não para abolir a escravidão.
GUERRA DO PARAGUAI

Como você aprendeu
No século 19 o Paraguai era um país próspero com uma economia industrial em ascensão, o que ameaçava o poder hegemônico da Inglaterra na América do Sul. Por isso, ela forçou o Brasil a entrar em guerra com o país vizinho e destruí-lo.
O que novos estudos apontam
Paraguai era o país mais atrasado do Cone Sul. Até o Uruguai tinha uma economia melhor. O país ainda vivia sob o autoritarismo de Solano López, que, com ímpetos militares, forçou uma batalha com Brasil e Argentina. A Inglaterra, com vários investimentos em infraestrutura na região, posicionou-se contra o conflito.

ORIGEM DO SAMBA
Como você aprendeu
O samba é um estilo musical que teve sua gênese no morro e no meio do povo, é uma legítima manifestação popular brasileira. E o Carnaval é uma festa tipicamente brasileira.
O que novos estudos apontam
Samba surgiu na elite do Rio de Janeiro, quando os músicos usavam partituras e incorporavam ao novo estilo elementos do jazz e do maxixe. Quando uma onda nacionalista no começo do século 20 buscou elementos para criar uma identidade brasileira, repudiou-se a origem clássica do estilo e deu-se a roupagem atual, popular. Já o Carnaval é uma festa que existe desde a Idade Média na Europa. O atual formato de desfiles e agremiações surgiu no Brasil nos anos 1930, com Getúlio Vargas, usando tendências fascistas de marcha e desfile.
INVENÇÃO DO AVIÃO
Como você aprendeu
O brasileiro Santos Dumont é o pai da aviação. Ele foi o primeiro a voar em público, em Paris, com o seu 14-Bis. Ele também inventou o relógio de pulso. Pacifista, se matou quando, durante a Segunda Guerra Mundial, viu que sua invenção estava sendo usada para matar pessoas.
O que novos estudos apontam
Os irmãos Wright, americanos, foram os primeiros a voar, inclusive com testemunhas e relatos públicos. Aliás, isso nem é dito por novos estudos. Em todo o mundo o feito dos irmãos Wright é reconhecido desde sempre, apenas no Brasil o tema ainda é polêmico. O relógio de pulso é uma invenção dos tempos de Shakespeare. E Dumont não se importava com o uso militar de suas “criações”. Tanto que os balões que criara eram usados com seu consentimento em guerras.
BANDEIRANTES
Como você aprendeu
Os bandeirantes eram guerreiros sanguinários atrás de dinheiro. Eles dizimaram a população indígena, que sempre se uniu e lutou contra a dominação europeia.
O que novos estudos apontam
Jesuítas faziam, propositalmente, relatos exagerados sobre as bandeiras. Principalmente na região da Prata (perto da Argentina e Uruguai), rica em minérios e alvo de cobiça, eles faziam questão de exagerar justamente porque os bandeirantes eram paulistas. Já os índios não eram apenas vítimas inocentes dos portugueses. Muitos trocavam de lado, guerreavam com os europeus e dominavam outras tribos. Vários deles até mudavam de nome e seus filhos já não se consideravam mais “índios”.

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Publicidade