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Estudantes contam o que esperam da segunda fase da Fuvest

Confira como candidatos se prepararam para as provas que começam neste domingo (09)

Por Júlia Frate Atualizado em 16 Maio 2017, 13h38 - Publicado em 9 jan 2011, 14h41

O relógio ainda não marcava 11 horas da manhã quando os primeiros vestibulandos chegaram ao Insituto de Educação da USP para a primeira prova da segunda fase da Fuvest, que teve início às 13h deste domingo (09). 

Gabrielle Oliveira, 19 anos, gosta de chegar cedo para não correr o risco de ficar para fora da prova e dar uma última revisada na matéria. Enquanto relia dicas de redação, a estudante, que tenta uma vaga no curso de Engenharia de Materiais, contou ao GUIA que, esse ano, não teve Natal nem Reveillon, passou pela virada do ano estudando. “Estudei muito o ano inteiro, em dezembro e janeiro nada de praia nem balada, só livros”, conta. 

A estudante de Bom Jesus dos Perdões veio à São Paulo especialmente para fazer a prova, assim como no ano passado, quando não conseguiu passar para a segunda fase. “Achei a primeira etapa de 2011 bem mais difícil, mas estou mais bem preparada esse ano. Hoje deve ser o pior dia, as redações da Fuvest costumam ser complicadas, estou começando a ficar nervosa já”. 

Do outro lado do campus, no Instituto de Psicologia, Paulo Manoel Antônio, 46, relaxava, tranquilo, enquanto esperava pela abertura dos portões. O vestibulando de Letras chegou também antes das 11 horas, mas, estudos de última hora nem pensar: “estou vendo gente estudando agora, o que eu acho um absurdo. Se não aprendeu até agora, estudar mais só vai confundir a cabeça”, opina. Nem muito estudioso nem relaxado, Paulo estudou até as festas, quando tirou dez dias de descanso e voltou aos livros em 2 de janeiro. 

A última vez que ele prestou Fuvest foi nos anos 1980. Não passou em Comunicação Social na época, que acabou cursando na FIAM. “O vestibular mudou muito dos anos 80 para cá. Não sei se é por causa da minha idade, mas achei a primeira fase extremamente fácil. Acertei 75% das questões sem preparo nenhum, não havia estudado nada!”, comenta. E, por isso mesmo, o futuro professor estava apreensivo para as questões discursivas: “hoje a prova deve ser bem mais difícil, né?”. 

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Enquanto isso, sua concorrente Maria Fernanda Tchalian, 21 anos, ainda não havia saído de casa. Sem muitas preocupaçoes com horários, Maria Fernanda, que já é formada em pedagogia, chegou 15 minutos antes do fechamento dos portões. Tendo decidido prestar Letras este ano, a pedagoga se inscreveu em um cursinho aos sábados, mas não teve tempo de estudar muito.

Depois da primeira fase, foi avisada por um amigo que passou para a segunda e, desde então, só voltou estudar na véspera da prova. “Adoraria passar esse ano e aproveitar que a concorrência está menor, mas não acho que vou conseguir. Estudei correndo ontem à noite e de segunda para terça vou ler tudo que eu posso sobre história e geografia”.

Relaxados ou nervosos, atrasados ou precavidos, a sensasão geral era de que a primeira prova da segunda fase da Fuvest seria um desafio.

Saiba mais sobre a segunda fase da Fuvest, que começou neste domingo (09)

As portas do Instituto de Educação fecharam às 13h05 e nenhum vestibulando chegou atrasado.

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