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Faculdade expulsa alunas envolvidas em briga sobre bullying

Instituição entendeu que agressora e vítima cometeram falta disciplinar grave

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h38 - Publicado em 6 Maio 2011, 13h02

Chegou ao fim o caso de agressão da estudante de enfermagem Ana Cláudia Karen Lauer, que no último dia 1º de abril sofreu um espancamento após se queixar à coordenação da faculdade que estaria sofrendo bullying por parte dos colegas de sala. Em uma decisão tomada na noite de ontem (05), a direção do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, expulsou as das alunas envolvidas na briga, a vítima e a agressora, que não teve a identidade revelada.

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De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, a decisão de expulsar as duas estudantes foi tomada após uma comissão interna apurar o caso e entender que elas não se comportaram de forma adequada. A assessoria não deu mais detalhes, mas informou que a falta cometida por elas é considerada grava e passível de desligamento da instituição.

Relembre o caso
Em 1º de abril, um dia após reclamar com a coordenação do Centro Universitário Barão de Mauá, a estudante Ana Cláudia teria sido espancada, com o próprio capacete, por uma colega de classe.

Após a agressão, Ana Cláudia se dirigiu à Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto. Ao chegar ao local, a estudante estava com hematomas espalhados pelo rosto e uma fratura no nariz.

De acordo com o boletim de ocorrência, a estudante seria vítima de exclusão e desprezo por parte dos colegas desde sua transferência para a instituição, três meses antes. Em entrevista ao Guia do Estudante, a delegada de polícia assistente Lucia Bocardo Batista Pinto, que ouviu o depoimento da estudante, não confirmou que a garota sofria bullying.

A delegada também informou que a agressora de Ana Cláudia esteve na delegacia momentos antes da vítima, relatando envolvimento em uma briga da faculdade e reclamando de ferimentos nas mãos. "Quando Ana Cláudia chegou à delegacia, entendemos que a briga teve proporções muito maiores do que a colega havia relatado", afirma Lucia Bocardo.

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