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Fuvest 2021: qual a melhor forma de aproveitar as cinco horas de prova?

Saber administrar o tempo de prova é fundamental para ter um bom desempenho. Confira algumas estratégias

Por Juliana Morales 7 jan 2021, 15h02

No próximo domingo (10), acontecerá a prova da primeira fase da Fuvest 2021. Nessa etapa, os candidatos terão cinco horas para responder a 90 questões de múltipla escolha. Além de estar preparado em relação aos conteúdos cobrados, saber administrar o tempo de prova é fundamental para ter um bom desempenho.

Alfredo Terra Neto, professor de História e orientador educacional da Oficina do Estudante, afirma que o mais importante para aprender a administrar o tempo é treinar, por meio de simulados e provas anteriores da Fuvest. “Cada aluno deve fazer da forma que achar mais conveniente, levando-se em conta os treinos de provas anteriores e simulados. O que foi treinado e deu o melhor resultado é o que deve ser colocado em prática”.

Mas, se você praticou e, mesmo assim, ainda não está certo sobre o que fazer exatamente, separamos boas estratégias sugeridas por especialistas. Avalie qual faz mais sentido para você. Afinal, não existe certo ou errado, mas, sim, o que funciona para cada estudante.

Vale lembrar que tempo médio ideal para resolver cada questão é três minutos – isso ajuda a guiar melhor e manter um equilíbrio. “Lembrando que é um tempo médio: há matérias com questões de tempo de execução mais curtos e outras, maior. É necessário manter um equilíbrio”, pondera Edmilson Motta, coordenador geral do Grupo Etapa.

Estratégias para aproveitar o tempo de prova

Começar com questões mais fáceis

Iniciar o vestibular resolvendo questões mais fáceis, independentemente das disciplinas, é uma tática usada por alguns estudantes. Porém, Edmilson alerta – principalmente, aqueles estudantes que não têm tanta experiência com a prova – sobre o perigo de ficar procurando muito as questões mais fáceis para resolver antes e acabar perdendo tempo nessa distinção. Agora, se o aluno consegue identificar, rapidamente, as questões que são mais fáceis, pode funcionar, sim.

Começar pela matéria que tem mais facilidade

Em vez de pensar no nível de dificuldade das questões em geral, Edmilson diz que é uma boa maneira é dividir o tempo por matéria, começando pela que tem mais facilidade: “assim, o aluno consegue dar um ritmo bom e dar uma adiantada, ganhando confiança”.

Ou começar pela matéria que tem mais dificuldade

A opção contrária, iniciar enfrentando as questões da matéria que acha mais difícil, também é um caminho possível. “Nesse caso, o estudante já se livra do maior medo e também pode limitar melhor o tempo que vai investir nessa prova, de acordo com seus pontos fracos e mais fortes”, afirma o coordenador do Etapa.

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Alternar entre disciplinas fáceis e difíceis

Alfredo, da Oficina do Estudante, recomenda que os alunos alternem entre disciplinas fáceis e difíceis, sempre começando pela mais fácil e imediatamente seguindo para a mais difícil. “Ao começar pela mais fácil o aluno deve ir ganhando confiança, ao mesmo tempo que o seu cérebro vai ‘acordando’. Assim que cérebro estiver bem acordado e ainda descansado, ele já parte para a disciplina mais difícil. Depois é só continuar seguindo de forma alternada até finalizar a prova”, explica o professor.

  • Os erros mais comuns que fazem perder tempo

    Além de encontrar a sua estratégia, fuja de erros comuns que descontrolam o seu tempo, prejudicando seu desempenho. Para Alfredo, nesse sentido, o maior deslize é tomar uma questão como desafio. “É importante lembrar que todas as questões têm o mesmo valor, então é preciso priorizar as fáceis e médias primeiro, até finalizar a prova”. No Enem, isso é diferente.

    Edimilson também recomenda que o estudante tome cuidado para não investir tempo demais em uma questão só. A orientação é que, quando uma questão comprometer mais de cinco minutos, é melhor deixar para o final. “Infelizmente, durante a prova, o estudante não vai ter o relógio ali disponível, mas em geral as salas têm algum controle de tempo e fazendo os simulados ao longo do ano, acaba internalizando esse tempo”.

    Pare um pouco

    Muitas vezes, com medo de perder minutos preciosos de prova, o aluno acredita que parar para respirar, ir ao banheiro ou comer alguma coisa irá prejudicar sua organização, mas não é bem assim. Claro que é impossível fazer uma pausa longa e descansar, mas paradas pontuais (mesmo que breves) são necessárias para a manutenção de energia até o fim da prova. Fazer uma pausa após 2 ou 2,5 horas de prova para ir ao banheiro e comer uma barra de cereal ou fruta, por exemplo, é uma boa maneira de fazer isso. 

    “Quando mantemos a concentração elevada por muito tempo, entra em ação um neurotransmissor chamado adenosina, que tende a baixar a nossa capacidade de concentração e foco. É preciso portanto, retardar este processo, já que impedi-lo é praticamente impossível numa situação de prova”, explica Alfredo. 

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