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Fuvest: entenda a mudança na classificação a partir de 2023

Segundo a organização da prova, a alteração tem o objetivo de corrigir eventuais distorções e ampliar as possibilidades dos cotistas

Por Juliana Morales 27 jun 2022, 14h50

Na última semana, o Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) divulgou mudanças importantes no vestibular da Fuvest para 2023, entre elas, uma alteração na forma de classificação dos aprovados. A partir do próximo ano, todos os candidatos – incluindo os cotistas – concorrerão, primeiramente, às vagas destinadas à ampla concorrência.

Além de participarem, obrigatoriamente, da lista de ampla concorrência, os candidatos que, independentemente da renda, cursaram integralmente o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras também poderão concorrer às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Escola Pública (EP).

Da mesma forma, estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras poderão ainda concorrer também às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Pretos, Pardos e Indígenas (PPI).

Em resumo, todos os candidatos inscritos para um curso, independentemente da categoria em que se inscreveram (ampla concorrência, cotas de escola pública, ou raciais) serão classificados de acordo com sua nota na prova. Primeiro, serão preenchidas as vagas para ampla concorrência, depois as vagas para escola pública, e por fim, as vagas de PPI.

Segundo a organização da prova, a alteração tem o objetivo de corrigir eventuais distorções e ampliar as possibilidades dos cotistas. Isso porque os candidatos que têm direito a cotas e que tiverem notas mais elevadas já conseguirão garantir a vaga na ampla concorrência, desocupando vagas das categorias de cotas que serão preenchidas por mais estudantes de escola pública e autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

Mais mudanças

A partir de 2023, também acontecerá a implementação de uma comissão para verificar a autodeclaração de raça do candidato PPI e identificar possíveis casos de fraude antes da confirmação da matrícula. Os critérios para a verificação ainda serão definidos pelo Conselho de Inclusão e Pertencimento da USP.

Além disso, no ato da matrícula, também será obrigatória a apresentação da comprovação do esquemas vacinal completo contra a covid-19 e de eventuais doses de reforço.

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