Clique e Assine a partir de R$ 20,90/mês

Geriatria humanizada é tendência para a saúde, diz especialista

Especialista defende que médicos adotem sorriso e gentileza com pacientes

Por Martina Cavalcanti Atualizado em 16 Maio 2017, 13h47 - Publicado em 22 ago 2015, 15h50

Arrancando muitos risos da plateia, a especialista em Ciências Biológicas Marta Angela Marcondes destacou a humanização e o bom-humor no trato dos pacientes como tendência para os futuros profissionais da área da saúde.

“Se uma criança entra no hospital com um nível 6 de dor, após uma intervenção humanizada, com palhaçadas, ela melhora para o nível 2. Isso tudo por causa da endorfina, um hormônio liberado quando as pessoas estão felizes”, explicou a professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) em palestra neste sábado (22) na Feira Guia do Estudante.

O ditado “rir é o melhor remédio” não poderia ter mais a ver. Segundo a especialista, conversar e sorrir mais, tornando o dia-a-dia mais agradável, são elementos simples e eficazes na prevenção de doenças emergentes deste século, como hipertensão, diabetes e problemas na coluna.

Por isso, a professora defende que os profissionais da saúde troquem a impessoalidade pelo sorriso no rosto e pelo tratamento mais caloroso e pessoal com o paciente, especialmente no que se refere à terceira idade. “Quanto mais se conversar com idosos, melhor será a qualidade de vida deles e menos exames eles terão de realizar”, diz.

Como a população brasileira – e em outras partes do mundo – está envelhecendo a cada ano, a geriatria humanizada é uma área muito promissora para quem optar por uma carreira de saúde, prevê Marta Angela.

Edifícios doentes

Ter uma alimentação saudável, fazer exercícios periódicos e estar em ambientes agradáveis, com muitas plantinhas e iluminação natural, também pode ajudar a diminuir stress, principal motor das enfermidades mais populares da atualidade.

Continua após a publicidade

“Enfrentamos a crise dos edifícios doentes. As pessoas entram naquela caixa fechada, com luz artificial e ar-condicionado, o que aumenta a proliferação de bactérias, e acabam sofrendo mais com dor de cabeça, ânsia de vômito e outros diversos problemas. Imagina como seria diferente se nós estivéssemos em um parque tendo esse papo”, sugeriu. “Se você enfrenta um ambiente hostial todo dia, aceite um conselho: leve uma samambaia para o trabalho e converse com ela!”, disse, em meio a gargalhadas do público.

A profissional destacou ainda a importância do saneamento básico na prevenção de doenças. “Para cada R$ 1 gasto em saneamento básico, o governo economiza R$ 4 em saúde pública”, citou a professora.

 

Acesse aqui a programação completa dos três dias da Feira GE.

Quer participar? Ainda é tempo. Inscreva-se aqui!

Continua após a publicidade
Publicidade