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Greve chega ao fim em mais de 30 universidades federais

Das 59 instituições federais de educação superior, duas não aderiram às paralisações

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h52 - Publicado em 14 set 2012, 19h33

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a greve dos professores chegou ao fim em 39 de 57 universidades federais. Das 59 instituições federais de educação superior, duas não aderiram às paralisações – as federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Itajubá (Unifei).

Quanto aos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, 37 decidiram encerrar o movimento por completo. Entre eles, o do Rio Grande do Norte, o único em que houve greve geral. Apenas quatro mantêm paralisação parcial.

Na quarta-feira (12), as universidades federais do Amazonas (UFAM), Maranhão (UFMA), Uberlândia (UFU), Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Ouro Preto (UFOP) e Paraíba (UFPB) decidiram pela volta.

Em São Paulo, as aulas no campus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) voltaram nesta segunda-feira (10) e devem voltar no dia 17 na Universidade Federal do ABC (UFABC).

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Veja como está a situação nas universidades federais, segundo o MEC

Não fizeram greve Encerraram a greve Retornaram às aulas
UFRN UFCSPA UFRB (13/9)
Unifei UFRGS UFBA (13/9)
  UFSC Unifap (17/9)
  UFSCar UFMA (17/9)
  UnB UFGD (17/9)
  UFRJ UFTM (17/9)
  UFMG UFSJ (17/9)
  UFC UFSM (17/9)
  Unilab UFS (17/9)
  UFFS UFCG (17/9)
  UFABC Unirio (17/9)
  UFPB UFPE (17/9)
  Unipampa, campus Alegrete UFRA (17/9)
  UFG UFT, campus Tocantinópolis,
Miracema, Arraias, Gurupi, Porto Nacional (17/9)
  UTFPR UFAM (17/9)
  Unifesp, campus Guarulhos Ufop (17/9)
  UFJF Ufersa (24/9)
  Unifal  
  UFLA  
  Unila  
  UFU  
  UFVJM  
     
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O Ministério da Educação tem acompanhado a volta das atividades acadêmicas ao receber e analisar o planejamento das instituições para a reposição dos dias parados. De acordo com o secretário de educação superior do MEC, Amaro Lins, instituições que oficialmente ainda não definiram, em assembleia, o fim da greve já estão retomando as aulas, segundo as próprias reitorias. “Independentemente de uma decisão formal dos sindicatos, temos percebido que a greve está em processo de encerramento e há ampla retomada das atividades em diversos cursos”, afirmou.

O governo federal encerrou as negociações com os sindicatos dos docentes e com todas as outras categorias, pois a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi encaminhada ao Congresso Nacional em 31 de agosto. Após o envio, o Congresso Nacional rejeita a inclusão de novos valores para questões salariais.

A proposta do governo

O governo ofereceu aos professores aumentos que variam entre 25% e 40% sobre os salários de março, já reajustados, a serem pagos em 2013, 2014 e 2015, na proporção de 50%, 30% e 20%. O reajuste, a partir de março de 2013, será de no mínimo 13%. Isso representa impacto de R$ 4,2 bilhões no orçamento federal.

O maior aumento no salário (40%) destina-se ao professor titular com dedicação exclusiva, o que eleva o atual vencimento de R$ 12,22 mil para R$ 17,05 mil. Um professor com doutorado, recém-ingressado na carreira, passa a receber salário de R$ 8,4 mil durante o estágio probatório. Concluído esse período, de três anos, chegará a R$ 10 mil.

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