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MEC aumentará nota de faculdade que ceder espaço para projeto do governo

O ministro da Educação justificou que faculdades ruins não poderão aderir ao programa para inflar nota, mas não apresentou critérios claros de adesão

Por Taís Ilhéu Atualizado em 7 nov 2019, 17h30 - Publicado em 7 nov 2019, 17h04

Faculdades que cederem espaço para atividades com estudantes do Ensino Básico poderão ter suas notas incrementadas nas avaliações de qualidade de ensino. O anúncio foi feito durante a coletiva de imprensa do MEC para apresentar o programa Educação em Prática, que propõe a integração de estudantes de escolas públicas aos conteúdos ensinados no Ensino Superior. 

O programa faz parte da reforma do Ensino Médio, que implementará os chamados “itinerários formativos”. Por meio deles, os estudantes poderão escolher para qual área do conhecimento (ciências humanas, ciências da natureza, matemática, linguagens e ensino técnico) querem direcionar sua formação, e é aí que entra a parceria com as instituições de Ensino Superior. 

As universidades vão ceder seus espaços, como laboratório, para que os estudantes possam se especializar nessas áreas. A contrapartida, ou “incentivo”, como o ministro Abraham Weintraub chamou, é o acréscimo de nota nas avaliações de ensino em nível federal. 

O ministro fez questão de enfatizar que o programa não vai “maquiar” a qualidade do ensino de faculdades ruins. Segundo ele, “faculdade ruim que achar que o programa pode ser atalho para melhorar nota, não vai funcionar”. No entanto, Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), afirmou que ainda não há critérios definidos para a seleção dessas faculdades parceiras. 

Embora o MEC tenha afirmado que as universidades públicas também poderão aderir ao programa, nenhum representante da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) compareceu à coletiva, diferentemente dos representantes das particulares. 

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