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MEC corta mais de 7 mil vagas em cursos da área de Saúde

Ministério ainda prevê o fechamento de mais 43 mil vagas até o fim do ano

Desde novembro, quando foram divulgados os resultados do último Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia a qualidade dos cursos de instituições de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) já cortou 7.294 vagas na área de Saúde. O governo ainda pretende, até o fim do ano, cortar outras 43 mil vagas em cursos de Saúde, Administração e Ciências Contábeis.

Em Medicina, 16 cursos perderam, no total, 514 vagas. Os cursos que sofreram o corte são todos de instituições privadas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso.

Nos cursos de Odontologia, Farmácia e Enfermagem, foram cortadas 3.986 vagas. Enfermagem foi mais afetada: 65% das vagas fechadas foram desse curso. Já Odontologia perdeu 307 vagas; e Farmácia, 1.107.

Fisioterapia também perdeu um número expressivo de vagas: 1.211, de 74 cursos diferentes. Já Biomedicina perdeu 811 vagas; e Nutrição, 772.

Em 2010, dos 4.143 mil cursos avaliados pelo Enade, 594 não atingiram resultado satisfatório ao tirar nota 1 ou 2 no Índice Geral de Cursos (IGC), do Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que varia em uma escala de 1 a 5.

Na avaliação, a nota 3 é considerada satisfatória e as notas 4 ou 5 são consideradas boas. Entre os cursos avaliados, 1.115 ficaram sem conceito porque não tinham um número mínimo de estudantes concluindo o curso.

A supervisão do MEC também atinge 60 faculdades que apresentaram resultado insatisfatório no IGC de 2010 e já tinham apresentado desempenho ruim nos últimos três anos. Elas terão restrições para receber novos alunos a partir de 2012 – o número de estudantes ingressantes não poderá ser superior ao total de vagas ocupadas em 2011.

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