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Mídias sociais influenciam questões acadêmicas

Pesquisa feita nos EUA mostra que redes têm impacto nas notas e até no comportamento de jovens

Por por GUILHERME DEARO Atualizado em 16 Maio 2017, 13h38 - Publicado em 6 Maio 2011, 18h57

Jovens e redes sociais são praticamente sinônimos. É difícil encontrar algum com acesso à internet que não use Orkut, Facebook ou Twitter.

Estar online pode ser bom para ler, se informar e fazer os trabalhos escolares, mas eles não dispensam algumas horas para bater-papo, postar fotos e ver vídeos.

No Brasil, por exemplo, há 11,6 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos com acesso à Internet. Já entre estudantes de 15 a 18 anos, a participação deles em redes como Orkut e Facebook chega a 3,8%, número bem significativo.

Com muitos professores se perguntando se a forte presença desses jovens nas redes sociais não estaria afetando os estudos e o desempenho escolar, o site de educação Online Education fez uma pesquisa com estudantes dos Estados Unidos sobre o tema.

– Veja de que modo você pode aproveitar os dispositivos móveis e até o Facebook para estudar

O estudo constatou, por exemplo, que usuários de redes sociais participavam mais de atividades extracurriculares e se sentiam mais “ligados” à sua escola e colegas.

Por outro lado, de acordo com o estudo, eles podem apresentar mais sintomas de depressão e ansiedade e acabam estudando menos horas em média do que aqueles que não usam as redes.

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Confira a seguir os prós e contras das redes sociais na vida dos estudantes:

Como as mídias sociais influenciam os estudos

X BOM RUIM CONCLUSÃO

Notas

Aqueles que usam Twitter aumentaram as suas notas em meio ponto. Aqueles que estudam com Facebook aberto e o atualizando tiveram notas 20% menores. Fazer várias coisas ao mesmo tempo com o Facebook aberto não é bom. Pare de checar as notificações enquanto estuda, pois tira a concentração.

Atividades extracurriculares

Aqueles que usam Facebook se envolvem duas vezes mais com atividades extracurriculares do que aqueles que não usam. Aqueles que usam Facebook trabalham menos horas por semana do que aqueles que não usam. Só depende de você decidir como preencherá seu tempo: se com trabalho, se com atividades extracurriculares. O que você considera mais importante?

Emoções

Usuários de redes sociais se sentem 20% mais “ligados à sua instituição” e também duas vezes mais populares do que não usuários. 48% dos usuários de Facebook pensam que são mais tristes do que seus amigos. 25% apresentam sintomas de depressão em suas atualizações de status. Faça parte de sua comunidade escolar, participe de atividades com os colegas. Não as troque para ficar sozinho na frente do computador olhando o que os outros estão fazendo no Facebook.

Vício

Mídias sociais são ótimas para se manter informado e acompanhar as notícias. Estudantes dizem que as redes são suas fontes primárias de informação. Quando se usa muito, fica-se viciado. Quando offline, aparecem os sintomas da abstinência: ansiedade, tensão e nervosismo. Estudantes estão acompanhando o noticiário pelas redes sociais, não estão pensando só em fotos e bate-papo. Quando seus professores lhe pedirem para pararem de usar o Twitter, peçam para que eles parem de usar o jornal e vejam a reação! Contudo, nada em doses exageradas é bom. Ficar nas redes sociais não foge à regra.

Autoestima

Atualizar o Facebook traz “boas vibrações” e aumenta a autoestima da pessoa mais do que se olhar no espelho. Estudantes que passam mais tempo atualizando o Facebook são mais narcisistas. Facebook pode deixá-lo vaidoso. Bom para momentos de baixa estima, ruim para aqueles que já estão com ela bem elevada.

Hábitos de estudo

Um em cada três estudantes americanos usam as redes sociais com propósitos educacionais. Estudantes com Facebook estudam em média de 1 a 5 horas por dia. Sem Facebook, de 11 a 15 horas. Fechar o Facebook lhe dará mais tempo para estudar! Simples, não?
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