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Professores de universidades em greve rejeitam proposta do governo por unanimidade

Comando de greve apresentou na última segunda (23) contraproposta em reunião

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h37 - Publicado em 23 jul 2012, 16h03

Atualizado em 24/07/2012

As instituições de ensino superior rejeitaram, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial feita pelo governo no último dia 13. O levantamento foi divulgado na última segunda-feira (23), pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a partir das resoluções obtidas nas assembleias gerais dos professores, realizadas entre os dias 16 e 20 de julho. Em reunião com o Ministério do Planejamento, o sindicato apresentou uma contraproposta, mas não houve acordo. O impasse entre governo federal e professores de universidades federais continua. Um novo encontro foi agendado para quarta-feira (24).

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Professores em greve fazem manifestação em frente ao Palácio do Buriti em Brasília (Elza fiúza/ABr)

Os professores estão em greve desde 17 de maio. No total, 56 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica aderiram à paralisação. Eles reivindicam reestruturação da carreira e melhores condições de infraestrutura nas instituições. Segundo o sindicato, a proposta feita pelo governo não contempla todas as exigências de melhoria das condições de trabalho e de valorização salarial.

A proposta apresentada previa mudanças no plano de carreira, que seriam realizadas a partir de 2013, e um reajuste salarial, com um aumento que, de acordo com o governo, poderia chegar a 45,1% para o topo da carreira (professores titulares com dedicação exclusiva). Além disso, para "incentivar o avanço mais rápido e a busca da qualificação profissional e dos títulos acadêmicos", os níveis de carreira seriam reduzidos de 17 para 13.

Os representantes das instituições federais de ensino, no entanto, se disseram insatisfeitos com a proposta. Segundo a presidente da Andes, Marinalva Oliveira, a oferta governamental não atende às reivindicações da categoria porque beneficia um percentual pequeno dos docentes universitários.

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