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Programa de cotas das universidades paulistas poderá ter bolsa de um salário mínimo e curso preparatório

Projeto ainda não foi apresentado oficialmente pelos reitores e pelo governo estadual

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h43 - Publicado em 30 nov 2012, 12h47

O programa de cotas das universidades estaduais de São Paulo poderá oferecer bolsas de estudo de um salário mínimo, além da criação de um curso preparatório, de dois anos, na Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univep). A exemplo da Lei de Cotas que instituiu a reserva a alunos de escola pública nas universidades federais, o projeto nas estaduais pode também destinar 50% das vagas aos cotistas.

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As informações foram dadas pelo diretor executivo do Movimento Educação e Cidadania de Afrodescentes e Carentes (Educafro), frei David Santos, que está envolvido no planejamento das cotas, junto ao governador Geraldo Alckmin. Segundo frei Davi, Alckmin se comprometeu a apoiar um programa de inclusão social e racial nas três universidades estaduais: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

"Ele [o governador] vai conceder a toda pessoa que entrar na universidade pela cotas, cuja renda familiar per capita seja de até um salário mínimo e meio, uma bolsa permanente de um salário mínimo por pessoa”, disse frei David. Para o diretor, a medida é inédita. “Esse é um pedido que fizemos ao governo federal, e o governo federal ainda não nos atendeu. Isso [a concessão de bolsas] ele [o governador Geraldo Alckmin] falou que vai atender e já falou para os reitores que vai atender". Nesta quinta-feira (29), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou a intenção de conceder bolsas aos alunos que entrarem em universidades federais por meio de cotas.

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Curso preparatório

Segundo o diretor, para os alunos cotistas, será oferecido um curso, de dois anos, na Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), a fim de preparar o aluno para a graduação nas universidades estaduais. “O governo de São Paulo está criando mais um curso, tipo college norte-americano. O aluno que terminar o college, que é uma graduação de dois anos, pode fazer o que quiser da vida. Mas também pode solicitar ingresso imediato na USP, Unesp e Unicamp, sem vestibular, em qualquer curso, até medicina”, disse frei David.

Decisão das reitorias

As universidades estaduais têm autonomia administrativa. Por conta disso, o novo programa de cotas deverá passar pelos conselhos universitários de cada instituição. De acordo com a assessoria de imprensa do governo do Estado de São Paulo, o governador convocou os reitores das universidades para debater o assunto e que a receptividade foi boa. Uma proposta das unificadas dos reitores deverá ser apresentada nos próximos dias.

Como é a cota nas federais

Nas universidades e intitutos federais, a Lei de Cotas prevê a reserva de, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública, com distribuição proporcional das vagas entre negros, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais – ou seja 25% do total da oferta – sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita. O prazo para cumprimento da lei é quatro anos.

*Com informações da Agência Brasil

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