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Recém-formados em Medicina deverão fazer exame para obter registro

Medida vale somente para profissionais do estado de São Paulo

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h36 - Publicado em 24 jul 2012, 19h34

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou nesta terça-feira (24) durante entrevista coletiva que a participação no exame do órgão é agora obrigatória para médicos recém-formados adquirirem o registro profissional. O registro não estará condicionado ao desempenho no Exame, mas sim à realização da prova.

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A justificativa do órgão é usar os resultados da prova para expor à sociedade a qualidade dos cursos de Medicina. De acordo com o Cremesp, a iniciativa foi tomada em decorrência da queda acentuada na qualidade do ensino médico. O exame já é realizado há sete anos e até então contava com participações voluntárias. Quase metade dos participantes eram reprovados e não apresentavam condições de exercer a profissão.

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De acordo com o órgão, a nova fase do Exame do Cremesp, agora obrigatório para a concessão de registro de médico, tem como propósitos principail ampliar o número de participantes na prova e avançar o debate sobre a criação de uma Lei Federal que institua o Exame Nacional de Habilitação como requisito para o exercício legal da Medicina no Brasil, como já ocorre com o Exame da Ordem da OAB para os estudantes de Direito. Apoiado pelo Cremesp, há oito anos tramita na Cãmara dos Deputados um projeto para a criação de um exame nacional para o registro legal da profissão de médico.

Novos cursos

O Ministério da Educação anunciou no começo de junho que as universidades públicas federais e instituições particulares de educação superior vão oferecer mais 2.415 vagas em cursos de Medicina a partir do segundo semestre deste ano. O crescimento representa 15% das vagas do País. Segundo o ministério, até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas.

A iniciativa foi criticada pelo Cremesp e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em nota, o CFM afirma que a decisão desconsidera a qualidade da formação dos novos profissionais, expondo a população a uma situação de risco. Para o órgão, sucessivos estudos do próprio Ministério da Educação – onde foi feito o anuncio – comprovam a baixa qualidade e capacidade das escolas existentes de formar os médicos brasileiros.

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