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Repórter de campo. Conheça a rotina do jornalista esportivo

Uma das áreas mais disputadas pelos alunos de Jornalismo é a esportiva. Saiba dicas do pesquisador, escritor e comentarista Celso Unzelte

Por Rodolfo Viana Atualizado em 16 Maio 2017, 13h48 - Publicado em 16 jun 2010, 12h24

 

Em campo, o juiz apita. A bola rola. Começa a partida. Você está acostumado a ver mesas redondas na TV, a ler sobre o campeonato pelos jornais, a acompanhar um jogo pelo rádio… Os profissional do jornalismo esportivo, assim como os próprios atletas, estão em campo, não importa o tempo. Faça chuva ou faça sol, seja uma goleada ou um 0 a 0, é ele quem fica de olho em cada lance para que você saiba tudo sobre o jogo.
Um destes profissionais é Celso Dario Unzelte, 46 anos. Jornalista formado pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam) há 25 anos, Celso é hoje uma espécie de almanaque do futebol. Conhece histórias que a História desconhece. Isso porque acompanha futebol desde os 10 anos, o que acabou ajudando muito na minha especialização dele.

Como profissional, sua vida de jornalista esportivo começou em estágio na revista PLACAR, em 1990. “Mas desde sempre tive uma tendência e uma preferência a atuar nessa área”, comenta. Na verdade, começou antes…

“Eu era revisor de textos na Editora Abril desde os 18 anos, quando ainda estava no primeiro ano da faculdade de Jornalismo. Quando me formei, participei do Curso Abril de Jornalismo, na revista PLAYBOY. Fui estagiário de PLACAR e posteriormente contratado como repórter da revista AÇÃO, que substituiu PLACAR”, lembra.

Desde então, Celso respira e vive o futebol. Um jornalista esportivo tem como principal função a cobertura de eventos, desde torneios regionais até a Copa do Mundo, mas Celso é diferente. “Eu me especializei mais no resgate da história do futebol.” Não é uma vida fácil, e sua rotina é bem puxada.  No total, Celso chega a trabalhar 12 horas todos os dias, exceto sábado.

Como um dos pesquisadores de futebol mais reconhecidos do Brasil, Celso se dedica também aos livros. É autor, entre outros, de O Livro de Ouro do Futebol, Almanaque do Corinthians e Jornalismo Esportivo.

O esforço pode compensar. O salário vai subindo de acordo com o tempo na profissão e com os trabalhos paralelos. Pode chegar a R$ 12 mil, “seja ocupando um cargo de editor ou somando vários trabalhos como freelancer, como é o meu caso”, afirma Celso.

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O campo de trabalho para o jornalista esportivo está em expansão, segundo Celso. O motivo? O crescimento dos sites dirigidos e dos canais de TV por assinatura. Contudo, “há mais trabalho do que emprego”. Isso significa que serviços sem vínculo empregatício – os frilas – são bastante comuns; já as vagas permanentes, não muito.

Apesar de difícil e concorrido, o mundo do jornalismo esportivo está aberto a quem tem a noção de que a área esportiva é como qualquer outra no jornalismo: não basta a opinião, tem de ter informação. É preciso levar o esporte como material de trabalho – ou seja, inserido em um contexto maior e sustentado por fatos.

Mesmo não havendo mais a exigência do diploma para exercer o Jornalismo, as faculdades continuam valorizadas pelo mercado (veja onde estudar Jornalismo). E ainda há cursos, especializações e pós-graduações em jornalismo esportivo. A Faap, em São Paulo, e a Facha, no Rio, oferecem o curso, por exemplo.

Para Celso, tem sucesso na profissão aquele que sabe “encarar o esporte como parte de algo maior que se chama jornalismo” – ou seja, algo que requer investigação, apuração e ética. “Quem está no esporte só porque gosta de esporte tem menos chance de progredir”, complementa.

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