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Tabela periódica terá mudanças em 2011

Dez elementos químicos ganharão novos pesos atômicos; mudaça não afetará estudantes do ensino médio

Por por MARIANA NADAI Atualizado em 16 Maio 2017, 13h54 - Publicado em 15 fev 2011, 15h31

Entra ano, sai ano, e há mais de 150 anos estudantes do mundo todo têm certeza de uma coisa dentro da sala de aula: a tabela periódica é sempre a mesma. Mas, essa verdade quase absoluta está prestes mudar. É o que afirma a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, sigla em inglês), uma organização não-governamental dedicada ao avanço da química.

A organização divulgou, no final de 2010, uma publicação que propõe um ajuste nos pesos atômicos de dez elementos da tabela periódica. Não é que esses elementos estão há mais de um século e meio com o peso errado. Na realidade, de acordo com a organização, o estudo da química avançou de tal forma que permitiu medir com mais precisão o peso atômico do hidrogênio, lítio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, silício, cloro, enxofre e tálio.

A nova tabela representará o peso atômico desses dez elementos em intervalos, com limites superiores e inferiores. Por exemplo, o boro é conhecido por ter o peso atômico de 10.811, mas, com a nova representação, o peso do elemento poderá variar entre 10.806 e 10.821.

Essas variações são muito importantes nas pesquisas científicas e para se obter uma maior precisão sobre o elemento químico, o que facilita na determinação da pureza e a origem de alimentos, como por exemplo a baunilha ou o mel.

Mas, a mudança deve afetar mesmo os pesquisadores de química aplicada. Para o professor de química Divino Marroquino, que ministra aulas no colégio paulistano Escola da Vila, os estudantes do ensino médio e de cursinhos pré-vestibulares não deverão se preocupar.

“Na sala de aula nada mudará. Para resolvermos um problema estequiométrico vamos acabar adotando um peso atômico dentro desse intervalo. A diferença é que esse valor pode variar, mas os alunos não vão precisar decorar todos os números, porque em geral eles são fornecidos no problema”, diz o professor.

E Marroquino vai além: “acredito que os estudantes nem vão reparar na mudança, só os mais atentos. Se o professor não chamar atenção ao novo modo de representar o peso atômico, os alunos vão passar batido pela novidade”, afirma.

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