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Unesp 2018: Segunda fase foi “fácil”, avaliam professores

Baixe as provas e veja a correção comentada

As provas da segunda fase do vestibular 2018 da Universidade Estadual Paulista (Unesp), aplicadas no último domingo (17) e nesta segunda-feira (18), foram consideradas de nível fácil por professores ouvidos pelo Guia do Estudante

No domingo, o exame teve 24 questões dissertativas: 12 de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e 12 de Ciências da Natureza e Matemática (Biologia, Química, Física e Matemática). No segundo dia, foram 12 questões de Linguagens e Códigos (Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte) e uma redação. Os candidatos tiveram 4h30 para realizar cada prova.

Baixe a prova de Ciências Humanas do primeiro dia
Baixe a prova de Ciências da Natureza e Matemática do primeiro dia
Baixe a prova de Linguagens do segundo dia

Acompanhe a correção comentada do cursinho Oficina do Estudante. 

Daniel Perry, coordenador do Anglo Vestibulares, considerou o primeiro dia “fácil, com temas relevantes e boa qualidade de questões, sempre elaboradas de maneira muito clara”. Mas os estudantes precisam ter cautela e não sair comemorando: “O exame pode ter sido pouco discriminatório para carreiras muito concorridas, pois, como o nível de dificuldade das questões não era muito elevado, o candidato tem pouco espaço para errar.” Em outras palavras, como a prova foi fácil, a concorrência será acirrada e qualquer deslize pode ser grave.

Segundo ele, tanto Ciências da Natureza e Matemática quanto Ciências Humanas tiveram nível de dificuldade semelhante ao do ano passado. A prova de geografia foi a única que o surpreendeu: “Havia uma questão muito específica, que tratava sobre o solo usando termos não muito comuns, o que certamente foi difícil para o aluno.”

Já Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Cursinho Oficina do Estudante, não acha que a manutenção do padrão da prova seja algo positivo: “Foi uma prova muito sem graça, que manteve o padrão tradicional apesar dos avanços da Fuvest, Unicamp e Enem”, comentou. “Não tem questões interdisciplinares, aborda temas muito batidos. É uma prova sem inovação.”

Mas isso não significa que as questões eram excessivamente simples. “A prova de humanas foi um pouco mais trabalhosa. Havia sempre dois itens, a e b, mas dentro desses itens havia mais de uma pergunta”, descreveu Perry.

Redação e linguagens

O segundo dia de provas manteve o nível de dificuldade e foi elogiado por Saray Azenha, diretora pedagógica da Oficina do Estudante: “Foi uma prova bem contextualizada, que cobrou conhecimento, mas também trabalhou muito bem com a própria linguagem com argumentos linguísticos, figuras de linguagem, textos que o aluno pudesse interpretar para a resposta”, afirmou.

Dessa forma, a prova foi algo democrática: “Eu acho complicado dizer que uma prova como essa seja fácil – antes, é uma prova possível e acessível, em que a interpretação teve um peso semelhante ao dos conhecimentos específicos. Um aluno que não lembrasse características muito específicas de uma escola literária pôde trabalhar com a linguagem, por exemplo”.

O tema da redação, sobre voto facultativo no Brasil, também foi elogiado por ela: “Foi um assunto que envolveu tudo o que o jovem viu na mídia ao longo deste ano e do ano passado. Tivemos a eleição de Trump, a saída de Dilma, temos o suspense sobre quem serão os candidatos para a eleição presidencial de 2018. O momento que a Unesp encontrou para trabalhar o tema foi muito bom e a coletânea, muito bem escolhida”.

O que os candidatos acharam

No Twitter, candidatos comemoravam o nível de dificuldade da prova desta segunda: