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USP terá mudanças no sistema de bonificação para alunos de escola pública

Com porcentagem recorde de alunos vindos da rede pública, universidade também vai começar a discutir novas formas de ingresso

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h26 - Publicado em 5 jun 2014, 20h04

O pró-reitor de Graduação da Universidade de São Paulo (USP), Antonio Carlos Hernandes, anunciou nesta quinta-feira (5) que o Conselho de Graduação (CoG) aprovou alterações no sistema de bonificação para alunos de escola pública do próximo vestibular e que terão início discussões sobre novas formas de ingresso nos cursos de graduação da universidade.

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Foi decidido que, a partir do Vestibular 2015, o candidato de escola pública receberá a porcentagem total da bonificação, dependendo do grupo em que se inserir. Até este ano, o bônus era concedido de acordo com o desempenho do candidato na prova da Fuvest. O mínimo de acertos na prova continuará o mesmo: 27 questões. Neste vestibular, a média dos bônus concedidos foi de 9%. Veja a tabela abaixo. 

Candidato Bonificação
Inclusp Ensino Médio – aluno que cursou ou esteja cursando ensino médio em escola pública 12%
Inclusp Ensino Básico – aluno que cursou ensino fundamental na rede pública e tenha cursado ou esteja cursando, integralmente, o ensino médio em escola pública.  15%
Bônus PASUSP – concedido a candidato que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e que esteja cursando o 2º ou 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas. 20%
Bônus PPI -EB: candidato inscrito no vestibular na condição de Inclusp Ensino Básico e que se declararem pretos, pardos e indígenas. 5%

Outra novidade é que a nota de corte será calculada a partir das notas obtidas já com a bonificação. Segundo Hernandes, simulações mostraram que, com a mudança, a nota de corte deverá subir de um a dois pontos e a expectativa é de que, em 2015, o número de ingressantes de escolas públicas chegue a até 38%.

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Recorde

Em 2014, o número de ingressantes vindos de escolas públicas cresceu 4% em relação ao ano anterior, passando de 28,5% para 32,3%, o maior índice registrado na USP desde a criação do Programa de Inclusão Social (Inclusp), em 2006. Desses, 17,2% se declararam pretos, pardos e indígenas (PPI) e cursaram o ensino fundamental e médio em escolas públicas. No ano passado, essa porcentagem foi de 13,9%. Na Faculdade de Medicina, 41,2% dos aprovados são oriundos de escolas públicas e, desses, 26,2%, são PPI. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a porcentagem de alunos de escolas públicas foi 37,6% e, de PPI, 36,7%.

Outras formas de ingresso

O pró-reitor também anunciou que, a partir do dia 9 de junho, todas as unidades de ensino e pesquisa da universidade devem começar a discutir a adoção de novos mecanismos de ingresso a partir de 2016. “A Fuvest continuará existindo, mas a proposta é que deixemos de ter uma apenas entrada para termos mais opções”, afirmou. Uma possibilidade citada por ele é a busca de talentos em olimpíadas científicas, principalmente aquelas relacionadas às áreas de ciências básicas, como matemática, química e física. “Há várias possibilidades e essa deverá ser uma decisão colegiada. Temos que aproveitar o que há de melhor”, disse.

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