Guia do Estudante

Fique por dentro das notícias da semana de 12 a 17 de maio

Ana Prado | 17/05/2013

Veja o resumo do GUIA para você não perder o que rolou de importante nesta semana.

Jorge Videla, ex-ditador argentino, morre aos 87 anos

Jorge Videla, o ex-comandante que governou a Argentina durante os anos mais sangrentos da ditadura militar que vigorou entre 1976 e 1983, morreu nesta sexta-feira. Ele cumpria pena por crimes de violação dos direitos humanos.

Leia mais sobre ele neste link e aproveite para estudar a ditadura argentina nos links abaixo:

– Regime militar na Argentina – resumo
- Marinha argentina admite assassinatos na ditadura militar
- Mafalda, a pequena notável – Criada na Argentina, a menina Mafalda enfrentou a ditadura militar de seu país para falar de censura, feminismo, crises econômicas e política internacional.
- Ditaturas da América Latina
- Por dentro da Escola de Horrores – Veja as plantas do porão onde ocorriam as torturas e do alojamento dos sequestrados.

 

Brasileiro é o novo chefe da missão da ONU no Congo

Nesta sexta (17), a Organização das Nações Unidas anunciou que o tenente-general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz será o novo chefe da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (Monusco). Ele vai substituir o indiano indiano Chander Prakash Wadhwa nesta que é a maior missão de paz da ONU, com 17.000 homens atualmente.

Saiba mais sobre a história e entenda a condição atual do país:
– Congo: diamantes de sangue
Em nenhum lugar se matou tanto nos últimos 50 anos quanto no país. O principal desafio desse país africano rico em minérios é conciliar os interesses de mais de 250 grupos étnicos
– A partilha da África
No fim do século 19, países europeus repartiram o continente africano entre si e o exploraram durante quase 100 anos. Os invasores se foram, mas deixaram os efeitos nefastos de sua presença
– O Congo já foi a maior propriedade particular do mundo
- Filmes e livro para entender a colonização da África

 

O apoio da Rússia à Síria

Segundo a imprensa americana, a Rússia enviou armas sofisticadas, como mísseis antinavios, à Síria. Existe uma pressão internacional para não ajudar o regime de Bashar Assad, acusado de crimes contra a humanidade. Segundo a ONU, os últimos quatro meses de conflito na Síria registraram a maior taxa de refugiados: em apenas dez semanas, o número de refugiados passou de um para de 1,5 milhão.

Entenda:
– Como a crise na Síria pode ser cobrada nas provas deste ano?
- Síria (história, política e economia) – resumo

 

Casamento gay no Brasil e na França

Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que proíbe os cartórios de se recusarem a realizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil e os obriga a aceitar os pedidos de conversão de uniões estáveis em casamentos. Até então, a decisão ficava a critério de cada cartório e muito casais precisavam levar seus pedidos à Justiça. A decisão ainda pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Neste sábado, o presidente da França, François Hollande promulgará a lei que permite o matrimônio e a adoção por casais gays no país. A França é o 14º país a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Recentemente, Nova Zelândia e Uruguai aprovaram em meio a muito menos controvérsia. Holanda, Bélgica, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Argentina, Dinamarca e Espanha também já fizeram isso.

Os Estados Unidos e o Brasil aceitam o status de casados para parceiros do mesmo sexo apenas em alguns Estados (no Brasil, é aceito no Alagoas, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia).

Leia mais a respeito aqui e aqui (Veja.com).

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Fique por dentro das notícias da semana de 5 a 10 de maio

Ana Prado | 10/05/2013

Veja o resumo do GUIA para você não perder nada do que rolou de importante nesta semana.

A Comissão Nacional da Verdade e as investigações sobre a ditadura

Nesta sexta, o coronel reformado do Exército deu um depoimento na Comissão Nacional da Verdade (CNV) em que defendeu sua atuação no período militar (ele disse que “lutava contra o comunismo” e que nunca cometeu assassinatos) e acusou a presidente Dilma Rousseff de ter integrado um grupo terrorista que queria transformar o Brasil em um país comunista. O ex-sargento Marival Chaves, que trabalhou no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna em São Paulo (DOI-Codi/SP), também prestou depoimento à CNV e afirmou que “cadáveres de militantes eram expostos no DOI-Codi como troféu de vitória”.

A Comissão Nacional da Verdade foi instituída em maio de 2012 e tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. Acompanhe o que acontece na CNV no site: http://www.cnv.gov.br ou pelo Twitter e Facebook.

Esta é uma boa oportunidade para estudar o período da ditadura militar no Brasil. Separamos alguns links para ajudar:

- Resumo: Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)

-Ditadura: a cara e a coroa – Herança dos militares tem altos e baixos

- Quiz – Ditadura militar

-Ditadura: o fato e a versão -Filmes sobre anos da ditadura ajudam a entender lances históricos e geram polêmicas até hoje

- Jogo da memória: Presidentes da ditadura militar

 

Brasileiro assume presidência das OMC e deve dar cargo de destaque para a China


Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Como havíamos dito antes aqui no blog, o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo estava disputando o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A Organização, com sede em Genebra (Suíça), foi criada em 1994 e é uma instituição internacional que atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial. Roberto foi eleito por meio de pesquisa com os 159 países-membros da OMC. Agora, ele deve entregar um dos postos na vice-diretoria para a China. Será a primeira vez que o país ocupa um cargo no alto escalão da OMC. As outras vagas devem ir para a África, EUA e Europa. Ele vai assumir em agosto para um mandato de quatro anos e disse que sua prioridade na OMC é “destravar o comércio mundial”. Uma matéria em Exame.com diz sobre o que ele vai encontrar por lá:

“É uma tarefa enorme. Com a economia mundial ainda em dificuldade, o protecionismo está em ascensão e a fé no livre-comércio, e na própria OMC, está enfraquecida em muitos países.”

Leia mais em: Azevêdo pretende ressuscitar OMC com diplomacia paciente

E também: Azevêdo terá o mandato mais difícil da história da OMC.

 

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a maior da história

Um relatório divulgado nesta sexta (10) apontou que a concentração do gás atingiu o nível de 400 partes por milhão, maior índice registrado desde que as medições começaram, em 1958. Cientistas estimam que isso não acontece há provavelmente mais de 3,5 milhões de anos. O dióxido de carbono é lançado na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis como petróleo e gás natural e outras atividades humanas e é o principal gás do efeito estufa, contribuindo com o aquecimento global.

Estude:

-O que é o aquecimento global?

-Resumo de geografia: Fontes energéticas e suas relações econômicas

- Simulado: Desequilíbrios Ambientais e Preservação do Ambiente

 

O julgamento dos acusados de matar PC Farias


Paulo César Farias. Foto: Wikimedia Commons

A expectativa é de que, nesta sexta-feira (10), fosse conhecida a sentença dos acusados de envolvimento na morte de Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino. A acusação defende a tese de que uma terceira pessoa cometeu o assassinato, no dia 23 de junho de 1996, mas o Ministério Público nunca apontou um assassino. A defesa se baseia no laudo elaborado por peritos na época, que indica um crime passional: Suzana teria matado PC e depois teria se suicidado.

Quem foi PC Farias? A Veja explica:

“PC Farias foi o cabeça do esquema de corrupção no governo de Fernando Collor no início dos anos 90. Em troca de dinheiro, facilitava a vida de empresários interessados em tocar obras públicas, aproveitando-se da proximidade que detinha com o então presidente. PC nomeou, demitiu e influenciou as decisões do governo Collor. Comandando um esquema de poder paralelo, traficou influência e desviou recursos públicos, como ficaria provado por uma série de documentos revelados por VEJA na época.

Em 1993, ao ter sua prisão preventiva decretada, PC fugiu do país para a Tailândia – e voltou algemado. No ano seguinte, foi condenado a sete anos de prisão por falsidade ideológica e sonegação fiscal, mas fugiu do país em seguida. Cumpriu um ano e meio de prisão, até obter a liberdade condicional por decisão do Supremo Tribunal Federal. Fora da cadeia, tentou retomar sua vida como empresário, até que foi encontrado morto ao lado de sua namorada, na casa do empresário na praia de Guaxuma, Maceió”. 

Leia mais aqui

- Caso PC: resultado do julgamento deve sair nesta sexta

- Quem matou PC Farias? Dez anos depois, a morte do ex-tesoureiro de Fernando Collor continua envolta em mistério e motivo de polêmica.

- A morte de PC Farias – Hora a hora, um dos maiores mistérios do Brasil

-O impeachment de Collor – Há 15 anos, ele deixou o poder; saiba o que aconteceu

 

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A gripe aviária já matou mais de 25 pessoas; conheça as pandemias que já assolaram o mundo e entenda como os vírus se espalham

Ana Prado | 03/05/2013

Em março deste ano, foi identificado o vírus H7N9, causador de um novo tipo de gripe aviária que já infectou 127 pessoas na China e matou 27 (até a publicação deste texto). Especialistas têm dito que o vírus é uma ameaça à saúde mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) o descreveu como “um dos mais letais” vírus de gripe, mas disse que, por enquanto, não há indícios de transmissão entre humanos (o que teria grandes chances de causar uma pandemia).

Para que isso ocorra, é necessário que o vírus sofra algumas mutações (quatro ou cinco, estimam estudos), mudando de um organismo que tem aves como hospedeiras para um que se espalhe facilmente pelo ar. Até agora, as pessoas que foram contaminadas tiveram contato direto com aves.

>>> Saiba mais sobre o vírus da AIDS e entenda como esses microrganismos agem nas células

Outra gripe que voltou ao noticiário por provocar algumas mortes é a provocada pelo vírus H1N1, também conhecida como gripe A ou “gripe suína” (que tem esse nome porque surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que podem atingir suínos, aves e humanos). Mas os números não chegam nem perto dos de 2009, quando houve uma pandemia com cerca de  12 mil casos confirmados e quase 600 mortes só no estado de São Paulo.

Conheça um pouco sobre a história das pandemias e as doenças potencialmente perigosas, segundo a OMS, e revise alguns conceitos para o vestibular e Enem.


Imagem: Guia do Estudante – Atualidades 2010
A história de pandemias de gripe

Elas acontecem a uma razão de duas ou três a cada século. Conheça as principais:

1580
Surgida no verão daquele ano, uma gripe saiu da Ásia para a África e tomou a península europeia em seis meses, chegando até a América do Norte. Talvez tenha sido a primeira pandemia de gripe. Deixou um número incalculável de mortos – apenas em Roma, foram 8 mil, 10% da população da época.

1729
Na primavera russa, uma gripe seguiu para o oeste e, em meio ano, tomou toda a Europa. Durante três anos, a doença rodou pelo mundo, matando quase meio milhão de pessoas.

1781
Uma gripe de outono sai da China para a Rússia e, de lá, ganha a Europa em oito meses. Dois terços dos romanos e três quartos dos britânicos adoecem, e o vírus causa grandes surtos na Índia e nos Estados Unidos.

1830
Iniciada no inverno chinês, a pandemia espalhou-se para o Sudeste Asiático, cruzou a Rússia e a Europa, chegou às Américas no ano seguinte e retornou para a Europa em 1833, infectando de 20% a 25% da população.

 1889
Gripe russa

Uma nova pandemia surge em maio no sul da Rússia e espalha-se pela Europa. No começo de 1890, um barco a vapor da Alemanha leva a doença para Salvador, onde infecta metade dos soteropolitanos. No Rio de Janeiro, o vírus ainda atinge dom Pedro II, no finzinho da monarquia.

1918
Gripe espanhola (H1N1)

A mais grave das pandemias de gripe eclodiu no último ano da I Guerra Mundial (1914-1918), com um surto nos EUA. O movimento das tropas espalhou a doença pelo mundo, infectando 40% da humanidade em dois anos. Veja em mais detalhes na parte de baixo desta página.

 1932
O vírus da gripe é isolado em laboratório pela primeira vez.

1957
Gripe asiática (H2N2)

Os primeiros surtos ocorreram em fevereiro, no leste da China. Em três meses, a doença se espalhou pela região até a Oceania, e em oito meses a pandemia dava a volta ao mundo.

 1968
Gripe Hong Kong (H3N2)

O ano da contracultura, do assassinato de Robert Kennedy e do AI-5 também foi o ano do surgimento da última pandemia de gripe do século XX, que em seis meses saiu da China e chegou às Américas.

 1976
Gripe suína (H1N1) – o alerta falso

Em fevereiro, um soldado de uma tropa em Nova Jersey, nos EUA, morre infectado por um novo vírus de gripe. Temendo que fosse o início de uma nova gripe espanhola, o governo promove a vacinação de 40 milhões de pessoas. Efeitos colaterais da vacina matam 25 pessoas, enquanto a gripe matou apenas uma – o soldado.

2009
Gripe A (H1N1)

Dois meses depois de confirmados os primeiros surtos da gripe causada pelo novo vírus nos Estados Unidos e México, a doença é detectada em todos os continentes, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que ela é a primeira pandemia do século XXI.



Imagem: Guia do Estudante – Atualidades 2010 (Clique para ampliar)

 

 

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Categoria: Saúde

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Fique por dentro das notícias da semana de 22 a 26 de abril

Ana Prado | 26/04/2013

Veja o resumo do GUIA para você não perder nada do que rolou de importante nesta semana.

 

A polêmica PEC 33 e o conflito entre o Poder Judiciário e o Legislativo

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) causou climão no governo esta semana. A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, entre outras coisas, submete as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso – o que significa que o Poder Legislativo, formado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, teria o poder de vetar decisões do Poder Judiciário. A proposta, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, foi duramente criticada: para ministros do STF, o projeto desrespeita a separação de Poderes.

Entenda melhor:

- Mendes diz que “é melhor fechar STF” se aprovar a PEC 33

- PSDB pede suspensão da PEC que reduz poderes do STF

 

França aprova casamento gay


 Manifestantes contra o casamento gay em Paris, na França. (Foto: Antoine Antoniol/Stringer)

Na terça-feira, dia 23, o Parlamento francês aprovou (por 331 votos a favor e 225 contra) o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais homossexuais. Os primeiros casamentos já poderão ser realizados em junho.

O país viveu meses de debates intensos e manifestações com centenas de milhares de pessoas indo para as ruas de Paris. Os críticos da lei alegam que a França não estaria “preparada” para legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais. Pesquisas mostram os franceses bastante divididos em relação ao tema.

A França é o 14º país a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Recentemente, Nova Zelândia e Uruguai aprovaram em meio a muito menos controvérsia. Holanda, Bélgica, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Argentina, Dinamarca e Espanha também já fizeram isso. Os Estados Unidos e o Brasil aceitam o status de casaos para parceiros do mesmo sexo apenas em alguns Estados (no Brasil, é aceito no Alagoas, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia).

Saiba mais aqui:

- Parlamento francês aprova casamento gay em clima de tensão

 

Ataque de Boston prova que dureza do seu governo com insurgentes no Cáucaso é justificada, diz presidente russo


Vladimir Putin. Foto: Getty Images

Segundo o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o atentado na Maratona de Boston, que matou três pessoas e feriu mais de 200 no dia 15 de abril, é uma prova de que a linha dura do seu governo com insurgentes no Cáucaso é justificada.

Ele ainda aproveitou para alfinetar o Ocidente, dizendo que, “de forma direta e em outras indiretamente”, os países ocidentais deram seu apoio informativo, financeiro e político aos radicais islâmicos do Cáucaso Norte. “Sempre me indignou quando nossos parceiros ocidentais, e também os veículos de comunicação ocidentais, qualificavam como ‘rebeldes’ e quase nunca como terroristas os nossos terroristas (do Cáucaso), que cometiam brutais, selvagens e sangrentos crimes por todo o país”, disse ele nesta quinta (25) em um programa de TV em que respondeu perguntas de cidadãos do país. Além disso, o presidente afirmou que o atentado deve levar a Rússia e os Estados Unidos a lutarem juntos contra o terrorismo.

-  Entenda o conflito entre Chechenos e Russos

 

Brasileiro disputa a direção-geral da OMC com um mexicano

A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou hoje que os candidatos do Brasil e México estão na lista final para disputar o cargo de diretor-geral da entidade. O candidato brasileiro é o embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo e o mexicano é Herminio Blanco, atual ministro de Comércio de seu país. A escolha será por meio de pesquisa com os 159 países-membros da OMC. A Organização, com sede em Genebra (Suíça), foi criada em 1994 e é uma instituição internacional que atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial.

 

Embaixada da França é alvo de atentado na Líbia

Um carro-bomba atingiu a embaixada da França em Trípoli, na Líbia na terça-feira (23), ferindo dois guardas franceses e causando sérios danos ao edifício. O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança da ONU condenaram fortemente o ataque, lembrando a responsabilidade das autoridades líbias em garantir a proteção das instalações diplomáticas.

No dia 11 de setembro de 2012, outro ataque ao Consulado dos Estados Unidos em Bengazi, também na Líbia, matou um embaixador norte-americano e outros três cidadãos americanos. Investigações mostraram que se tratava de uma ação coordenada por grupos jihadistas.
A Líbia foi alvo, em agosto de 2011, de uma revolução sangrenta que resultou na queda do ditador Muamar Kadafi.

- Saiba mais sobre a Primavera Árabe neste resumo

 

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Fique por dentro das notícias da semana de 15 a 19 de abril

Ana Prado | 19/04/2013

Estar atento aos assuntos da atualidade é muito importante para quem vai prestar vestibular. Para ajudar você nesta empreitada, separamos os principais assuntos desta semana para você ficar atento.

O atentado na maratona de Boston


Imagem: Darren McCollester/Stringer

Nesta segunda-feira (15), um atentado a bomba na maratona de Boston matou três pessoas e deixou mais de 170 feridos. Os dois suspeitos são chechenos e irmãos. Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos e identificado como suspeito número 1, morreu no hospital após um tiroteio com policiais. Um exército de mais de 9.000 policiais e soldados, apoiados por tanques e helicópteros, vasculhava a cidade de Boston e seus arredores em busca do segundo suspeito, Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos. O serviço de transporte público foi suspenso e centenas de milhares de pessoas foram instruídas a ficar em casa e a não abrir suas portas.

Os dois irmãos seriam de etnia chechena e ligados à religião islâmica. A Chechênia, região da Rússia com um longo histórico de combate ao governo russo, foi cenário de uma brutal guerra separatista nos anos 1990 e, desde então, virou foco de uma insurgência terrorista.

- Acompanhe as últimas notícias aqui.

- Entenda: Chechenos X Russos: vizinhos do barulho

Nicolás Maduro vence eleições na Venezuela por diferença mínima

O ex-motorista de ônibus Nicolás Maduro venceu as eleições para a presidência da Venezuela no último dia 14 e tomou posse nesta sexta (19). Antes de sua morte em março, Hugo Chávez o havia escolhido como seu herdeiro político. De acordo com números do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro venceu as eleições por uma diferença de apenas 265.000 votos, resultado que foi questionado pelo candidato opositor Henrique Capriles e detonou uma crise política no país, com conflitos entre as forças do governo e a oposição. Segundo dados oficiais, os embates nas ruas resultaram em oito mortos; Maduro acusa o rival de tentativa de golpe de Estado. A pedido da oposição, que se nega a reconhecer o resultado e classificou o presidente eleito como “ilegítimo”, o CNE anunciou uma auditoria em todos os votos eletrônicos.

- O que você precisa saber sobre Hugo Chávez e a Venezuela

A discussão da redução da maioridade penal

Esta semana, uma pesquisa Datafolha mostrou que 93% dos moradores da cidade de São Paulo concordam com a diminuição da maioridade penal – a maioria defende que a idade mínima para uma pessoa responder criminalmente por seus atos seja de 16 ou 17 anos. Apenas 6% se disseram contra e 1% não soube responder. O tema voltou ao debate após a morte, no último dia 10, do estudante Victor Hugo Deppman, logo após ser assaltado por um menor que completou 18 anos dias após o crime. A polêmica fez o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, levar ao Congresso um projeto de lei para alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tornar mais rígidas as punições a menores infratores. Nesta sexta-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, se disse contra a medida.

Protesto contra a presidente argentina, Cristina Kirchner, acusam sua gestão de ser autoritária e corrupta


Imagem: Pool/Equipa

Dezenas de milhares de argentinos (ou cerca de um milhão, de acordo com os organizadores) saíram às ruas das principais cidades do país nesta quinta-feira (18) para protestar contra a presidente argentina, Cristina Kirchner. Eles a acusam de ter uma gestão autoritária e corrupta, reclamavam da alta inflação e da insegurança na economia e protestavam contra a reforma no Judiciário que ela quer promover – que, segundo a oposição, iria fortalecer o poder do governo.

- Leia também: Está difícil conviver com Cristina Kirchner

- Como a disputa entre Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas pode cair no vestibular

- Como as nacionalizações de empresas na Argentina e Bolívia podem cair no vestibular?

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Saiba quem foi Margaret Thatcher e entenda por que ela era conhecida como a “Dama de Ferro”

Ana Prado | 16/04/2013


Foto: Getty Images

Nesta quarta-feira (17) ocorrerá o funeral de Margaret Thatcher. A morte da polêmica ex-primeira-ministra britânica, no dia 8 de abril, provocou reações opostas: de um lado, grupos prestaram homenagens a ela e a seu legado; de outro, houve comemorações. Muitos críticos ao Thatcherismo conseguiram fazer com que a música ‘Ding Dong The Witch Is Dead’, do filme ‘O Mágico de Oz’, que celebra a morte de uma bruxa, subisse para os primeiros lugares das paradas de sucessos do Reino Unido.

Thatcher foi primeira-ministra entre 1979 e 1990 e adotou políticas direitistas radicais que, embora vistas como modernizadoras por muitos, são consideradas destruidoras de empregos e de setores econômicos tradicionais por outros (leia mais na matéria “Nem todos britânicos choram a morte de Margaret Thatcher“, de Exame.com).

Mas a polêmica não se restringiu ao seu país de origem. A embaixadora argentina no Reino Unido, Alicia Castro, rejeitou o convite para comparecer ao funeral de Thatcher e a organização do evento deixou claro que a presidente do país latino-americano, Cristina Kirchner, não estava convidada. Era Thatcher quem estava no poder durante a Guerra das Malvinas, em 1982, e a Argentina continua reivindicando a soberania do arquipélago, que está sob domínio britânico desde 1833.

- Entenda como a disputa entre a Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas pode cair no vestibular

Para saber mais sobre essa guerra e entender por que uns amam e outros odeiam Margaret Thatcher, reunimos uma série de links para você ler. Além disso, trazemos um vídeo em que o professor Célio Tasinafo, do cursinho Oficina do Estudante, explica o tema e diz como ele pode ser cobrado no vestibular.

LEIA TAMBÉM:

- Resumo do Thatcherismo

- Conheça alguma das frases mais famosas de Margaret Thatcher

- Malvinenses agradecem por “decisão” e “apoio” de Thatcher

- Economia britânica ainda carrega a marca do “thatcherismo”

- Não há hoje líderes como Margaret Thatcher

- A maldição do esquerdo-direitismo

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Fique por dentro das notícias da semana de 1 a 5 de abril

Mariana Nadai | 05/04/2013

Estar atento aos assuntos da atualidade é muito importante para quem vai prestar vestibular. Para ajudar você nesta empreitada, separamos os principais assuntos, abordados pelas revistas e jornais, desta semana (de 1º a 5 de abril), para você ficar atento.

PEC das empregadas domésticas

Na última terça-feira (2), o Congresso Nacional promulgou  a PEC (proposta de emenda da constituição) que amplia os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, como a  a jornada de 44 horas semanais, o pagamento de horas extras com adicional de 50% e o respeito a acordos e convenções coletivas.

 

Durante a cerimônia de promulgação da PEC, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a medida trará benefícios a toda a sociedade. “De um lado, os trabalhadores domésticos terão garantidos os seus direitos; de outro, será elevado o nível de profissionalização da categoria”. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que representou a presidenta Dilma Rousseff na cerimônia, também considera a PEC positiva. Segundo ela, não é possível ter “democracia em um país com diferença de reconhecimento e de direitos” e que somente agora isso está sendo alcançado.

A nova medida dividiu opiniões na sociedade. Muitas pessoas se mostraram contra as mudanças, alegando que os empregadores não terão condições de pagar o novo salário das empregadas domésticas e isso acarretaria uma onda de demissões. Do outro lado, está aqueles que acreditam que a nova lei é um importante avanço legal e social, que faz do Brasil um país mais cada vez mais democrático e menos desigual.

Ameaça de guerra

Nesta semana, a Coreia do Norte mostrou em diversos momentos que está cada vez mais disposta a realizar um ataque nuclear contra os Estados Unidos. De acordo com o governo norte-coreano, as crescentes ameaças contra os EUA, a última feita na quinta-feira (4), são uma resposta à “política hostil” da Casa Branca e à pressão internacional contra seu programa nuclear.

 

Antes mesmo da ameaça nuclear, o governo norte-americano já havia anunciado que instalará, nas próximas semanas, um sistema antimísseis para a ilha americana de Guam, no Pacífico, para defender suas bases na região.

- Entenda o conflito e a história das Coreias

Em outro momento de tensão no oriente, a Coreia do Sul ameaçou usar a força militar para proteger os trabalhadores sul-coreanos do parque industrial de Kaesong, situado em território norte-coreano. Foi a primeira vez, desde a criação do parque em 2003, que a Coreia do Sul anuncia o uso de força militar para garantir o funcionamento de Keasong.

Nesta sexta-feira (5), em mais uma demonstração de que a Coreia do Norte se prepara para uma guerra, o governo de Kim Jong-um enviou um comunicado para que todas as embaixadas existentes na capital, Pyongyang, fossem desocupadas.

Mundo sem armas

Na terça-feira (2), a Assembleia Geral da ONU aprovou o primeiro tratado que regulamenta o comércio global de armas convencionais. Após quase 10 anos de negociações, o texto foi aprovado por 154 votos. Três países foram contra: Séria, Irã e Coreia do Norte.

De acordo com o tratado, os países deverão avaliar como serão utilizadas as armas comercializadas, como, por exemplo, se elas serão usadas para cometer genocídio ou outras “violações graves” contra os direitos humanos. O documento ainda não entrou em vigor. Para tanto, precisa ser ratificado por, no mínimo, 50 países.

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Fique por dentro das notícias importantes desta semana (17 a 22 de março)

Ana Prado | 22/03/2013

Se você vai prestar vestibular este ano, é fundamental ficar atento ao noticiário. Para ajudar você nessa tarefa, o blog Atualidades indica alguns dos fatos da semana aos quais vale a pena dar mais atenção. Todos eles vêm acompanhados de links para saber mais.

A crise no Chipre


A localização do Chipre (em vermelho) na União Europeia (em branco). Imagem: Wikimedia Commons

O Chipre, ilha localizada no leste do mar Mediterrâneo, teve uma semana tensa. O país constitui apenas 0,2% do PIB da Zona do Euro, mas se tornou um perigo especialmente para as economias mais frágeis como Itália e Espanha. Os credores do Chipre (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) prometeram há uma semana à ilha um resgate de 10 bilhões de euros para evitar sua quebra. Em troca, ela deverá arrecadar 7 bilhões de euros – dos quais 5,8 bilhões viriam por meio de impostos sobre os depósitos bancários. No entanto, Chipre não gostou da ideia e a situação ainda não foi resolvida, o que coloca em risco a sua permanência na Eurozona.

Sobre o país:

A ilha foi dividida nos anos 70 em uma porção grega (cristã, ao sul) e turca (muçulmana, ao norte), após longos conflitos. A capital, Nicósia, é o ponto de encontro entre as duas culturas e situa-se na Linha Verde, a fronteira patrulhada pelas tropas da ONU. Apesar dos problemas políticos do país, o setor grego ingressou na União Europeia em 2004. A autoproclamada República Turca do Norte de Chipre é menos próspera. Nos últimos anos, as negociações entre os dois setores para a unificação do país avançam lentamente.

- Acompanhe as notícias sobre o Chipre aqui (Exame.com)
- Chipre representa um “risco sistêmico” para Europa

Obama faz críticas a Israel

Nesta quinta-feira (21), em um discurso para estudantes israelenses no Centro de Convenções em Jerusalém, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou os assentamentos criados por Israel em território palestino e defendeu a criação de um Estado palestino independente. Obama terminou nesta sexta a sua visita a Israel e Palestina com a mensagem de que “a paz é possível” e comemorou o fato de ter ajudado no restabelecimento das relações entre os israelenses e a Turquia.

Em um comunicado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o fato e anunciou o envio de embaixadores e o cancelamento das medidas judiciais turcas contra soldados israelenses. A relação entre os dois países ficou suspensa após o ataque, em maio de 2010, das forças de segurança israelenses à “Flotilha da Liberdade”, uma frota de seis embarcações de ONGs que transportavam pacifistas ocidentais e de países muçulmanos, ativistas políticos e religiosos e dez mil toneladas de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. A frota zarpou da Turquia com destino a Gaza e o ataque terminou com nove cidadãos turcos mortos.

Leia mais:
- Obama conclui visita a Israel e Palestina com vitória
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A situação na Síria

Nesta sexta-feira, os governos da França e do Reino Unido exigiram uma investigação “o mais ampla possível” sobre o possível uso de armas químicas na Síria e destacaram que elas representam “um perigo extremo”. A ONU já havia anunciado que faria isso em resposta ao pedido do governo de Damasco, que acusa os rebeldes de terem lançado um projétil com substâncias químicas perto da cidade de Aleppo, na terça-feira passada.

Na quinta-feira, um atentado suicida em uma mesquita de Damasco matou dezenas de pessoas e um importante líder muçulmano sunita que apoiava a batalha de dois anos do governo contra rebeldes e manifestantes. A oposição e o regime se acusam mutuamente da autoria do ataque e o presidente sírio, Bashar al-Assad, prometeu limpar o país das “forças extremistas” acusadas por ele ​​serem as responsáveis pelo ataque.

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Entenda o conflito e a história das Coreias

Ana Prado | 18/03/2013


Guardas da Coreia do Sul a postos em frente à fronteira com a Coreia do Norte. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images

Além da eleição do novo papa, assunto que ocupou as manchetes de jornais em todo o mundo e já foi tema de post por aqui há algumas semanas, a Coreia do Norte teve bastante destaque nos últimos dias.

No começo de fevereiro, o país confirmou seu terceiro teste nuclear e disse que ele teve “maior nível” que os anteriores, feitos em 2006 e 2009. No mês anterior, o regime de Kim Jong-un já havia ameaçado realizar esse teste como resposta à resolução tomada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que ampliou as sanções ao país comunista como castigo pelo recente lançamento de um foguete de longo alcance. A ação foi qualificada pelo governo norte-coreano como uma medida prática para fazer frente às “hostilidades” dos Estados Unidos, país que há alguns dias o líder norte-coreano chamou de “inimigo jurado” (leia mais aqui). A ONU classificou isso como uma “ameaça” e abriu a porta para novas sanções. Além dessas, a União Europeia aplicou as suas, que incluem o veto à exportação de certos componentes que possam ser utilizados na fabricação de mísseis. Em resposta, a Coreia do Norte declarou o fim do cessar-fogo com a Coreia do Sul (a guerra entre os dois países nunca acabou de vez) e esta, por sua vez, iniciou exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos.

Para completar, a ONU reiterou suas já conhecidas denúncias de que o governo norte-coreano tem violado os direitos humanos da população e pediu maiores investigações. Entre os abusos documentados estão a crise alimentícia por causa das políticas de distribuição de alimentos controladas pelo Estado, que provoca imensos níveis de desnutrição, a restrição à entrada de assistência humanitária internacional, o uso da tortura e penas cruéis impostas a quem for considerado hostil ou contrário à ideologia oficial do governo. Em maio de 2011, a Anistia Internacional divulgou imagens de satélite que mostram o crescimento dos campos de prisioneiros políticos no país; a organização estima que lá trabalhem 200 mil pessoas em condições de escravidão. (Dica: para ler mais sobre isso – e treinar o inglês – veja este relatório da Anistia Internacional, que também apresentou acusações.).

Não se sabe o futuro das tensões na região e é bom ficar de olho no noticiário. Mas, para entender bem o que está acontecendo, é preciso dar uma olhada na história dos dois países. As informações a seguir foram tiradas do Almanaque Abril (disponível aqui).

A divisão das Coreias
Segundo a lenda, no século anterior à Era Cristã, a atual península Coreana foi dividida em três reinos: Silla, Koguryo e Paekche. Nos séculos seguintes, o território foi disputado por chineses, mongóis, japoneses e russos. Em 1910, o Japão anexou a região e tentou suprimir a língua e a cultura coreanas. Na Segunda Guerra Mundial, milhares de coreanos foram levados para trabalhos forçados no país e em países sob seu domínio. Mas o Japão teve de se render em 1945, e a península Coreana foi dividida em duas zonas de ocupação pelos vencedores da guerra: uma norte-americana no sul, e outra soviética no norte, correspondendo ao antagonismo da Guerra Fria. Em 1948 são criados dois Estados: Coreia do Norte e Coreia do Sul.

Em 1950, os norte-coreanos invadem o sul. A ONU envia tropas, formadas principalmente por soldados norte-americanos, que contra-atacam e ocupam a Coreia do Norte. A China entra na guerra e, em 1951, conquista Seul, a capital sul-coreana. Nova ofensiva dos EUA empurra as tropas chinesas e norte-coreanas de volta ao paralelo 38 – a linha que separa as duas Coreias. Mais de 5 milhões de pessoas morrem em três anos de guerra, sendo que pelo menos 2 milhões são civis. A trégua assinada em 1953 cria uma zona desmilitarizada entre as duas Coreias, mas a guerra nunca foi oficialmente terminada.

No fim dos anos 1990, as Coreias ensaiaram uma aproximação: a crise econômica do Norte, cujo efeito mais dramático é a escassez de alimentos, o torna dependente de ajuda humanitária do Sul. O avanço do programa nuclear norte-coreano nos últimos anos, contudo, prejudica o processo de paz. Os dois países chegam à beira de um conflito em 2010, quando os norte-coreanos bombardeiam um navio e uma ilha da Coreia do Sul. Isso deflagrou um dos mais graves atritos entre os dois países desde o armistício de 1953.

Veja uma entrevista com o professor Célio Tasinafo, do cursinho Oficina do Estudante, sobre o tema e como ele pode ser cobrado no vestibular:

Coreia do Norte: “Eixo do Mal”

Em 2002, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluiu a Coreia do Norte, junto com Iraque e Irã, no grupo que chamou de “eixo do mal” – uma lista de países que apoiam organizações terroristas ou produzem armas de destruição em massa. No mesmo ano, a Coreia do Norte inaugura uma zona industrial especial em Kaesong, onde empresas sul-coreanas se instalam e empregam a mão de obra norte-coreana. A instável relação entre os dois países, contudo, ameaça esse arranjo. Pyongyang também passa a liberar a atuação de comércios privados restritos.

Coreia do Sul: da ditadura à democracia

O Estado sul-coreano surgiu em maio de 1948, quando a zona ocupada pelos Estados Unidos (EUA), na metade sul da península, se torna um país independente sob a liderança do nacionalista Syngman Rhee. Em 1950, a nova nação é invadida pela Coreia do Norte, dando início à Guerra da Coreia, que dura até o armistício de 1953. Rhee permanece no poder até 1960, quando renuncia em meio a acusações de corrupção. Seu sucessor, Chang Myon, é deposto em 1961, em um golpe militar chefiado pelo general Park Chung Hee. Em 1972, após ser confirmado no cargo por eleições consideradas fraudulentas, Park instaura uma ditadura militar.

A era Park, na qual o autoritarismo coexiste com a modernização industrial, termina com seu assassinato, em 1979. Um mês depois, o general Chun Doo-Hwan lidera um golpe militar. Novos protestos, em 1987, obrigam Chun a convocar eleições diretas para a escolha de seu sucessor. O candidato governista, Roh Tae Woo, vence e, em 1992, faz de seu sucessor, Kim Young-Sam, o primeiro presidente civil depois de 30 anos. Em 1994, agrava-se a tensão com a Coreia do Norte, diante da recusa do vizinho em permitir a inspeção internacional de seus reatores nucleares. A crise é encerrada com um acordo promovido pelos EUA.

 

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O que você precisa saber sobre Hugo Chávez e a Venezuela

Ana Prado | 08/03/2013

No último dia 5, Hugo Chávez, que esteve na presidência da Venezuela desde 1999, faleceu aos 58 anos, vítima de complicações de um câncer. Nicolás Maduro, escolhido por Chávez para ser herdeiro político, será empossado como presidente interino e deverá convocar eleições em até 30 dias – eleições das quais participará como candidato governista.

O funeral, realizado nesta sexta-feira (8), contaria com a presença de mais de 30 chefes de Estado e de Governo, incluindo os controversos presidentes do Irã, Mahmud Ahmadinejad (que mantinha boas relações com Chávez e prometeu continuar a colaboração entre os dois países, especialmente na área de energia e petróleo), e da Bielorrússia, Alexander Lukachenko, além do ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e do herdeiro da Coroa espanhola, Felipe de Borbón.

Milhares de venezuelanos fizeram fila para se despedir do presidente, mas outra parte da população festejou. O site Exame.com publicou:

“‘Às vezes a natureza intervém e elimina coisas que simplesmente não são boas’, disse Caballero, de 66 anos (…). ‘Ele causou mais dano à Venezuela do que qualquer um. O país se quebrou em duas partes, cada uma odeia a outra. Chávez fez isso.’ O presidente, que morreu na terça-feira, aos 58 anos, após quase dois anos de luta contra um câncer, era amado pelos venezuelanos pobres por causa do seu jeito simples, da sua retórica antiamericana e acima de tudo pelos generosos programas sociais bancados com dividendos do petróleo.

(…)

Mas Chávez polarizou a Venezuela em seus 14 anos de governo, e críticos o descrevem como um déspota que arruinou a economia, intimidou adversários e colocou investidores e famílias de classe média em fuga.”

Veja uma entrevista com o professor Célio Tasinafo, do cursinho Oficina do Estudante, sobre o tema e como ele pode ser cobrado no vestibular:

O que você precisa saber sobre a Venezuela

(Informações do GUIA DO ESTUDANTE Atualidades Vestibular – Enem 2012)

O nascimento do país

Em 1498, Cristóvão Colombo chegou ao território da Venezuela, então habitado por índios arauaques e caraíbas. No ano seguinte, a região recebeu o nome de Pequena Veneza (Venezuela) e começou ali uma colonização lenta, que só ganhou importância para a Coroa a partir do século 18, por causa das plantações de café e cacau com mão de obra escrava africana.

Sob o comando de Simón Bolívar (1783 – 1830) e com a ajuda do Haiti, a Venezuela conquista sua independência em 1819 e passa a fazer parte da Grã-Colômbia, uma junta de governantes liderada por Bolívar e formada pelos territórios que hoje correspondem à Venezuela, Colômbia, Panamá e Equador.

Em 1830, a Venezuela retira-se da Grã-Colômbia e fica sendo governada, até 1848, por uma oligarquia. Em 1945, uma revolução derruba o regime ditatorial, mas em 1948 ocorre um novo golpe militar. Em 1958, realizam-se novas eleições, e, em 1969, o presidente eleito Rafael Caldeira pacifica a nação. Após um período de crescimento econômico com base no petróleo nos anos de 1970 (grandes jazidas foram descobertas no início do século 20), o país vive nova crise devido à queda no preço do óleo e declara moratória das dívidas. Enquanto isso, a corrupção cresce e alimenta uma crise.

A ascensão de Chávez

Hugo Chávez ganhou destaque político em 1992, quando era coronel e comandou uma tentativa de golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez. Apesar de ter dado errado e seus líderes serem presos, Chávez ganhou um prestígio crescente e passou a ser identificado como defensor da independência nacional e dos interesses dos pobres.

Ele foi solto em 1994 e conseguiu se eleger presidente em 1998, com 56,2% dos votos. Ao tomar posse, encaminhou a adoção de uma nova Constituição, que reforçou os poderes do presidente – aumentando o seu mandato, por exemplo, de cinco para seis anos, com direito a reeleição. Com as mudanças, Chávez submeteu-se novamente a eleições, em 2000, e recebeu 60% dos votos.

O presidente adotou então uma política de esquerda, entrando em choque com setores conservadores. Entre 2001 e 2002, a oposição promoveu três paralisações nacionais e, em 2002, uma tentativa frustrada de golpe chegou a afastar Chávez, mas a mobilização de setores das Forças Armadas e das camadas mais pobres da população o reconduziu ao poder. A oposição então buscou milhões de assinaturas para forçar a convocação de um referendo, em 2004, para decidir se o presidente deveria ou não continuar. Depois de uma campanha acirrada, sua permanência foi aprovada por 59,3% dos eleitores.

“Socialismo do século XXI”

Chávez dizia que a Venezuela estava vivendo a Revolução Bolivariana (em referência a Simón Bolívar) e pretendia implantar o “socialismo do século XXI”. Durante o seu governo, realizou a reforma agrária, restringiu a participação de multinacionais na exploração de petróleo e autorizou o regime de cogestão entre o Estado e funcionários para reerguer empresas falidas, além de estatizar os setores considerados estratégicos pelo governo, como de telecomunicações, energia elétrica e indústrias básicas de minerais. No caso do petróleo, a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) tem pelo menos 60% das ações e o controle das operações feitas em colaboração com as multinacionais do setor. Chávez anunciou também a ampliação dos Conselhos Comunais, organizações similares a associações de bairro, que poderão substituir as prefeituras no futuro.

Petróleo

A economia venezuelana se baseia, desde as últimas décadas, na exploração das reservas de petróleo. O país tem a segunda maior reserva mundial de petróleo e é integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tendo aí cerca de um terço de seu PIB e 90% de suas receitas com exportações. A queda do preço do petróleo no mercado internacional desde 2009 tem causado sérios problemas econômicos para o país: a redução de receitas afeta diretamente os programas sociais de Chávez. Apesar da retórica anti-Estados Unidos, a Venezuela depende das volumosas compras de petróleo feitas pelos norte-americanos. Ano a ano, porém, essas compras vêm caindo: de 16,1% do total importado pelos norte-americanos em 1998, início da era Chávez, para 9,1%, em 2009. Por isso, Chávez estava tentando achar novos países para exportar sua produção e diminuir a dependência.

Populismo

Você provavelmente já ouviu o nome de Hugo Chávez ser associado ao termo populista. A origem do termo remete a um governante carismático, que exercia o poder numa relação direta com a população, quase sem a intermediação de partidos políticos.

Chávez também pode ser considerado um “nacionalista”. O termo identifica uma posição política de defesa da soberania nacional, contra a influência de potências estrangeiras ou de empresas multinacionais. No caso venezuelano, desde o início de seu mandato, em 1998, Chávez é um crítico contundente da política norte-americana e da interferência de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), nos países latino-americanos. Em seus discursos inflamados, o presidente apontava os Estados Unidos como um inimigo a ser combatido.

No fim da década de 1990, num momento de auge do neoliberalismo e de privatizações na América Latina, Chávez colocou-se do lado oposto e passou a liderar um bloco político com outros países, depois de ajudar nas eleições e nos governos de Evo Morales, na Bolívia; Daniel Ortega, na Nicarágua; e Rafael Correa, no Equador. É o bloco dos governantes mais à esquerda na região. Além disso, a Venezuela é hoje o país que mais ajuda economicamente Cuba.

Reeleições por tempo indeterminado

Após perder, em dezembro de 2007, um referendo sobre a possibilidade de reeleições presidenciais por tempo indefinido, a Assembleia Nacional aprovou, pouco mais de um ano depois, a convocação de um novo pleito sobre essa mesma questão. Manifestações oposicionistas, que denunciavam que a proposta já havia sido derrotada antes, foram reprimidas pelo governo. Em fevereiro de 2009, a reeleição por tempo indeterminado foi aprovada por 54,8% dos votantes. A relação com a Colômbia piorou, por causa do acordo de cooperação militar do país com os EUA, que mantêm bases militares na nação vizinha. Nas eleições de 2010, a oposição elegeu 64 dos 165 parlamentares, o que foi considerado uma derrota para Chávez, já que, embora ainda majoritário, seu partido não mais teria os dois terços de votos necessários para bloquear iniciativas da oposição. Por fim, a morte de Chávez ampliou a instabilidade política no país.

LINKS INDICADOS:

- Hugo Chávez: presidente explosivo

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