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Medicina: 3 maneiras de identificar boas faculdades

Ana Lourenço | 09/03/2016

*por Lisandra Matias

Se você está pensando em prestar Medicina, além de foco nos estudos – o curso é um dos mais concorridos – você deve cuidar também da escolha da instituição que será a responsável pela sua formação. Para ajudar nessa tarefa, selecionamos aqui três avaliações diferentes para você comparar a qualidade das escolas. Veja como cada uma funciona e quais são as melhores faculdades segundo cada critério.

>> Veja se Medicina é realmente o curso certo para você
>> Teste qual especialização combina mais com o seu perfil

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Foto: iStock

1 – Avaliação de Cursos Superiores do Guia do Estudante

É uma pesquisa de opinião realizada com professores e coordenadores de curso. Classifica os cursos como excelente (cinco estrelas), muito bom (quatro estrelas) e bom (três estrelas). No quadro abaixo estão os cursos excelentes, mas você também pode conferir todos os cursos estrelados de Medicina.

Faculdade Estrelas
DF – Brasília – Universidade de Brasília (UnB) ★★★★★
MG – Belo Horizonte – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ★★★★★
PR – Londrina – Universidade Estadual de Londrina (UEL) ★★★★★
RN – Natal – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ★★★★★
RS – Porto Alegre – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) ★★★★★
RS – Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ★★★★★
SP – Botucatu – Universidade Estadual Paulista (Unesp) ★★★★★
SP – Campinas – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ★★★★★
SP – Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (USP) ★★★★★
SP – São Paulo – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) ★★★★★
SP – São Paulo – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ★★★★★
SP – São Paulo – Universidade de São Paulo (USP) ★★★★★

*Lista organizada por ordem alfabética da sigla de estado, nome da cidade e sigla da instituição

2 –  CPC do MEC

O Ministério da Educação disponibiliza uma série de indicadores sobre a qualidade das escolas e dos cursos de graduação. Um dos mais importante é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), apresentado numa escala de 1 (menor conceito) a 5 (maior conceito). Ele oferece uma espécie de raio X da graduação ao considerar na sua composição o desempenho dos estudantes do curso no Enade, a infraestrutura oferecida aos alunos e a qualidade dos professores. Confira as instituições que tiveram os melhores conceitos (4, já que não houve nenhuma com conceito 5) na última edição do CPC (em 2013) para os cursos de Medicina.

NOME DA INSTITUIÇÃO SIGLA CIDADE ESTADO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS UNIEVANGÉLICA ANAPOLIS GO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE UNI-BH BELO HORIZONTE MG
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UNIFOA VOLTA REDONDA RJ
FACULDADE BRASILEIRA MULTIVIX VITÓRIA VITORIA ES
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA SÃO PAULO FCMSCSP SAO PAULO SP
FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ FMJ JUNDIAI SP
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO FAMERP SAO JOSE DO RIO PRETO SP
FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC SANTO ANDRE SP
FACULDADES INTEGRADAS PADRE ALBINO FIPA CATANDUVA SP
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE UFCSPA PORTO ALEGRE RS
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL PUCRS PORTO ALEGRE RS
UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP UNIDERP CAMPO GRANDE MS
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA UNB BRASILIA DF
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL UCS CAXIAS DO SUL RS
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO UERJ RIO DE JANEIRO RJ
UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ UNIVÁS POUSO ALEGRE MG
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP CAMPINAS SP
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA UEL LONDRINA PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ UEM MARINGA PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ UNIOESTE CASCAVEL PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP BOTUCATU SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA UFPB JOAO PESSOA PB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS UFG GOIANIA GO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS CAMPO GRANDE MS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS UFMG BELO HORIZONTE MG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS UFSCAR SAO CARLOS SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO UNIFESP SAO PAULO SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA UFU UBERLANDIA MG
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO UFES VITORIA ES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE FURG RIO GRANDE RS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UFRN NATAL RN
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO UFTM UBERABA MG
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO UNINOVE SAO PAULO SP
UNIVERSIDADE POSITIVO UP CURITIBA PR

*Lista organizada por ordem alfabética do nome da instituição

3 –  Exame do Cremesp

O Cremesp é o Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Portanto, atenção, pois esta lista só tem instituições do Estado de São Paulo.

Pela primeira vez, em 2016, o conselho divulgou as escolas com melhor avaliação no seu exame, que está em sua 11ª edição e tem o objetivo de verificar o desempenho dos estudantes recém-formados em Medina.

A prova foi composta por 120 questões de múltipla escolha. Foram avaliados 2.726 egressos de 30 faculdades paulistas.  Compõe a lista das melhores instituições aquelas cujos alunos tiveram média de acertos no exame igual ou maior a 60%.

FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA SÃO PAULO (FCMSCSP)
FACULDADES INTEGRADAS PADRE ALBINO (FIPA)
FACULDADE DE MEDICINA DO ABC (FMABC)
FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ (FMJ)
FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA (FAMEMA)
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (FAMERP)
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS (PUC-CAMPINAS)
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP)
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO (UNESP)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP)
UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO (UNAERP)
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP-RP)

*Lista organizada por ordem alfabética do nome da instituição.

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Os melhores cursos de medicina

Tati de Assis | 02/03/2015

 

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Consultas médicas são essenciais para se chegar bem à terceira idade com saúde. (Imagem: Morgue File)

 

“ – Leva esse menino no médico”, é uma frase recorrente quando se é criança ou adolescente. Com a chegada da vida adulta, ela desaparece, porém a importância deste profissional não. Ao investigar a natureza e a causa das doenças, os médicos contribuem para que a expectativa de vida da população aumente.

Além de ser sensível aos sintomas relatados pelos pacientes, este profissional tem que ser bem informado. Tem que estar atualizado com novos remédios criados pela indústria farmacêutica e novas técnicas de tratamento. Não dá para fazer medicina no século XXI com pensamento do século XIX.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Medicina

Se você é vestibulando e tem interesse nesta carreira, uma aviso: Medicina é um curso longo, com cerca de seis anos. Como você vai lidar com pessoas, dedicação é uma qualidade básica. Não dá para estudar anatomia correndo, porque, depois de formado, você pode parar numa sala de cirurgia. E aí? Com uma pessoa na sua frente, você vai fazer de qualquer jeito? Não dá, não é?

O mercado de trabalho é amplo. Você pode atuar em hospitais (habitat natural dos médicos) ou manter um consultório particular. Se não quiser nada disso, pode se dedicar à pesquisa e ser professor em uma universidade. Abaixo, para os futuros médicos (sim, é você vestibulando), listamos as melhores faculdades.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – DF ★★★★★
(MG) Belo Horizonte -UFMG ★★★★★
(PR) Curitiba – PUCPR ★★★★★
(PR) Curitiba – UFPR ★★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Botucatu – Unesp ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Paulo – Unifesp ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

 

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Cinco estrelas: veja como é estudar Medicina na UFPE

Carolina Vellei | 06/06/2014

Desde o primeiro vestibular, realizado em 1920, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) já formou mais de 10 mil profissionais no curso de Medicina. Os alunos estudam no Centro de Ciências da Saúde da universidade com o apoio do Hospital das Clínicas, que atende a todas as especialidades.  São oferecidas 70 vagas por semestre no campus Recife. O curso tem duração de seis anos e recebeu cinco estrelas na avaliação feita pelo Guia de Profissões GE 2014. Desde 2014, a UFPE também oferece Medicina no campus de Caruaru, no interior do estado.

– Conheça as outras instituições estreladas no Guia de Profissões GE 2014

A prática no hospital começa no quarto semestre. O curso está organizado em ciclo básico (do primeiro ao quarto período) e em ciclo clínico (a partir do quinto). O quarto período funciona como base para o ciclo profissional. Os alunos primeiro começam a atender pacientes no ambulatório e na enfermaria. No início, quando estão aprendendo, ficam divididos em grupos com mais alunos e os professores estão sempre por perto para ajudar. A partir do quinto, há mais independência, com direito a plantões em alguns hospitais além do Hospital das Clinicas e das maternidades da cidade, mas sempre supervisionados por monitores e preceptores (médicos com atenção especial no ensino dos alunos).

– Leia mais sobre o curso e a carreira de Medicina

Até o oitavo período a maioria das aulas são teóricas. A atuação clínica do internato em hospitais, maternidades e unidades de saúde durante os dois últimos anos de curso é obrigatória. Nesse período também são dadas aulas de discussão de caso, apresentação de seminários e de alguns temas específicos, mas o que prevalece mesmo é a prática.

Para saber mais sobre o curso o GUIA conversou com Nathália Campello, aluna da UFPE em Recife. Ela está no quinto semestre e foi aprovada depois de dois anos se dedicando ao vestibular após formada no Ensino Médio. Na entrevista ela conta os diferenciais que a fizeram optar pela UFPE e mostra como é o dia a dia de um estudante de Medicina da universidade.

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GUIA DO ESTUDANTE: Você sempre quis ser médica?

Nathália Campello: Na verdade não. Decidi fazer Medicina quando estava na oitava série e comecei a pensar no curso que iria prestar vestibular. Fui pesquisando e me encontrei na Medicina. Na época tinha um professor de biologia que era pediatra e me influenciou bastante na escolha. Comecei a buscar mais informação sobre a carreira, sobre o curso e não conseguia imaginar mais nada mais para minha vida. Era Medicina que eu tinha que fazer mesmo… Ainda tentei “fugir” porque sabia que o vestibular era complicado, que o curso era puxado e que a vida profissional era muito cheia e exigia muito, mas não consegui.

GUIA: A UFPE sempre foi a sua escolha ou você prestou vestibulares para outras universidades também? Como você se decidiu?

Nathália: Bom, quando resolvi fazer Medicina não quis tentar em nenhum outro local que não fosse em Recife. Não quis ter que sair de casa e achava que as faculdades daqui (UFPE e UPE) eram muito boas. Então, no vestibular só coloquei para essas duas faculdades. Também não tentei nenhuma privada por achar o valor da mensalidade muito alto e também porque achava que as públicas teriam melhor qualidade de ensino e reconhecimento no mercado de trabalho. Consegui entrar nas duas universidades, mas acabei escolhendo a UFPE. Durante toda a minha vida, não me imaginada estudando na federal. Meu foco sempre foi a UPE, mas na hora da matrícula não consegui deixar a UFPE de lado. Conversei com alguns professores, alguns familiares que me ajudaram nessa escolha.

GUIA DO ESTUDANTE: Como é estudar na UFPE?

Nathália: Sabia que lá eu ia encontrar muitos professores ótimos e realmente eu encontrei. Principalmente os professores do ciclo clínico, eles são muito bons! Mas outros não possuem muita didática, só que isso a gente tem que aprender a lidar. Esse foi um dos motivos que me deixou muito frustrada, principalmente no primeiro período. Cheguei a pensar em desistir do curso. No início, até por questão de imaturidade, eu diria. É tudo mais difícil. Conseguir se adaptar com uma carga horária extensa e puxada não foi fácil. Havia alguns professores muito inflexíveis e que faziam provas muito exigentes… Mas com o passar do tempo, fui aprendendo as “manhas” com as dicas dos alunos veteranos que facilitaram muito as coisas… Um outro aspecto que ainda me frustra hoje em dia é a precariedade do nosso hospital. Às vezes, por mais boa vontade que os professores ou que a gente tenha em atender os pacientes, nem sempre é possível fazer tudo da melhor forma ou da forma ideal. Isso é bem triste porque os pacientes se prejudicam e os alunos também. Atualmente, tanto a faculdade quanto o hospital estão com os servidores em greve e isso está dificultando muito o aprendizado, pois as bibliotecas estão fechadas e sem as aulas práticas nos ambulatórios, porque não há marcação de consultas, nem acesso a prontuários médicos. A “ameaça” de que a qualquer momento possa ter uma nova greve também assusta e me deixa bastante frustrada…

GUIA: Você lembra da sua matrícula? Os veteranos a receberam bem? E agora como veterana, você já participou de alguma recepção?

Nathália: Sim, fui muito bem recebida. Na UFPE não temos o costume de fazer esses trotes que vemos em outras faculdades. Pelo contrário! Temos o costume de que a turma anterior recepcione os novos alunos desde o dia da matrícula. Lembro que prepararam cartazes com brincadeiras sobre o curso, havia adereços de festa para tirarmos fotos… Uma semana antes de iniciar as aulas, o diretório acadêmico (formado por alunos de vários períodos) organiza uma semana para mostrar tudo na faculdade: como funciona o esquema de atribuição de notas, onde fica a biblioteca, onde almoçar, tirar xerox… Levam pessoas que participam de projetos para que os alunos também possam entrar. E na semana de aula essa turma anterior faz um café da manhã de boas-vindas. Lembro que ajudei a organizar a recepção da turma que entrou depois da minha. Fizemos o mesmo esquema e ainda mostramos um vídeo com as fotos do pessoal que tinha passado, fotos de professores, do nosso dia a dia estudando, nos divertindo e até dormindo em algumas aulas… Mas como uma brincadeira de boas-vindas mesmo.

GUIA: Como é mexer com sangue? E com cadáveres? Tem aulas práticas desse tipo? Alguns alunos se assustam?

Nathália: Nós temos no primeiro ano a disciplina de anatomia, com aulas teóricas e aulas práticas que são em cadáveres mesmo. No início, alguns ficam um pouco receosos, mas são bem poucos. Mas isso foi só no início depois todos se acostumaram. Na verdade, era a cadeira mais interessante porque era a mais ligada ao corpo humano, à Medicina em si… Não era tão teórico quanto fisiologia e bioquímica. Todos gostavam. Com relação ao sangue, não há muito contato no começo. O máximo que há são algumas práticas quando os alunos aprendem a puncionar alguma veia… Nada muito “forte”. Lidar com sangue mesmo (algum paciente sangrando, alguma cirurgia ou algo assim) é mais no ciclo clínico, em que o aluno está mais preparado emocionalmente para lidar com isso.

GUIA: Você diz que eles estão “mais preparados” porque adquirem mais experiência na faculdade ou vocês têm alguma matéria de Psicologia também para ajudar nisso?

Nathália: Acho que pelos dois. Em quase todo período temos alguma cadeira que lida com temas humanísticos, para lidar com dor, sofrimento. Então, falamos de vários assuntos, como aborto, questões éticas como negligência, imprudência. Temas religiosos (respeitar determinada crença, como agir frente a essas religiões mais radicais) falamos de morte, de como devemos atender um paciente, sobre a saúde do estudante de Medicina, como nos cuidar melhor (tanto físico quanto emocionalmente), saúde do profissional médico. Como devemos tentar lidar com determinadas situações… Coisas assim… Nem sempre é fácil… Lá tem um grupo de apoio para os estudantes de medicina (NAEM), formado por psicólogos e psiquiatras que também auxiliam um pouco nessa questão de lidar com determinadas situações do curso e da grande carga de estresse que ficamos submetidos. E também pela experiência. À medida em que vamos vendo pacientes, aprendemos a lidar um pouco com esse sentimento que pode surgir de medo, angustia… Ainda hoje me sinto muito mal com determinados casos que vejo, mas a gente aprende a não transmitir esse “medo” para o paciente, a agir da melhor forma na frente dele para tentar amenizar a situação e buscar o melhor para ele e para os familiares. Nem sempre é fácil, mas a gente vai tentando todo dia… Vai aprendendo.

GUIA: Sobra tempo no meio de todas essas provas e clínicas para se divertir?

Nathália: Dá tempo! Mas quando começa o período de provas aí fica complicado. Terminei o meu hoje (ufa!). Foram duas semanas com prova quase todo dia… Se você conseguir se organizar, não deixar assunto acumular, dá tempo para fazer tudo. O problema é conseguir fazer tudo isso com antecedência… Mas sempre dá para ir para algum canto com os amigos, assistir um filme… Algumas vezes fica complicado quando temos plantão. Nesse semestre, peguei alguns no final de semana… Mas confesso que acabo me divertindo nos plantões também…

GUIA: Por que você fala isso? Você passa por situações engraçadas por lá?

Nathália: Tem sim! Alguns pacientes são bem engraçados. E realmente é bom ficar de plantão… Nós realmente aprendemos. Ver alguns casos que só encontramos nos livros, ao vivo é fascinante! E sempre tem algumas histórias hilárias de alguns pacientes, ou até mesmo quando não tem “nada” para fazer e está tranquilo. Sempre tem gente de outros períodos, outros lugares, médicos que ficam ajudando a gente e que acabamos fazendo amizade, conversando… Também é uma forma de “socializar”. Eu particularmente adoro… Até nas férias ou nos domingos eu ia para um hospital aqui da cidade. Ficava de 7 da manhã até as 7 da noite… Tirava 30 minutos para almoçar e já voltava pra emergência. Realmente é algo que eu gosto de fazer. Então, para mim, passou a ser diversão, apesar de que nem sempre as situações são fáceis ou das mais agradáveis… Só de estar ali aprendendo e podendo fazer algo para melhorar alguma coisa para alguém já me deixa feliz.

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Os melhores cursos de Medicina do Brasil

Amanda Previdelli | 18/11/2013

medico

Medicina é um dos cursos mais tradicionais e mais concorridos do país. É a ciência que investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. A saúde humana é o objeto de estudo do médico. Ele pesquisa, previne e trata disfunções e moléstias.

O médico também faz diagnósticos, pede exames, prescreve medicamentos e realiza cirurgias. Participa de programas de prevenção e de planejamento da saúde coletiva. Há trabalho para esse profissional em hospitais, clínicas, postos de saúde e empresas. Grande parte atua também em consultório próprio.

O currículo do curso de Medicina é puxado, o período é integral e há seminários, pesquisas e plantões em hospitais. Nos dois primeiros anos, o aluno tem matérias básicas, como anatomia e patologia. Outra disciplinas são bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, fisiopatologia dos sinais e sintomas das doenças, entre outras.

Gostou de Medicina? Confira os melhores cursos do Brasil:

Faculdade Estrelas
(CE) Fortaleza – UFC          
(MG) Belo Horizonte – UFMG          
(PE) Recife – UFPE          
(PR) Curitiba – UFPR          
(PR) Londrina – UEL          
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ          
(RN) Natal – UFRN          
(RS) Porto Alegre – PUCRS          
(RS) Porto Alegre – UFRGS          
(SC) Florianópolis – UFSC          
(SP) Botucatu – Unesp          
(SP) Campinas – Unicamp          
(SP) Ribeirão Preto – USP          
(SP) São Paulo – USP          

*Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014
Confira como fazemos a avaliação

Comentários: 11 pessoas comentaram

Categoria: Medicina

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Os 9 melhores cursos de Medicina do Brasil

Amanda Previdelli | 01/04/2013

Medicina é a ciência que investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. A saúde humana é o objeto de estudo do médico, que pesquisa e trata disfunções e moléstias. 

Há trabalho para o médico em hospitais, clínicas, postos de saúde e empresas. Grande parte atua também em consultório próprio. Pode trabalhar ainda como consultor em sites especializados, voltados para o exercício da medicina. 

O currículo do curso é puxado, o período é integral e há seminários e pesquisas, além dos plantões em hospitais. Nos dois primeiros anos, o aluno aprende matérias básicas, como anatomia e patologia. 

Boa parte das instituições de ensino oferece disciplinas práticas no início do curso para que o aluno vá se familiarizando com as atividades. Lidar com pacientes, só a partir o terceiro ano, nas disciplinas profissionalizantes e no treinamento em atendimento. 

Os dois anos de residência médica, depois de formado, são para o graduado se especializar. 

Gostou de Medicina? Confira os melhores cursos: 

Faculdade Curso
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(PE) Recife – UFPE ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Botucatu – Unesp ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – Unifesp ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

*Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2013-03-31 

Alguns cursos particulares também são de destaque e receberam a avaliação 4 estrelas do Guia: 

(PR) Curitiba – PUCPR

(RS) Pelotas – UCPel

(RS) Porto Alegre – PUCRS

(SP) Campinas – PUC-Campinas

(SP) São Paulo – FCMSCSP (Santa Casa)

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