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Autoconhecimento e informação como chave da escolha profissional

Palestra da Cia de Talentos falou sobre mudanças no mercado e novas carreiras

No Brasil, quase 6 em cada 10 estudantes universitários abandonam o curso antes do período. Dentre os motivos, estão a falta de condições de se bancar e o pouco conhecimento prévio sobre a carreira. Foi tentando estabelecer as conexões entre a falta de tempo para dedicação à escolha profissional e os altos níveis de evasão acadêmica, que Luana de Paula, coordenadora da área de negócios na Cia. de Talentos, conversou com o público na Feira GE.

Se você digitar hoje no Google a palavra Enem vai encontrar cerca de 33 milhões de pesquisas sobre o assunto. Já o termo “orientação profissional” aparece pelo menos 15 vezes menos. “São, em média, 700 horas dedicadas aos estudos para o Enem contra 20h dedicadas aos estudos sobre escolha profissional. E isso nos leva a questionar: como está sendo feita essa escolha? Como os jovens estão se preparando para isso? ”, questiona-se.

Segundo Luana, hoje são mais de 31 mil cursos catalogados no MEC, e muitas profissões que sequer eram imaginadas há 10 anos atrás fazem parte do cotidiano das empresas. Se no passado as escolhas se resumiam às carreiras de engenheiro, advogado ou médico, hoje já existem ao menos 2500 profissões catalogadas, que incluem gestores de resíduos e de comunicação, por exemplo. “Em muito em breve teremos banqueiros especializados apenas em moedas digitais, como os BitCoins. As profissões novas não param de surgir”, explica.

Além do surgimento de novas carreiras, o mercado profissional também tem se modificado nos últimos anos. “Muitos cargos hoje não exigem o contato presencial com o funcionário, que resolve tudo por Skype e pelas nuvens de conteúdo. O cara de terno e gravata que virava a noite no escritório, por exemplo, foi substituído pelo profissional empreendedor que aparece por aí de jeans e camiseta como o Mark Zuckeberg, ícone da nova geração”.

O olhar da empresa sobre o funcionário também se modificou. “Se antigamente elas contratavam seus funcionário por conhecimentos técnicos, hoje, são os soft skills, ou seja, as competências comportamentais, que são mais valorizadas”. Liderança, adaptabilidade, inovação, resiliência, comprometimento com os resultados e capacidade de engajar o outro são mais importantes do que a lista de cursos que o candidato cursou ao longo da vida.”, comenta.

Diante de tantas possibilidades e mudanças rápidas nesse mercado, a dica de Luana para aqueles que querem escolher a sua profissão é encontrar um espaço de silêncio e olhar para dentro, entendendo suas reais motivações. Como contou a jornalista Carol Barcellos em um dos bate-papos na Arena na Feira GE “Você quer trabalhar como jornalista para aparecer na televisão ou por que realmente quer escolher uma carreira que possa transformar a vida das pessoas? Por que, se a vontade é a de aparecer na TV, existem outras opções. Aparecer na TV é apenas uma parte muito pequena de todo o trabalho que o jornalista de TV faz. Até porque existem inúmeras possibilidades em uma carreira de jornalista, como o impresso, a internet, o documentário, entre outras”.

Por isso, para Luana, uma pesquisa profunda sobre a carreira que se quer seguir é super importante. “É fundamental distinguir carreira de profissão. Profissão é a escolha do curso, mas dentro dessa escolha existem muitas outras portas, nas quais você pode mesclar ou adicionar novos conhecimentos e áreas de interesse. É assim que a gente vai formando uma carreira”.

Quer saber mais sobre as escolhas de carreira e não teve tempo de vir à Feira GE? Acompanhe em nosso site a seção Consulte o Orientador, onde a galera da Cia de Talentos e um timaço de profissionais respondem a todas as suas dúvidas 🙂