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Arqueologia

O arqueólogo estuda as sociedades e culturas humanas por meio de objetos fabricados e utilizados no passado

O arqueólogo estuda as sociedades e culturas humanas por meio de objetos fabricados e utilizados no passado. Com conhecimento de história, ele investiga e escava sítios arqueológicos e observa marcas deixadas num território com o objetivo de entender como ele foi ocupado. Com isso, traça hipóteses e teorias sobre a evolução das sociedades. Pode trabalhar em centros de pesquisa, universidades, e também como consultor na elaboração de relatórios de sítios arqueológicos e licenças ambientais, antes da construção de grandes empreendimentos, como hidrelétricas, rodovias ou indústrias.

O que você pode fazer

Consultoria Prestar assessoria a empresas públicas e privadas para definir as características da ocupação em locais predeterminados e fazer relatórios arqueológicos.

Educação Promover atividades para a preservação de recursos patrimoniais e de turismo cultural. Atuar em feiras de divulgação científica, museus e unidades de conservação.

Exploração Atuar em campo, determinando a necessidade de escavação e recolhendo materiais para pesquisa.

Licenciamento Fazer acompanhamento arqueológico em terrenos que serão ocupados por grandes obras, como empreendimentos imobiliários, estações de metrô, hidrelétricas, parques eólicos, entre outras.

Pesquisa Analisar, em centros de pesquisa ou laboratórios, materiais e objetos coletados em campo e elaborar relatórios.

Mercado de Trabalho

Desde o ano 2000, o mercado para esse bacharel se mantém aquecido graças a uma portaria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela gestão do patrimônio arqueológico brasileiro, que determina que pesquisas arqueológicas devem fazer parte dos estudos de impacto ambiental de grandes obras. Assim, para ela ser liberada, um arqueólogo precisa assinar um laudo afirmando que não causará danos ao patrimônio histórico ou arqueológico daquele lugar. Esta é a área que mais emprega profissionais – normalmente eles são contratados pela empresa responsável pela construção. A descoberta de novos sítios arqueológicos, em função dessa portaria, também acaba criando demanda por profissionais para trabalhar com turismo. Depois de descobertos e devidamente estudados, muitos sítios são abertos para visitação, e os arqueólogos são contratados para administrar o espaço, organizar a exposição do acervo arqueológico e ministrar cursos e palestras aos turistas. Existe boa demanda também em órgãos públicos, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Ministério Público, para realização de pesquisa e exploração de sítios arqueológicos. Praticamente todos os estados brasileiros carecem de arqueólogos, no entanto, a necessidade é mais expressiva naquelas localidades onde ocorrem obras vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Curso

Apenas nove instituições oferecem o curso no país. As disciplinas específicas incluem história da sociedade brasileira, pré-história e cartografa. Há aulas, também, de sociologia, filosofia e estatística. As disciplinas práticas são realizadas em parques naturais e sítios arqueológicos. E parte da carga horária pode ser cumprida em laboratórios de documentação e acervos. Atenção: alguns cursos têm enfoque específico – caso da UFPI (arte rupestre) e da Univasf-PI (preservação patrimonial).

Duração média: 4 anos.

 

OS MELHORES CURSOS

★★★★
PE Recife UFPE. PI Teresina UFPI Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre. SE Laranjeiras UFS.

★★★
GO Goiânia PUC Goiás n/i. PI São Raimundo Nonato Univasf-PI Arqueologia e Preservação Patrimonial. RS Rio Grande Furg.