logo-ge

Engenharia Naval

O engenheiro naval se responsabiliza pelo projeto, pela construção e pela manutenção de embarcações e seus equipamentos

O engenheiro naval se responsabiliza pelo projeto, pela construção e pela manutenção de embarcações e seus equipamentos. Ele projeta a estrutura, os motores e todos os demais componentes de qualquer tipo de embarcações – de pequenos barcos e lanchas a grandes navios cargueiros e de passageiros – ou de plataformas marítimas voltadas à exploração de petróleo. Na construção, supervisiona os técnicos e os operários, verifica a qualidade da matéria-prima empregada e os métodos de trabalho. O engenheiro desta área pode também gerenciar o transporte marítimo e fluvial e se encarregar do controle do tráfego de embarcações e dos serviços de comunicação. Estaleiros, companhias de navegação e empresas que fazem administração de hidrovias são os tradicionais empregadores do graduado. Você pode ingressar na carreira como tecnólogo.

O que você pode fazer

Construção naval Coordenar a construção de embarcações (navios, barcos e lanchas) e de sistemas flutuantes em geral, incluindo plataformas de produção de petróleo. Gerenciar serviços de manutenção e conservação de cascos, motores, máquinas e sistemas de bordo de qualquer tipo de embarcação.

Gerenciamento de transporte Planejar todas as etapas do comércio fluvial ou marítimo, desde o embarque e o transporte de carga até o desembarque e o armazenamento e a conexão com outros meios de transporte.

Pesquisa e desenvolvimento Conceber novas tecnologias e sua aplicação no projeto, na construção e na operação de sistemas flutuantes.

Projeto de sistemas oceânicos Sugerir soluções para problemas de engenharia que envolvam a definição de embarcações e de sistemas flutuantes diversos, suas especificações técnicas e operacionais e o planejamento da construção.

Mercado de Trabalho

A crise na Petrobras, empresa que mais demanda embarcações e outras estruturas marítimas no país, provocou reflexos no setor naval e na empregabilidade deste engenheiro. O cancelamento em junho de 2016 da encomenda de 17 navios pela Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de petróleo, gás e derivados, fez com que alguns estaleiros – os maiores empregadores do bacharel – fechassem as portas. Balanço do primeiro semestre de 2016 do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) mostrou que os estaleiros brasileiros possuem 247 projetos em andamento voltados à construção de plataformas de produção de petróleo, sondas de perfuração, navios e submarinos, entre outros tipos de embarcações e estruturas flutuantes. Mesmo assim, a demanda por empregos caiu. No primeiro semestre deste ano, 7,3 mil vagas foram fechadas. Mas, se a construção atravessa um momento instável, a área de manutenção continua a demandar profissionais. Eles são requisitados para fazer reparos em embarcações de transporte de passageiros e também em comboios para transporte fluvial de grãos, minérios, fertilizantes e combustíveis. O setor de apoio portuário também está positivo. Nele, o bacharel conduz, faz manutenção e gere a operação de rebocadores e navios de abastecimento. A Região Sudeste concentra as maiores oportunidades, mas a transferência de estaleiros para o Nordeste e o Sul apontam essas regiões como boas alternativas. Em Santa Catarina, o trabalho se concentra na construção de rebocadores e navios de apoio marítimo. Na Região Norte, a maior demanda está em estaleiros que constroem embarcações para o transporte fluvial.

Curso

Como ocorre com todas as graduações em Engenharia, física, cálculo e matemática dão o tom a este bacharelado. Depois dos dois anos iniciais de formação básica, começam as matérias específicas da Engenharia, como mecânica de fluidos, termodinâmica e ciência e resistência dos materiais. A formação profissionalizante inclui hidrodinâmica, estruturas navais, projeto de navio, embarcações e plataformas marítimas, e transporte aquaviário. Em aulas práticas de laboratório, o estudante dedica-se à construção e ao teste de modelos e maquetes estruturais, não só de embarcações tradicionais como também de submarinos e robôs subaquáticos. O estágio supervisionado e o projeto de conclusão de curso são obrigatórios.

Duração média: 5 anos.

 

OS MELHORES CURSOS

★★★★★
RJ Rio de Janeiro UFRJ Eng. Naval e Oceânica.

★★★★
SP São Paulo USP.

★★★
SC Joinville UFSC.