CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Bacharelado
Bacharelado
Graduação
Graduação Tecnológica
É a ciência que estuda todas as formas de vida, passando pela flora, pela fauna e até pelo desenvolvimento humano. O biólogo pesquisa a origem, a evolução, a estrutura e o funcionamento dos seres vivos. Ele analisa as relações entre os diversos seres e entre eles e o meio ambiente. O vasto campo de estudos na graduação permite que, depois de formado, o profissional siga caminhos diversos, conforme seu interesse. Da pesquisa com células-tronco ao trabalho ambiental, a carreira do biólogo é abrangente e promissora, em razão, especialmente, da crescente preocupação, em nível mundial, com o meio ambiente. A atuação desse profissional é ainda fundamental na descoberta de aplicações de organismos na medicina, no desenvolvimento de medicamentos e na indústria, em áreas de fabricação de bebidas e de alimentos. O licenciado está apto a dar aulas de Biologia no ensino médio e, no fundamental, pode atuar como educador ambiental ou docente de ciências. Sua formação também permite desenvolver ações educativas em museus, unidades de conservação, ONGs e empresas e escolas. Nas secretarias de Educação, atua como consultor e elabora novas propostas para o ensino da disciplina. Com pós-graduação, está habilitado para dar aulas no ensino superior.
A importância cada vez maior das questões relacionadas à sustentabilidade garante o aquecimento do mercado de trabalho para o biólogo. "Devido aos problemas ambientais enfrentados pelo nosso país, as empresas necessitam desse profissional para fazer relatórios de impacto ambiental", diz a professora Maria Aparecida Visconti, da USP. Nas empresas privadas, há vagas em todo o país. Prefeituras, secretarias e órgãos federais também contratam o biólogo, via concurso público, bem como institutos e ONGs. Ainda na área ambiental, é possível trabalhar com biologia agrícola, em que o biólogo faz o manejo da fauna e da flora. O setor de biocombustíveis e a área de biotecnologia, com o uso de plantas para a produção de novos medicamentos e produtos na área alimentícia, são outros campos de trabalho. O licenciado também encontra bom mercado de trabalho. Isso porque ainda existe enorme carência de professores das áreas de ciências nos ensinos fundamental e médio. Um estudo realizado pelo Ministério da Educação mostrou que a falta de profissionais especializados é tão grande que, mesmo considerando a projeção de formados nos próximos sete anos, ainda assim a demanda continuará. E existem regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos em que os professores não possuem nem qualificação para dar aula. No Norte e Nordeste, a demanda por professores é maior, embora Sul e Sudeste também passem por esse problema. Outra opção é atuar na área de educação ambiental. No setor de turismo ecológico começam a surgir oportunidades para trabalhar em projetos de ações educativas e em museus e reservas ecológicas.
Salário inicial: R 3.732,00 (fonte: Conselho Federal de Biologia).
Que ninguém se iluda: o currículo de Ciências Biológicas é carregado de matemática. Aulas de física e estatística dividem a grade com disciplinas específicas, como zoologia, genética e botânica, além de práticas de laboratório e pesquisa de campo. Ainda que não seja remunerado, o estágio é obrigatório. Algumas escolas exigem trabalho de conclusão de curso. Para dar aulas no Ensino Fundamental e Médio, é preciso cursar licenciatura. E, como em qualquer área, para lecionar no ensino superior é necessário ter pós-graduação.
Atenção: Algumas instituições oferecem habilitações em áreas específicas, como biologia marinha, ecologia e zoologia.
Duração média: quatro anos.
Outro nome: Biol.
A Ufopa iniciou seu bacharelado interdisciplinar (BI) em Ciências Biológicas. Após três anos de formação mais generalista, o estudante pode cursar um bacharelado em Biologia (Aquática ou Vegetal), com duração de dois anos.
Desenvolver programas de computação para uso em pesquisas genéticas.
Pesquisar o cultivo, a reprodução e o beneficiamento de animais e organismos no mar ou em água doce.
Planejar e aplicar técnicas para controlar a transmissão de doenças entre animais e diminuir o impacto de pragas em lavouras.
Os licenciados podem lecionar em escolas do Ensino fundamental e Médio. Os bacharéis, em faculdades. Ambos podem, ainda, desenvolver ações educativas em museus e unidades de conservação.
Criar, manipular, reproduzir e estudar organismos em laboratório, buscando a melhoria de espécies animais e vegetais. Pesquisar a utilização de microrganismos na produção de medicamentos e alimentos. Realizar exames para o diagnóstico de doenças genéticas ou a determinação da paternidade, com base na análise de DNA.
Administrar o uso do mar e do solo em regiões costeiras, com o objetivo de minimizar o impacto na biodiversidade e preservar a qualidade de vida na região.
Promover programas de preservação de animais e vegetais em órgãos públicos e particulares, ONGs, parques e reservas ecológicas, fazendo o levantamento de populações de plantas e animais, elaborando relatórios de impacto ambiental ou recuperando ambientes degradados.
Investigar bactérias, fungos e vírus para a produção de alimentos e remédios.