ENGENHARIA DE PESCA E AQUICULTURA
Bacharelado
Bacharelado
Graduação
Graduação Tecnológica
É o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrialização de organismos aquáticos. O engenheiro de pesca estuda e aplica métodos e tecnologias para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crustáceos e frutos do mar. Suas atividades básicas são o planejamento e o gerenciamento das atividades pesqueiras voltadas para a industrialização e para a comercialização do pescado. Em aquicultura, atua na criação e na reprodução de peixes, crustáceos e moluscos em cativeiro. Dimensiona e implanta fazendas aquáticas em lagos, rios, barragens e no oceano. Pesquisa o beneficiamento e a conservação dos animais e acompanha sua industrialização e distribuição no mercado consumidor. Instala e mantém motores e equipamentos mecanizados usados em operações de pesca, beneficiamento e processamento.
Após a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2003, a profissão ganha cada vez mais destaque. Um dos objetivos do ministério é aumentar o consumo interno do pescado (hoje de 10 quilos per capita por ano), abaixo, portanto, do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o mínimo, de 12 a 14 quilos anuais. "Nesse sentido, incentivos por parte de investidores, públicos e privados, têm motivado as áreas de aquicultura e de exploração de recursos pesqueiros. Assim, a demanda do mercado por profissionais tem sido elevada", diz Éder André Gubiani, da Unioeste. O profissional pode atuar em órgãos públicos, empresas privadas e no terceiro setor. "As áreas com maior potencial para absorção dessa mão de obra qualificada são a aquicultura e o processamento de pescado, para o fornecimento de alimentos mais acessíveis e de qualidade", diz Reynaldo Amorim Marinho, da UFC. Na Região Centro-Oeste, novos frigoríficos têm sido abertos, e isso incentiva a piscicultura, em especial do pintado.
Salário inicial: R$ 3.732,00 (6 horas diárias); fonte: CREA-SP.
Nos bacharelados, as disciplinas das áreas das ciências exatas e Biológicas, como cálculo, estatística, ecologia e zoologia, fazem parte do currículo no primeiro ano. O estudante tem, ainda, aulas de biologia pesqueira, bioquímica, meteorologia e tecnologia de pesca, aquicultura, economia e administração pesqueira. As aulas práticas, em laboratório e a bordo de barcos, ocupam boa parte da carga horária. Nelas, o aluno aprende técnicas de navegação, métodos de processamento do pescado e cultivo de peixes, moluscos e crustáceos. Para se formar é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia. Atenção: na maior parte das instituições, o curso é apenas de Engenharia de Pesca ou de Aquicultura (e não ambas).
Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Ciência e Tecnologia das Águas; Ciências do Mar; Aquacultura; eng. de Aquicultura.
A Ufopa oferece um bacharelado interdisciplinar (BI) em Ciência e Tecnologia das Águas (três anos e meio de duração). Após a conclusão desse curso, o estudante pode ingressar em Engenharia de Pesca ou em Engenharia de Aquicultura (duração de dois anos) e obter novo diploma de bacharel. Já a Unifesp, campus Baixada Santista, passou a ofertar, em 2012, o bacharelado interdisciplinar (BI) em Ciências do Mar, área estratégica ao desenvolvimento do país devido às pesquisas relacionadas ao petróleo e à exploração do pré-sal. O conteúdo do curso será distribuído em quatro eixos: o ambiente marinho; a vida marinha; a sociedade e trabalho no mar; e mar, ciência e tecnologia. Após concluir o ciclo básico de três anos e obter o diploma de bacharel interdisciplinar, o estudante tem a opção de cursar por mais dois anos Oceanografia; Ecologia Marinha; Engenharia de Petróleo e Energias Renováveis; Engenharia Ambiental Portuária; e Engenharia de Pesca e Aquicultura e receber novo diploma.
Planejar, implantar e gerenciar empresas pesqueiras.
Projetar fazendas e viveiros e desenvolver técnicas para a criação de organismos marinhos e de água doce. Estudar a viabilidade econômica, técnica e jurídica de empreendimentos de aquicultura e dar consultoria em fazendas aquáticas.
Estudar ecossistemas aquáticos de modo a garantir a exploração sustentável dos recursos sem danos ao meio ambiente.
Orientar comunidades de pescadores para aumentar a produtividade e o desenvolvimento econômico e social da região de maneira sustentável. Investigação, planejamento e tecnologia pesqueira pesquisar o potencial pesqueiro de uma região e elaborar programas para seu desenvolvimento. Criar técnicas de localização e captura de animais aquáticos.
Desenvolver técnicas de criação de peixes (piscicultura), mariscos (maricultura), camarões (carcinicultura) e plantas aquáticas.
Fazer o controle sanitário e inspecionar a conservação, o beneficiamento e a industrialização do pescado, agregando valores e desenvolvendo novos produtos.