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Estudante vira sucesso do YouTube com protesto antibullying

Alye Pollack, de apenas 13 anos, foi entrevistada pela CNN e mobilizou milhares de internautas

A prática de bullying voltou a ganhar destaque na mídia norte americana. A estudante Alye Pollack, 13, ganhou projeção mundial por causa de um vídeo caseiro de protesto contra a violência no ambiente escolar. Com mais de 400 mil acessos no YouTube, o vídeo chamado "As palavras são piores do que paus e pedras" mostra Aley contando sua rotina escolar usando cartazes, sem dizer uma palavra. Ao fundo, uma música instrumental.

"Olá, meu nome é Alye. Eu estou na oitava série. Eu pareço feliz? Bem, eu não sou. Estou assim desde a sexta série. Não tenho muitos amigos. 3? 4? Por quê? Sou uma vítima de bullying. Não há um dia que se passa sem uma dessas palavras: piranha, vagabunda, gorda, lésbica, vadia, maluca, feia, esquisita. Eu não me corto, mas estou perto. Passo mais tempo na orientação pedagógica do que nas minhas aulas. Gosto da minha escola, só não gosto dos colegas. Será que na no ensino médio as coisas vão piorar? Socorro".

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O vídeo termina com um apelo aos estudantes. "Pense um pouco antes de dizer as coisas. Isto pode salvar vidas. Não seja um assassino. Paus e pedras? São as palavras que machucam."
Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (04), Alye foi questionada se desconfia do motivo pelo qual foi "escolhida" pelos colegas para sofrer agressões verbais gratuitas. Sentada ao lado da mãe, a garota afirmou que muitos colegas fazem bullying contra outra pessoa por causa de ciúmes ou pura insegurança. "O bullying precisa terminar totalmente, não pode ser tolerado por ninguém. Não importa o que alguém tenha feito para você, você jamais pode praticar o bullying contra essa pessoa", diz a jovem.

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A repercussão do vídeo foi tamanha que Aley conta que vem sendo abordada com palavras de apoio e solidariedade, nas ruas e nas redes sociais, especialmente por jovens que também sofrem violência por parte dos colegas de escola. A estudante se diz vibrante por conseguir tocar alguns jovens em torno da causa.

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