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Sete coisas que você precisa saber sobre o vestibular da Unesp

Professores falam sobre o formato da prova e dão dicas para mandar bem

Há quem diga que a primeira fase do vestibular de meio de ano da Unesp, que acontece neste domingo (14), é a que mais favorece os candidatos entre os três maiores vestibulares da universidades estaduais paulistas. Um deles é Fernando Nascimbeni, o Fefoso, professor de física e coordenador pedagógico dos cursinhos Anglo da zona oeste da região metropolitana de São Paulo. Ele e Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio e do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, de Campinas (SP), listaram as características mais importantes da prova e deram dicas valiosas para o candidato se sair bem.

Se vira nos 3 – A prova da primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha e duração de 4 horas e meia. “São 3 minutos para responder cada questão. É mais corrido que as provas da Fuvest e Unicamp”, lembra Fefoso.

Todas as questões têm o mesmo peso – Diferentemente do Enem, a Unesp não calcula a nota segundo a TRI. Todas as questões têm o mesmo valor. Assim, a estratégia de responder primeiro as mais fáceis e deixar para depois as difíceis é muito importante. “É melhor garantir ponto logo no começo da prova. O candidato que perde tempo nas difíceis vai se prejudicar”, diz Célio Tasinafo.

Todas as provas têm o mesmo peso – A prova da primeira fase e as duas da segunda fase (que acontecerão em 10 e 11 de junho) valem 100 pontos cada uma e têm o mesmo impacto na nota do candidato. “Por isso, quem se sai bem e acima da nota de corte na primeira prova tem mais chances na segunda fase, em que as questões são discursivas e cálculos têm de ser feitos e entregues”, lembra Tasinafo.

A Unesp é mais tranquila para quem não curte muito exatas – Das 90 questões desta primeira fase, 30 são de linguagens, 30 são de ciências humanas e as últimas 30 concentram matemática e as três matérias de ciências da natureza. “A prova procura avaliar a formação geral do candidato e em ciências da natureza e matemática o grau de dificuldade das questões é um pouco menor que a prova da primeira fase da Fuvest”, diz Fefoso. “Os alunos de cursinho costumam considerar esta a mais tranquila entre as três provas de classificação das universidades estaduais de São Paulo. Mas é importante aproveitar porque as questões da segunda fase terão grau de dificuldade maior”, completa.

A prova de exatas traz uma composição ampla de conteúdos – “Em física, por exemplo, ela abrange quase todas as áreas: ao menos uma questão de óptica, uma de térmica, uma de ondulatória, de cinemática e assim por diante, com uma concentração maior em mecânica e eletricidade, e o grau não é dificílimo”, explica Fefoso. Ou seja, mesmo o candidato que não disputa para engenharias sempre poderá resolver algumas e garantir pontos.

Em Linguagens e Códigos, predomina a interpretação de textos – “A prova não cobra muito de literatura. É muito raro que traga perguntas sobre a história literária ou obras específicas, pois não há uma lista de livros obrigatórios. E eles aproveitam textos maiores para fazer duas ou três perguntas”, detalha Tasinafo.

Onde o bicho pega – Segundo os professores, a prova da Unesp sempre cobra filosofia e sociologia de forma mais aprofundada que a prova do Enem (e vale lembrar que Usp e Unicamp não cobram essas matérias).