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USP e PUC-Rio são as melhores em Ciências Exatas e Informática

Prêmio Melhores Universidades 2016: veja as instituições que possuem os melhores cursos na área

Melhor universidade pública: USP

Investimento maciço em pesquisa: Modernos laboratórios e pesquisa de ponta fazem da USP a melhor na área de Ciências Exatas e Informática

No Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), os alunos podem escolher entre três tipos de bacharelados em Matemática: Matemática Aplicada, Matemática Aplicada e Computacional e o bacharelado puro, além da licenciatura na área. No IME também são ministradas as aulas dos cursos de Estatística e Ciência da Computação, todos com cinco estrelas na Avaliação do Guia do Estudante.

Segundo o diretor Cloadoaldo Grotta Ragazzo, uma das principais características do IME é o forte investimento em pesquisa e extensão: “Temos até um periódico próprio, o São Paulo Journal of Mathematical Sciences, onde publicamos os resultados de nossas pesquisas”, conta. Dentre os diversos programas de extensão, ele destaca o “Matemateca”, em que alunos e professores da graduação, por meio da linguagem informal do dia a dia, tentam fazer com que os estudantes de colégios das comunidades se aproximem da Matemática e a encarem como algo mais fácil.

Referência nacional

A infraestrutura do IME também é um chamariz aos futuros alunos. A sua biblioteca, uma das maiores da América Latina na área, têm cerca de 65 mil obras, entre dissertações, teses e periódicos. Já os laboratórios de impressão 3D e os Centros de Software Livre integram as salas de aula às mais recentes tecnologias na área da Informática. “São essas características, somadas ao fato de o Instituto ter mais de 20% de seus professores estrangeiros que o tornam uma referência nacional”, afirma o diretor.

Química e Física

Os Institutos de Química e Física, que ficam próximos ao IME, são os mais antigos no país a relizar pesquisas nas suas áreas de atuação. Segundo o professor Luiz Henrique Catalani, diretor do Instituto de Química, o foco hoje é em nanotecnologia, e vários grupos de pesquisa têm realizado projetos na área. “Temos uma infraestrutura que permite realizar pesquisas em níveis nanoscópicos e conseguirmos assim avanços significativos na ciência”, conta.

Vale mencionar também que o currículo do bacharelado em Química foi totalmente modernizado em 2014, e o aluno tem a opção de escolher, durante o curso, entre quatro ênfases: bioquímica e biologia molecular, química tecnológica, biotecnologia e ambiental. Ele também pode cursar o bacharelado puro ou a licenciatura. “É uma maneira de formarmos profissionais para a pesquisa acadêmica, a docência na educação fundamental e também para o mercado de trabalho”, afirma o diretor. Já no Instituto de Física, há a proposta da criação de um bacharelado em Física Médica, mas ainda sem previsão de oferta.

Sistemas de Informação

Na USP Leste, o destaque é o bacharelado em Sistemas de Informação, também contemplado com cinco estrelas na Avaliação do GE. O curso possui um elevado grau de integração com a pós-graduação da unidade, e os alunos da graduação podem adiantar disciplinas do mestrado antes mesmo da conclusão do curso. Todos os professores são doutores, e os estudantes contam também com projetos de extensão, como empresa junior, campeonatos de programação e cursos que eles mesmos podem ministrar para a comunidade.

Melhor universidade privada: PUC-Rio

Alunos das graduações em Ciências Exatas e Informática da PUC-Rio respiram pesquisa graças à grande integração com professores doutores e estudantes da pós

Alunos da graduação trabalham em grupo em um dos Laboratórios de Química (crédito: Fernanda Szuster/ Jornal da PUC)

Alunos da graduação trabalham em grupo em um dos Laboratórios de Química (crédito: Fernanda Szuster/ Jornal da PUC)

Os alunos de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) na área de Ciências Exatas e Informática estão imersos no ambiente de pesquisa desde o primeiro dia de aula. Eles compartilham o espaço físico, laboratórios e têm aula com os mesmos professores pesquisadores dos programas de pós-graduação, bem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação. “A maioria dos nossos docentes tem doutorado e eles incentivam os estudantes a realizar pesquisa no âmbito da iniciação científica e a participar de eventos e competições nacionais e internacionais”, explica a professora Renata Martins da Rosa, coordenadora do curso de Matemática.

É comum os alunos trazerem muitas medalhas para a universidade. Desde 2005, só na International Mathematics Competition (IMC), já foram 18, sendo 8 de ouro, seis de prata, três de bronze e uma menção honrosa. Em 2016, o primeiro, segundo e terceiro lugares foram de alunos da instituição. Todos os três são bolsistas Arquimedes, uma iniciativa do departamento de Matemática, criada em 2009, e que capta recursos junto à iniciativa privada para destinar bolsas de auxílio para os melhores alunos do bacharelado.

A um passo da pós-graduação

Após o bacharelado, a maioria dos alunos já emenda uma pós-graduação, seja na própria área como em outras afins. “Especialmente em Matemática, pois nosso curso não é voltado para o mercado de trabalho, mas para a formação de pesquisadores. As turmas têm poucos alunos, o que possibilita uma grande integração com os professores e seus grupos de pesquisa”, explica a coordenadora.

Os cursos de Ciências Exatas e Informática permitem que os alunos escolham disciplinas livres para cursar em paralelo às obrigatórias. Dessa forma, podem cumprir créditos não só entre os departamentos de Matemática, Informática, Química e Física, como também nas Engenharias, por exemplo. Além das disciplinas compartilhadas, os cursos também promovem integração de projetos de pesquisa, especialmente entre os de Sistema da Informação, Ciência da Computação e Engenharia da Computação. Dessa forma, cada um aplica as especificidades da sua formação num projeto comum.

No Núcleo de Extensão em Informática, são oferecidos cursos para a comunidade, a maior parte deles gratuitos. Eles também podem ser feitos pelos graduandos como formação complementar – Banco de Dados e Gerência de Projetos são dois exemplos.

Os laboratórios, onde acontecem as atividades de ensino e pesquisa, têm equipamentos constantemente atualizados e alguns possuem convênio com outras instituições. No Laboratório de Síntese de Compostos Bioativos e Materiais Nanoestruturados, do departamento de Química, são sintetizadas substâncias para tratamento de câncer e doenças causadas por parasitas, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A PUC-Rio seleciona compostos que serão depois testados em testes pré-clínicos e clínicos nessas instituições.