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USP e Unoeste são as melhores em Ciências Biológicas e da Terra

Prêmio Melhores Universidades 2016: veja as instituições que possuem os melhores cursos na área

Fachada do Prédio da Administração da Faculdade de Medicina Veterinária – FMVZ. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Fachada do Prédio da Administração da Faculdade de Medicina Veterinária – FMVZ. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Melhor universidade pública: USP

Cursos de Ciências Biológicas e da Terra da USP são reconhecidos pela qualidade das aulas práticas

Os cursos da área de Ciências Biológicas e da Terra da USP têm total foco na prática, o que se comprova pela infraestrutura dos seus institutos e faculdades. Na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), por exemplo, existe um hospital veterinário para animais de todos os portes, além de um museu de anatomia animal e um ambulatório exclusivo para atendimento de aves silvestres. Já no Instituto de Biociências, onde ocorrem as aulas de Ciências Biológicas, os alunos têm à disposição 20 laboratórios, dentre os quais um só de abelhas.

ciencias-biologicas-e-da-terra-2016No Instituto Oceanográfico (Iousp), estão 38 laboratórios especializados, além do Museu Oceanográfico. Os alunos de Oceanografia contam também com duas bases de pesquisa no litoral paulista, uma em Ubatuba e outra em Cananeia, onde ficam um navio oceanográfico exclusivo e três barcos, essenciais para o cumprimento das 150 horas de embarque obrigatórias no currículo do curso. De acordo com o diretor do Iousp, Frederico Brandini, “a infraestrutura é fundamental no apoio às atividades de ensino”.

Líder em pesquisa

Já para o diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), Laerte Sodré Junior, o diferencial da USP está no envolvimento do corpo docente nas atividades de pesquisa, a maioria de reconhecimento internacional. “O fato de sermos líderes em pesquisa científica no Brasil beneficia os alunos e a nós mesmos. Temos uma troca de ideias muito positiva”, garante. Para se ter uma ideia, são mais de 40 grupos em atividade atualmente só no curso de Ciências Biológicas, tratando de temas como neurociência e aconselhamento genético.

Projetos de extensão

Dezenas de projetos de extensão também são desenvolvidos, a fim de que os futuros profissionais comecem a atuar desde cedo sob a supervisão de um professor responsável. No “Estação Biologia”, por exemplo, graduandos de Ciências Biológicas recebem alunos de ensino fundamental e médio e realizam atividades relacionadas à reciclagem de lixo e à educação sexual, entre outros temas da área. Já o “Projeto Santuário”, da FMVZ, atua no manejo de animais urbanos, como gatos e cachorros, promovendo boa convivência entre homens e animais e a conscientização da importância da castração desses bichos.

Melhor universidade privada: Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)

Cursos de Ciências Biológicas e da Terra da Unoeste desfrutam de grande infraestrutura que permite a integração de teoria, prática e extensão

Fazenda experimental da Unoeste. Foto: divulgação

Fazenda experimental da Unoeste. Foto: divulgação

A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), localizada em Presidente Prudente, é a maior instituição privada da região oeste do estado de São Paulo. Chama a atenção o investimento feito em infraestrutura. Os dois campi e a fazenda experimental ocupam mais de 3 milhões de metros quadrados e, dentro dessa área, estão 78 clínicas e laboratórios e ainda um hospital universitário. Tudo isso para o ensino de graduação e a realização de pesquisas nos cursos de Ciências Biológicas e da Terra.

Na fazenda experimental, no município de Presidente Bernardes, vizinho de Presidente Prudente, os universitários têm aulas práticas e desenvolvem pesquisas. Também realizam projetos de extensão, como palestras de temas variados (de confinamento do gado a manejo de pastagem, bem como empreendedorismo na agropecuária) para alunos de cursos técnicos da região.

 

No hospital veterinário, alunos e professores prestam atendimento a animais de grande e pequeno porte da região, nas especialidades de cardiologia, dermatologia, radiologia e oftalmologia, cobrando valores abaixo aos do mercado. Os estudantes, também acompanhados dos docentes, visitam animais de grande porte em propriedades próximas ao hospital por meio do projeto Vai a Campo.

Pesquisa desde o início

O corpo docente da graduação é bastante qualificado – praticamente 100% dos professores têm, no mínimo, mestrado, sendo que mais de 50% deles possuem doutorado. O número de bolsas concedidas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Educação, ainda é pequeno, apenas 12, já que a universidade entrou para o programa há somente cinco anos.

Isso, no entanto, não é empecilho para a realização de pesquisas por grupos formados por professores, alunos de pós-graduação e graduação. Só no curso de Ciências Biológicas estão sendo desenvolvidos mais de 40 projetos de pesquisa no segundo semestre de 2016. “Alguns desses trabalhos estão ligados ao banco de sementes de orquídeas da Unoeste, que possui 150 espécies e faz parte de um projeto internacional que visa à conservação de sementes dessa planta ameaçada de extinção”, explica o coordenador Hosomi.

Por meio da parceria com o Millennium Seed Bank e o Royal Botanical Gardens, a Unoeste também foi responsável pela elaboração do protocolo de avaliação da qualidade fisiológica das sementes. O protocolo hoje é utilizado nos cerca de 30 países participantes do projeto Orchid Seed Stores for Sustainable Use (OSSSU), liderado pelo Reino Unido.