8 ótimos livros que dá para ler em um único final de semana
Clássicos, lançamentos e livros premiados que cabem na rotina e podem ser lidos do começo ao fim entre o sábado e o domingo
Nem todo livro precisa ser longo para ser marcante. Em meio à rotina corrida de estudos, trabalho e compromissos, muita gente acaba adiando a leitura por achar que só vale a pena começar um livro quando há tempo sobrando. E spoiler: nunca sobra. A boa notícia, no entanto, é que existem obras curtas — ou com uma narrativa tão envolvente — que podem ser lidas do começo ao fim em um único fim de semana.
E ninguém está falando em ler em uma velocidade maior: é que são livros com menos de 200 páginas e histórias ágeis, perfeitas para maratonar.
O GUIA DO ESTUDANTE reuniu 8 obras do tipo, com narrativas profundas, sim, mas com fluidez e agilidade para você devorar no sábado e domingo. A seleção mistura clássicos, autores consagrados e literatura contemporânea.
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1. “A vida pela frente” (192 páginas)
Narrado pelo olhar de um menino que vive nos subúrbios de Paris, o romance acompanha a história do jovem Momo e Madame Rosa, uma senhora judia, sobrevivente de Auschwitz, que acolhe filhos de prostitutas. Com sensibilidade e humor, o livro trata de temas como abandono, afeto e sobrevivência em contextos de exclusão social. A escrita é direta e os capítulos, curtos: uma leitura rápida e emocionalmente intensa.
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2. “A cachorra” (160 páginas)
Ambientado em uma vila isolada no litoral colombiano, o livro acompanha uma mulher que deposita suas expectativas de afeto e pertencimento em uma cadela adotada. A narrativa seca constrói uma atmosfera de tensão constante, explorando solidão, maternidade e frustração. É aquele romance do tipo enxuto, com poucas páginas, mas que te deixa pensativo por dias.
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3. “O velho e o mar” (126 páginas)
Um dos maiores clássicos da literatura norte-americana do século 20, o livro narra a luta solitária de um pescador cubano contra um enorme peixe em alto-mar. A história, aparentemente simples, funciona como uma metáfora sobre resistência, dignidade e persistência diante do fracasso. A linguagem econômica, típica de Hemingway, favorece aqui uma leitura ágil, com cara de conto.
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4. “A cabeça do santo” (176 páginas)
Misturando realismo mágico, humor e crítica social, o romance se passa em uma cidade fictícia do sertão nordestino, onde um jovem passa a ouvir vozes vindas da cabeça de uma enorme estátua abandonada. Acioli nos apresenta uma narrativa com personagens carismáticos e situações inusitadas, fazendo reflexões sobre fé, desejo e transformação.
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5. “Nihonjin” (144 páginas)
A obra do escritor paranaense acompanha a trajetória de uma família de imigrantes japoneses no Brasil, explorando conflitos de identidade, pertencimento e memória. O título é a palavra “japonês” em japonês. Com escrita delicada e direta, o autor aborda o choque entre gerações e culturas, sem recorrer a excessos. É uma narrativa curta, mas densa. Vencedor do Jabuti de 2012 na categoria de romance.
6. “A hora da estrela” (88 páginas)
Clássico incontornável da literatura brasileira, o livro conta a história de Macabéa, uma jovem nordestina invisibilizada pela sociedade (alô, tema da redação do Enem!). A narrativa se destaca tanto pela trama quanto pela reflexão sobre o próprio ato de narrar. Curto e profundo, o romance provoca o leitor a repensar temas como existência, desigualdade e linguagem.
7. “A vegetariana” (176 páginas)
Dividido em três partes, o romance apresenta uma ideia aparentemente simples, mas que vai descendo em uma espiral de tensão. O livro acompanha a transformação de uma mulher que decide parar de comer carne, o que leva a reações intensas em sua família e em quem a cerca. Apesar dos temas densos, a leitura é rápida – e apresenta uma história que foge do óbvio. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2024.
8. “A segunda mãe” (176 páginas)
Este romance, que se passa em um mundo muito parecido com o nosso mas com uma diferença que muda tudo, narra a história de um casal de mulheres cuja relação e rotina familiar parecem comuns à primeira vista. À medida que as tensões conjugais crescem e se entrelaçam com expectativas pessoais e coletivas, a narrativa convida o leitor a refletir sobre papéis de gênero, poder, amor e violência dentro de estruturas que se imaginam igualitárias.
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