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A tragédia das chuvas no Recife e outras atualidades da semana

O GUIA DO ESTUDANTE selecionou as 5 notícias mais relevantes do Brasil e do mundo nesta semana

Por Taís Ilhéu 3 jun 2022, 10h05

Manter o olho no noticiário é essencial para quem se prepara para os vestibulares. Afinal, as famosas atualidades aparecem como pano de fundo em questões das mais diversas disciplinas, das humanidades às exatas.

Pensando nisso, o GUIA DO ESTUDANTE lança, todas as sextas-feiras, um resumo dos principais acontecimentos da semana.

Abaixo, confira o que aconteceu no Brasil e no mundo na primeira semana de junho:

1. Chuvas causam tragédia no Recife

Recife, a capital pernambucana, sofre desde 23 de junho com as consequências de chuvas torrenciais que atingem também as cidades da região metropolitana. Ao todo, 27 municípios de Pernambuco já decretaram estado de emergência. Para se ter uma dimensão do volume de chuvas, apenas no sábado, dia 28, choveu mais do que o esperado para todo o mês de maio na região. Os deslizamentos de terra têm sido a principal consequência dessas tempestades, provocando a destruição de moradias e muitas mortes.

Mais de uma centena de pessoas perderam a vida na tragédia e muitos ainda estão desaparecidos. Entre os sobreviventes, muitos perderam suas casas e pertencentes: cerca de 7 mil pessoas estão em abrigos.

Ainda não é possível apontar com precisão uma única causa para tanta chuva, mas meteorologistas acreditam que um dos principais fatores é um fenômeno conhecido como Ondas de Leste. Trata-se de uma mudança no regime de ventos do Atlântico que acaba aumentando o volume de precipitação. A má notícia é que ele deve provocar o aumento das chuvas também em outros estados como Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba.

O GUIA DO ESTUDANTE explica neste texto como o problema das enchentes e dos deslizamentos pode cair nos vestibulares.

2. Governo bloqueia R$ 3,2 bilhões do Ministério da Educação

No final da semana passada, o governo federal anunciou o bloqueio de R$ 3,2 bilhões do Ministério da Educação. Quando foi informado da decisão, o MEC, por sua vez, enviou um ofício para as instituições e órgãos sob seu guarda-chuva comunicando que este corte seria repassado de forma linear. Com isso, universidades federais perderão cerca de 14,5% do orçamento para despesas discricionárias – que são todas aquelas não obrigatórias. Na prática, isso significa menos verba para auxílio aos estudantes de baixa e até para despesas como conta de água e energia.

Embora tenha atingido também outras pastas, os ministérios que mais sofreram com o contingenciamento de verbas pelo governo na última semana foram o Ministério da Educação, o da Saúde e o da Ciência e Tecnologia. Os cortes são uma tentativa do governo de reajuster o salário de funcionários públicos, sem furar o Teto de Gastos.

Neste texto, o GUIA DO ESTUDANTE listou outros impactos do bloqueio de verbas do MEC.

3. PEC que previa mensalidade nas universidades públicas é engavetada

O movimento estudantil e entidades ligadas à educação tiveram um motivo para comemoração esta semana. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propunha a cobrança de mensalidade nas universidades públicas acabou engavetada depois de um acordo entre oposição e governistas. Os deputados decidiram interromper a tramitação da PEC antes que ela fosse encaminhada para discussão na CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça.

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A Proposta de Emenda à Constituição 206/19 é de autoria do deputado General Peternelli (União), e sugere que as universidades públicas passem a cobrar mensalidades dos estudantes, exceto os que sejam comprovadamente de baixa renda.

[texto_link]  Neste texto, explicamos detalhadamente o que propõe essa PEC, agora engavetada, e qual a avaliação de especialistas sobre ela.

4. 72% dos brasileiros não acreditam que armas dão mais segurança, indica Datafolha

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada na terça-feira (31) mostrou que os brasileiros não acreditam que armar civis possa garantir mais segurança. O instituto questionou os entrevistados se concordavam com a frase “a sociedade seria mais segura se as pessoas andassem armadas para se proteger da violência”. Segundo a pesquisa, 72% disseram discordar, contra 26% que concordaram.

O Datafolha informou ainda o perfil dos entrevistados que discordam da sentença: são em sua grande maioria mulheres (78%) e pessoas que se autodeclaram pretas (78%). Já o perfil dos que concordam é de homens (32%) com renda familiar superior a dez salários mínimos (37%).

Para entender as mudanças na legislação do porte e posse de armas no Brasil desde o início do governo Bolsonaro, acesse este texto.

5. Bolsonaro veta projeto de lei que alterava o nome de “Dia do Índio” para “Dia dos Povos Indígenas”

O presidente Jair Bolsonaro vetou, nesta quinta-feira (2), um projeto de lei (PL) que propunha uma mudança no nome da data comemorativa hoje conhecida como “Dia do Índio” para “Dia dos Povos Indígenas”. A justificativa do veto foi que o termo “índio” é consagrado na cultura e presente na Constituição, que no Capítulo VIII usa a expressão “Dos Índios”. O projeto de lei, por outro lado, propunha a mudança argumentando que “índio” é um termo preconceituoso e que estigmatiza os povos originários.

O PL era de autoria da deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), única parlamentar indígena. O projeto havia sido aprovado em uma votação simbólica no Congresso, dispensando votação. Para valer, precisava apenas da sanção presidencial.

Em abril, o GUIA DO ESTUDANTE publicou um texto explicando as origens do termo “índio” e porque ele reforça estereótipos em relação aos povos indígenas.

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