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Aula online em 2021? Sem reprovação? Entenda a decisão do CNE

O Conselho Nacional de Educação aprovou um texto que pode mudar a rotina das escolas pós-pandemia; entenda

Por Giulia Gianolla - Atualizado em 6 out 2020, 19h42 - Publicado em 6 out 2020, 19h08

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, a extensão da autorização do ensino remoto até dezembro de 2021 para o ensino básico público e particular. A decisão inclui também a possibilidade de Estados e municípios optarem pela fusão dos anos letivos de 2020 e 2021. Mas o que isso muda, na prática, para os estudantes?

Vou ter aula online no ano que vem?

O CNE não proíbe as aulas presenciais nem adia o retorno das escolas programado em cada Estado neste ano. O que mudou é que, agora, estão autorizadas as atividades online até dezembro de 2021. Isso significa que ainda cabe a cada rede de ensino optar pela resposta que considerar melhor. Na rede pública, a decisão caberá a Estados e municípios. Na rede particular, a cada instituição. De qualquer forma, o documento prevê que a volta às aulas presenciais deve ser gradual e seguindo os protocolos das autoridades sanitárias locais. E um ponto importante: o Conselho prevê a possibilidade de manter atividades exclusivamente online em casos especiais, como estudantes de grupo de risco para a covid-19.

Vão poder me reprovar?

Apesar de não impedir a reprovação em 2020, a decisão recomenda que os sistemas de ensino não retenham os estudantes. Se houver avaliação, a sugestão é usar métodos como trabalhos e pesquisas no lugar das provas tradicionais. Não vai haver exigência de registro de presença nem orientação para a aprovação ou reprovação. A principal preocupação ao reduzir a reprovação é evitar a evasão dos alunos, que tende a aumentar bastante após a pandemia.

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Como fica o conteúdo perdido em 2020?

Como vai ser praticamente impossível recuperar todo o conteúdo que foi perdido ao longo da pandemia – especialmente na rede pública, em que muitos alunos tiveram dificuldades com as atividades online –, a ideia é fundir os anos letivos 2020 e 2021. Ou seja: parte do conteúdo deste ano seria visto no próximo, junto com o do ano seguinte. Muitos estudantes devem se preparar para um ano letivo que deve começar antes e pode continuar até depois do que o normal. Será uma maratona!

Vai ter quarto ano no Ensino Médio?

Como alguns estados demonstraram interesse, o texto abre a possibilidade para um quarto ano letivo do ensino médio. O CNE recomenda que sejam abertas “turmas suplementares” só para estudantes que estavam no terceiro ano do Ensino Médio durante a pandemia e optarem pelo reforço em 2021. A escolha, neste caso, é do próprio aluno! Mas também depende da decisão de cada instituição em disponibilizar ou não as turmas recomendadas. Vale ficar atento para saber qual será a posição de cada uma! 

As medidas ainda precisam ser sancionadas pelo Ministério da Educação, mas dão boas indicações do que esperar da educação pós-pandemia. E de 2021!

 

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