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Canabidiol para fins terapêutico gera debate sobre uso da maconha

Entenda como o composto contribui para o tratamento de epilepsia

Por Redação 22 mar 2021, 11h41

Por Gabriela Del Carmen, Maria Carolina Moura e Stephanie Cid/ Esquinas

As mães que viam o sofrimento diário de suas filhas por causa de uma doença que não respondia aos remédios não imaginavam que uma planta de cultivo proibido seria a solução de seus problemas. A maconha foi a alternativa para a filha de Patrícia Rosa realizar atividades comuns que eram imposibilitadas pelas crises de epilepsia. “A Deborah não conseguia dormir, brincar ou fazer refeições completas”, relembra.

Apesar de oferecer muitos benefícios, o tratamento da epilepsia severa com a maconha ainda é difícil. O uso medicinal da planta só pode ser concedido por autorização judicial e, até 2015, apenas com a importação da substância. Devido à luta de Margarete Brito, primeira mulher a conseguir plantar maconha em casa legalmente no Brasil para cuidar de sua filha, o cultivo da cannabis para tratamento se tornou possível. Brito comenta que os altos custos e burocracia ainda são os maiores obstáculos para quem necessita da planta.

Por a maconha ser vista somente como uma droga recreativa, há certa resistência ao tratamento.
Maria Aparecida de Carvalho, mãe de Clárian, sentiu o estigma da cannabis quando aplicou o medicamento na filha, com crises epilépticas. “Eu fui xingada, excluída de grupos. As pessoas falavam que eu era uma maconheira me escondendo atrás da minha filha”.

 

Mapas das pessoas com autorização para o uso de canabidiol no Brasil
Henrique Artuni/Esquinas/Divulgação
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    Raio-X do canabidiol
    Henrique Artuni/Esquinas/Divulgação

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