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Contra fala de Bolsonaro, estados anunciam que vão manter aulas suspensas

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) emitiu uma nota depois do pronunciamento polêmico do presidente

Por Juliana Morales 25 mar 2020, 17h49

Após pronunciamento polêmico de Jair Bolsonaro, que questionou a suspensão de aulas, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) se pronunciou nesta quarta-feira (25). Em nota, a entidade afirmou que os estados vão manter as aulas suspensas para conter a contaminação pelo novo coronavírus, o  Sar-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

  • Na noite da terça-feira (24), Bolsonaro ignorou as recomendações das entidades de saúde sobre a importância do isolamento social para conter a transmissão do vírus e fez um pronunciamento pedindo o fim do “confinamento em massa” e questionando a suspensão de aulas. A Consed, que reúne as 27 redes estaduais, atendendo 16 milhões de estudantes, escreveu a seguinte nota como reposta,:

    “O Conselho Nacional de Secretários de Educação informa que continuará seguindo as determinações dos Governadores de Estado, norteados pelas orientações da Organização Mundial de Saúde e das principais autoridades médicas e científicas internacionais e nacionais. Desta forma, manter as aulas presenciais suspensas é um ato de responsabilidade, para proteger não apenas a vida dos nossos estudantes e servidores, mas de todos aqueles que estão em seu entorno, especialmente os idosos e com doenças crônicas.”

  • O Conselho Nacional de Saúde considerou que o discurso do presidente, que chamou a doença de “resfriadinho”, “coloca em risco a vida de milhares de pessoas” e que é “uma afronta grave à Saúde e à vida da população”. Segundo a entidade, “a fala prejudica todo o esforço nacional para que o Sistema Único de Saúde (SUS) não entre em colapso diante do cenário emergencial que vivemos na atualidade”.

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