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Coronavírus: China responde publicação racista de Abraham Weintraub

Em post no Twitter, o ministro da Educação aponta que a pandemia seria parte de um "plano infalível" chinês para dominar o mundo

A embaixada da China no Brasil respondeu nesta segunda-feira (6) uma publicação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, alegando que a mensagem tinha um “cunho fortemente racista”, que causa “influências negativas” nas relações entre os dois países. 

O descontentamento se refere a uma postagem já deletada no Twitter de Weintraub, em que o personagem Cebolinha, dos gibis da Turma da Mônica, era utilizado para fazer comentários xenofóbicos sobre o país oriental, ao trocar a letra “r” por “l”. 

Segundo o post do ministro, a pandemia seria parte de um “plano infalível” chinês para dominar o mundo: “Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”.

Em resposta, a embaixada chinesa afirmou que o lado chinês manifesta “forte indignação e repúdio” à atitude. Segundo a nota, a maior urgência neste momento, frente à proporção da pandemia de Covid-19, é unir os países em uma “proativa cooperação internacional”. O governo chinês ainda pede que “alguns indivíduos do Brasil” corrijam “imediatamente os seus erros cometidos e pararem com acusações infundadas contra a China”.

Em sua conta pessoal do Twitter, o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, também se posicionou e afirmou que aguarda “uma declaração oficial do lado brasileiro” sobre a publicação de Weintraub. Ele ainda disse que estão cientes de que “nossos povos estão do mesmo lado ao resistir às palavras racistas e salvaguardar nossa amizade”, e marcou o perfil oficial do Itamaraty.

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