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Desligamentos por morte na Educação crescem 128% em 2021

O número absoluto de desligamentos de profissionais da educação por falecimento representa o maior dos cinco setores levantados.

Por Luccas Diaz 1 jul 2021, 13h57

Durante os meses de janeiro e abril de 2021, 1.479 contratos formais de trabalhadores da área da educação foram extintos por motivo de falecimento. O número representa um aumento de 128% comparado ao mesmo período do ano passado. Quem aponta os dados é um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o boletim, o número de desligamentos por morte na área da educação durante a pandemia foi mais acentuado em Rondônia (1600%), Amazonas (925%) e Mato Grosso (525%), três estados com a maior taxa de mortalidade de covid-19 por habitantes até junho de 2021.

Dos cinco setores coletados (Serviços Domésticos, Eletricidade e Gás, Informação e Comunicação, Educação, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social), a Educação representa o maior número absoluto de perdas, equivalente a 4,2% de todos os desligamentos por morte do país.

Tabela com os dados dos desligamentos de contrato por motivo de morte entre os cinco principais setores de trabalho do país.
Em números absolutos, a área da educação é a que mais sofreu perdas durante a pandemia. DIEESE/Reprodução

Entre os profissionais da educação, os professores com ensino superior que dão aulas no Ensino Médio representam as maiores vítimas, com 93 mortes. O número é três vezes maior ao registrado no mesmo período em 2020, 26, um aumento de 258%.

Trabalhadores ou prestadores de serviço que contribuem para o funcionamento das escolas, como faxineiros, porteiros, zeladores e cozinheiros, somam 263 desligamentos.

Tabela com os dados dos desligamentos de contrato por motivo de morte entre os profissionais da educação.
Os professores de Ensino Médio, com ensino superior, foram os mais afetados na pandemia, com um aumento de 258% de mortes em relação a 2020. DIEESE/Reprodução

Ainda de acordo com o boletim, a faixa etária mais atingida entre os profissionais da educação é a de 30 a 39 anos, com 221 extinções de contrato. No mesmo período de 2020, o número foi de 89, um aumento de 148%.

A campanha de vacinação para profissionais na educação no Brasil começou em meados de maio. O estudo completo está disponível no site do DIESEE.

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