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Como cuidar da saúde física e mental na volta às aulas presenciais

Reunimos dicar para você continuar se cuidando da sua saúde física e mental com a flexibilização do isolamento social

Por Letícia Albuquerque Atualizado em 21 out 2020, 09h39 - Publicado em 21 out 2020, 08h32

Aos poucos, governos estaduais vêm autorizando o retorno das aulas presenciais, sinalizando uma retomada gradual no sistema de ensino. Ainda que haja muitas dúvidas sobre o pleno retorno, é importante refletir sobre a volta às aulas presenciais e se preparar.

Os protocolos de higienização seguem comunicando a importância das medidas preventivas, como o uso da máscara e da higienização das mãos. Mas também apontam novos cuidados no ambiente escolar que é, comumente, um ambiente coletivo. Além disso, o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), programa que desenvolve o cuidado socioemocional em escolas, do grupo Eleva Educação, acredita que a saúde mental deverá receber atenção redobrada.

Enquanto as escolas se preparam para receber os alunos da melhor forma possível, destacamos algumas dicas para você voltar às aulas presenciais preparado.

Diminua a cobrança

Muitos devem estar preocupados com a recuperação do conteúdo escolar. De acordo com a pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, da Conjuve (Conselho Nacional da Juventude), oito em cada 10 jovens entre 15 e 29 anos realizaram alguma atividade via ensino remoto. Mas pelo menos 48% deles sentiram dificuldade em organizar seus estudos em casa. Essa situação pode deixar a sensação de que o ensino ficou defasado e que há muito conteúdo para recuperar.

Porém é preciso diminuir a cobrança sobre si mesmo e reconhecer que passamos por um momento atípico. Diretora executiva e psicóloga do LIV, Joana London comenta que já é difícil lidar com a autocobrança em um momento normal. “É preciso ter um olhar mais cuidadoso agora que estamos socialmente vivendo um momento inesperado”. Apesar da ansiedade para que tudo volte a ser como antes, é preciso reconhecer que estamos aprendendo a lidar com esse “novo normal”. Praticar a “não-cobrança” vai ajudar controlar esse sentimento.

Tenha sua própria garrafa de água

De acordo com as recomendações do Ministério da Educação, as medidas individuais serão uma parte importante no combate à transmissão do novo coronavírus. Por isso, o Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), vem dando consultorias para escolas a fim de garantir segurança na volta às aulas. A infectologista do hospital Maura Salaroli afirma que os bebedouros devem ficar interditados. Então, use somente a sua garrafa de água e tenha cuidado para não encostá-la no bebedouro quando for enchê-la novamente. Lembre-se de que ainda não sabemos quem pode estar infectado com o vírus e que a teoria sobre a suposta menor taxa de transmissão por indivíduos assintomáticos não foi confirmada.

Normalize sua rotina de sono

Dormir é uma das partes mais importantes do aprendizado. Um estudo da Universidade de Lübeck, na Alemanha, de 2017, mostrou que é durante o sono que a memória consolida novas informações. Nessa pesquisa, comprovou-se que aqueles que têm uma boa noite de descanso lembram muito mais das informações úteis.

Então, não adianta tentar recuperar o tempo perdido estudando horas a fio e perdendo noites de sono. Organize seus dias e horários de estudo e mantenha, pelo menos, 8 horas de diárias de sono.

Não abandone a máscara e o álcool em gel

Essa recomendação foi a mais repetida durante a pandemia, certo? Mas é importante lembrarmos que, mesmo com a abertura dos espaços públicos, a máscara e o álcool em gel serão os nossos companheiros. O Sírio Libanês aponta a importância de as escolas disponibilizarem álcool em gel em todos os ambientes. Mas Maura afirma ser importante, também, que cada aluno carregue a sua solução e higienize as mãos com frequência, principalmente ao tocar superfícies de contato coletivo, como portas e corrimões, por exemplo. E a higienização deve ser feita da maneira correta: o gel deve entrar em contato com a mão inteira e deve-se esfregar por, pelo menos, 20 segundos.

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Já sobre a máscara, ela comenta que será importante ter uma ou duas reservas para uma possível substituição. Não existe uma obrigatoriedade de trocar a máscara após refeições ou um período específico de tempo, mas a troca deve ser feita caso a máscara usada fique úmida. É sempre bom ter dois recipientes: um para guardar as máscaras limpas e outro para colocar as que ficarem sujas.

Esteja atento ao que você sente…

A pandemia provoca um turbilhão de sentimentos. É normal que, nessa volta, estejamos cheios de medos, preocupações e ansiedade. Estar atento a si mesmo inclui organizar seus estudos e recuperar os conteúdos necessários, como comentamos antes, mas também aos seus sentimentos.

“Todos nós somos atravessados pela ansiedade, mas é preciso reconhecer quando ela nos impulsiona para realizar as coisas e quando ela nos paralisa”, diz Joana. Tentar perceber quando você não está se sentindo motivado e ter uma rede de apoio, seja na escola, na própria família ou com os colegas, é importante. “Pode parecer simples, mas, às vezes, esquecemos de pedir ajuda”, afirma.

… E também aos seus colegas

Apesar de todos terem passado pela pandemia, cada um viveu experiências muito diferentes. Algumas pessoas passaram por momentos difíceis, perderam pessoas próximas ou podem até se sentir desmotivadas frente aos acontecimentos. Esteja atento aos seus colegas e tente entender a vivência do outro. A psicóloga do LIV conta que vai ser um momento importante para os adolescentes se fortalecerem como grupo, o que significa criar espaços seguros para conversarem entre si e se apoiarem.

Distância no intervalo

Nesse momento, o recreio exigirá um cuidado maior dos alunos. Isso porque, para se alimentar, os estudantes devem retirar as máscaras, sendo mais expostos, então, ao risco de contágio. O Sírio-Libanês pede que as escolas estabeleçam um período mais breve para o intervalo, além de orientar que os alunos mantenham o distanciamento de 1,5 m (ou dois braços de distância) e evitem conversar. Aliás, os estudantes não devem dividir o lanche trazido de casa.

Não compartilhe seu material

Outro ponto importante é evitar o compartilhamento dos materiais. Sabe quando você se dá conta de que esqueceu a caneta em casa? Evite pedir para os colegas ou mesmo de emprestar seus materiais – canetas, cadernos ou mesmo folhas de papel. Maura menciona que, “se o compartilhamento for inevitável, o objeto deve ser higienizado ou você deve higienizar as mãos antes e após tocar o material”.

Evite aglomerações

Seja na entrada e na saída da escola ou durante os intervalos, evite formar aglomerações com seus colegas de classe. Mantenha-se atento ao distanciamento de dois braços (como mencionamos acima) e evite formar rodas de conversa com muitas pessoas e, também, praticar brincadeiras coletivas. Esportes como futebol, basquete e qualquer outro que envolva contato não devem acontecer mesmo nas aulas de Educação Física. Evite, também, ambientes pequenos e fechados como os elevadores.

O olhar

Enquanto os sorrisos estão cobertos pela máscara e os abraços não são possíveis, é preciso encontrar outras formas de demonstrarmos afeto. Para Joana, por um lado, “esse é um convite interessante, porque o olhar diz muito e a gente aproveita pouco”. Essa vai ser a maneira, pelo menos por um tempo, para demonstrar afeto e para se comunicar.

“Imaginávamos que os jovens iam caminhar para esse mundo virtual, mas, agora, acredito que eles vão fortalecer outros tipos de relações e talvez valorizar ainda mais as relações e a presença física”, conta Joana.

Apareceu algum sintoma?

Não vá à escola! Maura afirma que, diferentemente do protocolo habitual, é importante que as escolas incentivem os alunos a ficarem em casa caso algum sintoma, mesmo que pequeno, apareça. “É importante que essa medida seja incentivada para os alunos e para os pais”, diz. Nada de seguir aquela regra antiga de só anular a falta caso o aluno tenha um atestado médico. Então, evite colocar seus colegas e a si mesmo em risco mesmo que ainda não tenha certeza sobre a testagem positiva para a covid-19.

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