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Ideb: Ensino Médio melhora, mas continua desigual e abaixo do esperado

Apesar de ter tido o maior avanço da história, os anos finais causam grandes preocupações, ainda mais depois da pandemia

Por Juliana Morales Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
15 set 2020, 15h02
sala de aula vazia
 (iStock/iStock)
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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, divulgado nesta terça-feira (15), aponta que, apesar de ter tido o maior avanço da história, o nível de qualidade do Ensino Médio brasileiro continua abaixo da meta.

Entre 2005 e 2017, o Ideb do ensino médio brasileiro cresceu 0,4 ponto, de 3,4 para 3,8 pontos. Em 2019, o indicador alcançou 4,2 pontos, o maior crescimento em um ano, depois de quatro anos de estabilidade. Entretanto, essa média é ainda bem inferior à que deveria ser cumprida neste ano pelo país. Somando escolas públicas e particulares, a média deveria chegar aos 5 pontos.

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(Inep/Reprodução)

Os resultados, ainda que mostrem uma melhora, vêm acompanhados de pontos de desigualdade. A primeira é entre as regiões do Brasil: 39,4% das cidades do Norte e 21,1% das do Nordeste têm Ideb menor que 3,1 nas escolas estaduais. Enquanto, no Sudeste, apenas 2% dos municípios apresentam um índice tão baixo.

A diferença entre as redes particular e a estadual também preocupa. Na rede privada, responsável por 12,2% das matrículas de Ensino Médio do país, o desempenho médio no Ideb foi de 6. Na rede estadual,  é de 3,9.

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O que é o Ideb?

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado em 2007 para monitorar o desempenho da educação no Brasil. Ele é calculado a partir dos dados sobre aprovação, obtidos no Censo Escolar, e dos resultados do Saeb.

Ensino Médio depois da pandemia

Como mostram os dados acima, o Ensino Médio brasileiro sempre precisou lidar qualidade ruim de aprendizagem. Além da evasão, que deve se tornar ainda mais preocupante após o período de ensino a distância forçado pela pandemia.

E o retorno às aulas presenciais não será uma tarefa fácil: as preocupações vão desde o cuidado emocional com alunos e professores até a questão do espaço e como obedecer às regras de distanciamento para evitar o contágio. E não para por aí. Na volta, as escolas vão precisar enfrentar a inevitável defasagem no aprendizado. O GUIA fez uma reportagem explicando por que o Ensino Médio brasileiro vai precisar de atenção e reforço no pós-pandemia. 

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Apesar de ter tido o maior avanço da história, os anos finais causam grandes preocupações, ainda mais depois da pandemia

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