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Qual é a máscara ideal para se proteger contra a covid-19?

É importante conferir as especificidades de cada modelo para não achar que está seguro quando, na verdade, não está

Por Julia Di Spagna 31 mar 2021, 20h13

Após um ano de pandemia, a máscara já virou – ou deveria ter virado – item fundamental para sair de casa. Foram criados diversos modelos, estilos e estampas para deixá-las mais “atrativas” e para que as pessoas se sentissem mais confortáveis durante o uso. O problema começa quando esse conforto ou até preocupação estética passa a atrapalhar a eficácia da proteção. 

Algumas regras básicas para garantir a segurança estão relacionadas ao formato, à higienização do material e a forma de colocar a máscara. Em primeiro lugar, ela deve cobrir completamente nariz e boca, e é importante que não sobre nenhuma fresta entre o material e a bochecha. 

Para verificar a vedação, você pode realizar dois testes:

  • cubra a maior parte possível da superfície da máscara com as mãos e expire. Assim, será possível conferir se o ar está vazando pelas laterais. Dica: passe um espelho nas bordas para checar se ele embaça
  • veja se a máscara cede quando você inspira ou se infla ao expirar. E se você usa óculos e eles embaçam, a vedação também não está correta

Para saber o tempo ideal para trocar a máscara ou como higienizá-la vale conferir caso a caso, já que pode variar bastante de acordo com o modelo. E é fundamental tomar cuidado na hora de colocar ou tirar o item – sempre higienize bem as mãos antes e depois.

Com essas regrinhas em mente, chegou a hora de avaliar os modelos. Vale ressaltar que alguns modelos que antes eram tipos usados no início da pandemia acabaram sendo contestados por pesquisas recentes e autoridades. Então, tome cuidado para não sair com uma máscara e achar que está protegido quando, na verdade, não está.

E lembre-se: mesmo com o uso das máscaras, o distanciamento social ainda é essencial para impedir a disseminação da doença. 

Tecido

máscaras
Freepik/Reprodução

Essas máscaras ficaram bem populares no início da pandemia e conhecidas por permitir diferentes estampas, cores, estilos e formas. Além disso, elas podem ser lavadas e reutilizadas, gerando uma boa economia. A questão é que pesquisas apontam que esse modelo não é tão eficaz assim, principalmente porque ele deixa brechas entre a pele e o material, por onde a pessoa pode se contaminar.

Hoje, uma das recomendações para quem tem esse modelo em casa é usá-lo por cima da máscara cirúrgica, aumentando a vedação e automaticamente colocando uma camada a mais de proteção. 

Vale lembrar, que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as máscaras de pano tenham três camadas de tecido: a camada exterior com material resistente à água (polipropileno e/ou poliéster); a do meio, de material sintético ou algodão, para atuar como filtro; e a interior, de material que absorva a água, como o algodão.

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Tricot

Essa máscara também ficou entre as mais populares por ter sido usada por blogueiras e artistas. Ela se adapta bem ao rosto e é considerada melhor para respirar, mas possui grandes aberturas na malha que acabam permitindo a passagem de partículas. 

Cirúrgica

cirúrgica
Freepik/Reprodução

As máscaras cirúrgicas são descartáveis e conseguem filtrar partículas menores que os outros tecidos, aumentando a eficácia da proteção. Boa parte dos fabricantes coloca uma espécie de arame na parte superior, permitindo ajustar ao nariz, vedando bem essa parte (o que não é o caso da imagem acima). A vedação lateral também não é tão boa, com um vazamento nas bochechas. Por isso, como já mencionamos, sempre tente usá-la com a máscara de tecido por cima. 

N95

Um dos modelos mais seguros, a N95 é usada por profissionais da saúde. São cinco camadas de proteção e que se encaixam no rosto, vedando bem todas as extremidades: nariz, bochechas e queixo. Está entre as mais caras.

  • PFF2

    pff2
    Getty Images/Reprodução

    Nos últimos tempos, a PFF2 ganhou força por oferecer alta proteção por um valor mais acessível. Ela vem com o clipe nasal e adere bem ao rosto. Por isso, é a mais indicada principalmente em ambientes fechados, como transportes públicos e outros locais com possíveis aglomerações. Ela também é um pouco mais rígida que os outros modelos, o que evita que ela raspe no nariz, trazendo mais conforto.

    Com válvula

    válvula
    Getty Images/Reprodução

    Esse modelo vem com uma válvula para facilitar a saída de ar. Embora a pessoa que esteja com a máscara esteja protegida, essa saída permite que partículas virais sejam expelidas. Ou seja, se a pessoa estiver contaminada, ela será um risco para quem estiver por perto. O modelo foi, inclusive, proibido nos voos da Latam.

    De vinil ou M85

    A máscara de vinil, ou M85, ficou conhecida por ser um dos poucos modelos transparentes, mas além de não ter uma boa adesão, o material não é capaz de filtrar o ar tanto inspirado quanto expirado.

    Face shield

    face shield
    Freepik/Reprodução

    Em primeiro lugar, é importante saber que o face shield protege olhos e rosto, mas não as vias respiratórias: ele não filtra o ar, algo que mesmo as máscaras menos eficazes conseguem proporcionar. 

    Mas, se usado junto com uma máscara, o equipamento se torna um grande aliado na proteção. Inclusive, são recomendados para profissionais em atividades que demandam um contato a curta distância, como cabeleireiros, maquiadores, garçons e vendedores. Porém, mesmo nesses casos, sempre que possível é importante manter o distanciamento de um metro e meio.

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