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Segunda onda do coronavírus: como o mundo está lidando com a pandemia

Países voltam a enfrentar uma escalada no número de casos. Veja o que está sendo feito nos EUA, China, Argentina, Irã, Nova Zelândia, Itália e Espanha

Por Wender Starlles Atualizado em 20 out 2020, 22h35 - Publicado em 20 out 2020, 21h37

Apesar do Brasil ser o terceiro país com o maior número de casos de Covid-19, diversos estados brasileiros apresentam flexibilização das restrições sanitárias estabelecidas como forma de prevenção à pandemia, e estão retornando com as atividades comerciais, trabalhos presenciais e aulas da rede pública e particular. Porém, países que tomaram a mesma decisão meses atrás, atualmente enfrentam a chamada “segunda onda” de contágios e tiveram que adotar novamente as medidas preventivas para conter o avanço de novas infecções.

Confira alguns dos principais eventos que ocorreram no mês de outubro para você saber como outros países estão lidando com o coronavírus:

1- Nova Zelândia: Em maio, começou uma sequência de 102 dias sem contágios. Depois desse período, as autoridades encontraram um novo foco da doença em Auckland, maior cidade do país. Isso levou 1,5 milhão de pessoas a ficarem confinadas durante três semanas até o início de setembro. A primeira-ministra, Jacinda Ardern, afirmou que o governo estava trabalhando muito para prevenir esse cenário, mas também havia se preparado para enfrentá-lo. Em pouco mais de três semanas o surto estava totalmente controlado. O sucesso do combate contra a Covid-19 colocou a premiê neozelandesa em destaque mundial. Jacinda também se tornou a governante mais popular do século no país, o que garantiu a ela uma reeleição para o segundo mandato. Até agora, a Nova Zelândia registrou apenas 25 mortes pela doença.

2- Espanha: Permitiu uma “vida normal” aos moradores de Madri e municípios vizinhos. Hoje, o país passa por uma segunda onda do vírus. O governo declarou estado de emergência e voltou com as regras de isolamento. Algumas autoridades estudam implantar toque de recolher para impedir a propagação acelerada da Covid-19. Os últimos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde espanhol colocam a taxa de letalidade em cerca de 1%, nível considerado baixo em relação ao período de pico da pandemia registrado no primeiro semestre, que chegou a 12%.

3- Estados Unidos: Após três meses de confinamento, restaurantes e bares voltaram a abrir as portas para o consumo em Nova York, uma das cidades mais atingidas pelo vírus. No entanto, um dos pilares da economia da cidade, os teatros da Broadway retornarão apenas em junho de 2021. Esse é o período mais longo da história que os palcos estarão fechados. Quando a quarentena começou, trinta e um espetáculos estavam em produção. De acordo com o presidente da Broadway League, Charlotte St. Martin, o impacto econômico desse setor na região é de US$ 14,8 bilhões.

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4- China: A cidade de Qingdao anunciou, no dia 12, que vai testar todos os habitantes, aproximadamente 9 milhões de pessoas, após descobrir novos casos da doença num hospital. Mas não é a primeira vez que a testagem em massa é realizada no país. Em maio, a China fez esse procedimento em 11 milhões de habitantes de Wuhan — epicentro da pandemia. As novas infecções foram registradas na volta do feriado da Semana Dourada da China. De acordo com o Escritório Municipal de Cultura e turismo de Qingdao, 4,47 milhões de turistas passaram pela cidade durante o período.

  • 5- Itália: No dia 14, novas restrições foram anunciadas para diminuir o número de casos, que voltou a crescer. A população está proibida de realizar festas e o governo também recomendou o uso de máscaras até mesmo dentro de casa. Com a chegada da segunda onda, o debate sobre declarar lockdown — bloqueio total das atividades nas cidades — começou a ganhar força. Por enquanto, as autoridades descartam a hipótese, mas declararam que isso vai depender da evolução da curva de contágio da doença.

    6- Irã: Enquanto muitos países ainda enfrentam a segunda onda da covid-19, o Irã atualmente luta para conter os avanços da terceira fase de contágios, denominada por muitos especialistas como a mais mortal até agora. O ministro da Saúde iraniano, Saeed Namaki, declarou que isso está acontecendo porque os protocolos sanitários foram totalmente ignorados pela população. No dia 14, o país persa bateu recorde de infecções diárias com 4.830 registros. Já são mais de meio milhão de casos confirmados e 30 mil mortes provocadas pela pandemia. Muitos descrevem a situação da capital, Teerã, e de subúrbios da região como estado crítico. Desde o último sábado, o governo anunciou que o uso de máscaras é obrigatório. Quem desrespeitar a regra pagará multa de US$ 6,60 (R$ 37). O chefe da Associação Médica Iraniana, Mohammad Reza Zafarghandi, que é escolhido pelo governo, acusa as autoridades de ignorar as diversas advertências feitas pelas equipes de especialistas. Se esse quadro continuar, o número de mortos pode chegar a 300 mil.

    7- Argentina: O país ultrapassou, no dia 19, a marca de 1 milhão de casos do novo coronavírus e já é quinto do mundo a atingir essa marca. Mesmo depois de passar por uma quarentena nacional e obrigatória, que foi decretada pelo presidente Alberto Fernández, no início da pandemia, o número de mortos passa dos 26 mil. O prolongamento desse período deixou muitos argentinos exaustos. Em junho, em um feriado nacional, milhares saíram para protestar em diversas cidades. Nas últimas semanas, os municípios do interior tiveram um aumento significativo no número de contágios. Isso aconteceu logo depois que Buenos Aires conseguiu controlar a taxa de infecções. Algumas atividades sociais, administrativas, comerciais e industriais já foram restabelecidas. Porém, ainda continuam proibidas qualquer tipo de reunião pública ou eventos que gerem grandes aglomerações de pessoas.

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