logo-ge

10 temas internacionais para você estudar em 2018

Das eleições na América Latina à Copa da Rússia, passando pelo Oriente Médio: confira os principais assuntos mundiais que devem cair nas provas

O ano está apenas começando e para você que vai prestar vestibular é importante estar ligado nos principais acontecimentos que irão pautar o mundo em 2018. A seguir, selecionamos 10 temas internacionais que estarão em evidência no noticiário e podem ser cobrados nos exames:

Donald Trump e globalização

Donald Trump em pronunciamento

Donald Trump em pronunciamento (Tom Pennington/Getty Images)

Em seu primeiro ano de mandato, em 2017, Donald Trump tomou uma série de iniciativas polêmicas. Retirou-se do Acordo de Paris, que estabelece metas de redução de gases do efeito estufa, e do Acordo Transpacífico, um bloco destinado a ser a maior área de livre-comércio do mundo. Além disso, contrariou a comunidade internacional a reconhecer Jerusalém como capital de Israel e adotou medidas para impedir a entrada de imigrantes muçulmanos nos EUA.

Essas ações demonstram o pouco apreço de Trump ao sistema internacional e o seu desejo de retirar o país do protagonismo mundial. A histórica liderança que os EUA exerciam nos principais temas mundiais começa a se esvaziar, abrindo espaço para que novos atores ocupem esse papel. Países como China, Alemanha, França e Rússia começam a ampliar sua influencia em temas (comércio, globalização) e regiões geopolíticas (Oriente Médio, África) antes sob domínio norte-americano. Em 2018, Trump pode aprofundar essa política ao retirar-se do Nafta, o bloco comercial que divide com México e Canadá, e tentar esvaziar ainda mais o poder da ONU. Internamente, as investigações sobre seu possível envolvimento na interferência da Rússia durante eleições presidenciais continuarão avançando e podem abalar a sua presidência.

Brexit e União Europeia

Grafite do artista Banksy, em Dover, na Inglaterra, faz alusão à saída do Reino Unido da União Europeia

Grafite do artista Banksy, em Dover, na Inglaterra, faz alusão à saída do Reino Unido da União Europeia (Carl Court/Getty Images)

2018 promete ser um ano decisivo para as negociações que irão determinar as condições para a retirada do Reino Unido da União Europeia – o Brexit. Votado em 2016, britânicos e europeus têm até o início de 2019 para definir os termos do divórcio. Para o Reino Unido, o ideal é recuperar o controle sobre suas fronteiras e a soberania política e econômica. No entanto, o país quer manter os privilégios do acesso ao mercado europeu e os vantajosos acordos comerciais com a região. Mas a União Europeia promete jogar duro para mostrar que não é vantajoso abandonar o bloco e desestimular outros membros que queiram seguir o exemplo britânico.

Paralelamente, a União Europeia enfrenta outros problemas internos. Pretende avançar em reformas que garantam maior autonomia econômica aos membros sem perder a unidade do bloco – o problema é como resolver esse dilema. O descontentamento de muitas nações com o fraco desenvolvimento econômico e o aumento da imigração abrem espaço para a ascensão de políticos nacionalistas, com um discurso anti-europeu, que vêm ampliando sua participação nos parlamentos locais.

Turbulências no Oriente Médio

A cidade de Jarablus, na Síria, destruída após ataques do Estado Islâmico, em 2016 A cidade de Jarablus, na Síria, destruída após ataques do Estado Islâmico, em 2016

A cidade de Jarablus, na Síria, destruída após ataques do Estado Islâmico, em 2016 (Defne Karadeniz/iStock)

Nada indica que a região mais turbulenta do planeta tenha um ano livre de crises em 2018. É verdade que a principal ameaça extremista, na figura do Estado Islâmico, perdeu bastante poder em 2017 e mantém presença apenas em pontos isolados da Síria e do Iraque. Mas a guerra civil na Síria entra em seu oitavo ano sem perspectivas de ser encerrada. O ditador Bashar al-Assad ganhou força com a ajuda da Rússia, mas grupos rebeldes ainda resistem e tentam derrubá-lo do poder.

Além disso, há a guerra civil no Iêmen, que desde 2015 opõem as forças do governo sunita contra os rebeldes houtis, formado por xiitas. Esse conflito interno começa gradualmente a ganhar proporções regionais, alimentando uma das maiores rivalidades do Oriente Médio. O governo iemita tem o apoio da Arábia Saudita, enquanto os houtis recebem ajuda do Irã. O aumento da tensão colocam as duas potências regionais à beira de um confronto aberto.

Falando no Irã, os primeiros dias de 2018 foram marcados por intensas manifestações populares contra a crise econômica e a falta de liberdade, em desafio direto à autoridade da teocracia que governa o país. Outra possibilidade que pode deixar a situação mais complicada é uma eventual suspensão do acordo nuclear entre Irã e Estados Unidos. Em 2017, Trump não validou o acordo e agora cabe ao Congresso norte-americano decidir se mantém os termos que impedem o Irã de avançar em seu programa nuclear ou rompe de vez com o tratado.

Eleições na América Latina

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Spencer Platt/Getty Images)

Em 2018, cinco países com importante peso econômico e político na região realizarão eleições presidenciais: Brasil, México, Colômbia, Paraguai e Venezuela. Além disso, o regime cubano, irá decidir quem irá suceder o presidente Raúl Castro, mas sem eleições diretas.

O cenário político na América Latina vem sendo marcado por denúncias de corrupção e descrença na classe política, o que torna o cenário eleitoral imprevisível nesses países. A região, que na década passada caracterizou-se pelo predomínio de governos de esquerda e centro-esquerda, começa a dar uma guinada à direita, principalmente após a posse de Mauricio Macri na Argentina, Michel Temer no Brasil e Pedro Pablo Kuczynski, no Peru. Na Venezuela, que enfrenta grave turbulência política e econômica, as eleições de dezembro devem acirrar ainda mais a polarização política.

Rússia: Copa e geopolítica

Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin. (Sean Gallup/Getty Images)

2018 é ano de Copa do Mundo, e todas as atenções do planeta estarão voltadas para o país-sede, a Rússia. Portanto, serão grandes as chances de o país ser abordado nos vestibulares deste ano. Mas não será tão difícil assim se inteirar sobre a Rússia. A mídia deve explorar bastante não apenas o evento esportivo, mas as principais questões sociais, políticas e econômicas do país.

O evento se transformará no palco ideal para que o presidente Vladimir Putin, que concorrerá à reeleição nas eleições de março, tente mostrar uma imagem positiva de seu país ao mundo. Apesar do baixo preço do petróleo, seu principal item de exportação, e das sanções econômicas impostas pelas Europa e pelos EUA, a Rússia vem tentando superar essas dificuldades com o estímulo à produção e ao comércio interno.

Geopoliticamente, o país ainda é visto pelas potências ocidentais com preocupação, principalmente após os distúrbios na Ucrânia em 2014, que levaram a Rússia a anexar a Crimeia. No Oriente Médio, Putin elevou o status de seu país ao desempenhar papel decisivo na luta contra o Estado Islâmico e na manutenção de seu aliado, o ditador Bashar Al-Assad, no comando da Síria. Internamente, a Rússia é criticada por perseguir a oposição política e as minorias, principalmente homossexuais.

O risco permanente da Coreia do Norte

Protesto em Seul, capital da Coreia do Sul, contra teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em janeiro de 2016. Cartaz mostra a imagem do líder norte-coreano Kim Jong Un

Protesto em Seul, capital da Coreia do Sul, contra teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em janeiro de 2016. Cartaz mostra a imagem do líder norte-coreano Kim Jong Un (Chung Sung-Jun/Getty Images)

O ano começou com uma notícia promissora: representantes da Coreia do Norte e do Sul tiveram o primeiro encontro oficial em dois anos. Na conversa os norte-coreanos anunciaram que devem mandar uma delegação de atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. No entanto, a prudência recomenda não esperar muitos progressos.

Desde a guerra entre as duas Coreias (1950-1953), as relações entre os dois países são pautadas pela hostilidade, com algumas tentativas frustradas de negociações em intervalos esporádicos. Os significativos avanços no programa nuclear norte-coreano realizados no ano passado fortaleceram o regime de Kim Jong-Un e lhe deram poder para negociar concessões econômicas com os EUA. Embora uma guerra não esteja nos planos de nenhum dos lados envolvidos, o risco aumenta diante de qualquer erro de cálculo – um teste de um foguete norte-coreano que atinja acidentalmente o Japão, por exemplo, pode desencadear um conflito de grandes proporções.

A China se consolida como potência

O presidente da China, Xi Jinping durante conferência à imprensa, em Pequim, em janeiro de 2018

O presidente da China, Xi Jinping durante conferência à imprensa, em Pequim, em janeiro de 2018 (Mark Schiefelbein/Getty Images)

O presidente chinês Xi Jinping ampliou ainda mais sua liderança interna após o Congresso Nacional do Partido Comunista, realizado no ano passado. Com ar confiante, anunciou que a China está preparada para assumir o papel de potência mundial e o protagonismo nas relações internacionais. Para isso, a China avança em sua diplomacia econômica, investindo em projetos de infraestrutura e empréstimos em diversas partes do mundo para angariar aliados.

Paralelamente, o país tenta preencher o vácuo de poder, com a gradativa retirada dos EUA da defesa do sistema mundial e de seu papel de protagonista das principais decisões internacionais. Xi Jinping vem se tornando uma das vozes mais proeminentes na defesa da globalização e do livre-comércio e se firma como uma liderança mais ponderada do que o presidente norte-americano Donald Trump.

Terrorismo sem trégua

 (divulgação/Divulgação)

As derrotas sofridas pelo Estado Islâmico (EI) no último ano e a perda de territórios na Síria e no Iraque podem dar a entender que a organização extremista está acabada. De fato, ao desfazer seus planos de formar um califado no Oriente Médio e se contentar com o controle de apenas algumas regiões pontuais, o EI perdeu seu poder de fogo.

Com seus objetivos prejudicados no Oriente Médio, o grupo deve mobilizar seus adeptos e suas ações para promover atentados terroristas  no resto do mundo. Tudo indica que em 2018 deve-se manter a tendência de ataques cometidos pelos chamados “lobos solitários”, nome dado a jihadistas que, de forma autônoma, perpetram atentados individuais. Apesar de ser menos letais, esses ataques são mais difíceis de serem detectados pelas forças de segurança e representam um enorme desafio para as autoridades.

Natureza em fúria

Inundação na cidade de Houston após o furacão Harvey

Inundação na cidade de Houston após o furacão Harvey (Win McNamee/Getty Images)

A temperatura do planeta vem batendo seguidos recordes desde o início do século, um sinal inequívoco das alterações climáticas pelas quais a Terra vem passando. Se o cenário mais catastrófico, como a elevação do nível dos mares a ponto de fazer submergir ilhas e cidades costeiras, deve ocorrer a médio e longo prazo, alguns fenômenos climáticos já começam a se intensificar como consequência do aquecimento global.

Em 2017, a temporada de furacões no Oceano Atlântico foi uma das mais violentas dos últimos anos e as chuvas de monções no Sudeste Asiático deixaram milhares de mortos. A tendência é que 2018 não seja diferente e diversos pontos do planeta sejam atingidos por extremos climáticos. Além de furacões, tufões e tornados mais intensos, o mundo deve presenciar fortes nevascas, como vêm ocorrendo neste inverno no hemisfério norte, secas prolongadas e violentos temporais. Para os especialistas, se as alterações climáticas não são responsáveis pela ocorrência direta desses fenômenos, o aquecimento global ajuda a torná-los mais intensos

Imigração

Migrantes são escoltados pela polícia na região de Brezice, na Eslovênia, em outubro de 2015: autoridades europeias relutam em permitir a entrada de refugiados

Migrantes são escoltados pela polícia na região de Brezice, na Eslovênia, em outubro de 2015: autoridades europeias relutam em permitir a entrada de refugiados (Jeff J Mitchell/Getty Images)

O mundo vive atualmente a mais grave crise imigratória desde o final da II Guerra Mundial. O que leva milhões de pessoas a se deslocar para locais distantes de sua terra natal são as guerras e perseguições que estão em curso em diversos países, principalmente na África, no Oriente Médio e outras partes da Ásia. Como esse cenário turbulento permanece, tudo indica que 2018 deve registrar novamente um enorme fluxo de pessoas em busca de melhores condições de vida.

Com a persistência dessa crise, a reação dos países que recebem imigrantes pode endurecer. Na Europa já há um forte movimento entre algumas nações para restringir o acesso de refugiados e criar meios legais para deportá-los. Nos EUA, Donald Trump insiste em reprimir a entrada de imigrantes de alguns países muçulmanos e pode ampliar as restrições para outras nações. Em 2018, algumas das rotas de refugiados menos evidentes podem ganhar maior relevância, como na África ou na Ásia.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

  1. Rafael Torres

    11 – A Nova Direita

    Curtir