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Da Arpanet ao Facebook: uma breve história da internet

A rede mundial de computadores vem se expandindo desde os anos 1960 e, atualmente, enfrenta desafios relacionados à segurança e à privacidade dos usuários

Nesta semana, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, prestou depoimento no Congresso norte-americano. Ele foi convocado a depor após a confirmação do vazamento de dados de pelo menos 87 milhões de usuários do Facebook. O problema surgiu quando a empresa de consultoria política Cambridge Analytica utilizou um aplicativo para coletar ilegalmente as informações dos usuários da rede. De posse do perfil dessas pessoas, a empresa formatou a campanha política de Donald Trump em 2016. Analistas acreditam que o vazamento dos dados e a atuação da Cambridge Analytica tiveram papel determinante para a vitória do atual presidente dos EUA.

Desde que surgiu, nos anos 1960, a internet encurtou distâncias e facilitou globalmente o acesso à informação. Mas a sua expansão também está ligada a uma série de questões que ainda não foram totalmente regulamentadas para proteger a privacidade dos usuários. Empresas e governos podem usar o conhecimento tecnológico para obter de forma ilegal dados de pessoas que acessam a internet e usá-los para benefícios comerciais e eleitorais.

Este é apenas o mais recente capítulo da história da internet, que está em constante expansão. Confira a seguir, um breve histórico de como a rede mundial de computadores evoluiu até os dias de hoje.

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O NASCIMENTO DURANTE A GUERRA FRIA

 (Jack Taylor/Getty Images)

O surgimento da internet, nos anos 1960, está relacionado ao contexto da Guerra Fria, período do pós-guerra, entre 1945 e 1991, em que os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS), liderando blocos ideológicos antagônicos, disputavam a hegemonia econômica e a influência política, militar, ideológica e até esportiva em todos os continentes. No ambiente de tensão da época, crescia no Departamento de Defesa dos EUA a preocupação com o fato de que toda a comunicação das Forças Armadas norte-americanas estava centralizada em um único computador, no complexo do Pentágono, em Washington. Para evitar que o sistema militar pudesse entrar em colapso na hipótese de um ataque soviético, um órgão ligado ao Departamento de Defesa, a Agência de Projetos em Pesquisas Avançadas (Arpa, na sigla em inglês), desenvolveu um projeto de interligação de computadores de várias universidades norte-americanas. Essa rede, sem um centro definido, foi batizada de Arpanet, e entrou em operação em 1969.

EXPANSÃO DO USO CIVIL

 (iStock/iStock)

No decorrer da década seguinte, seu alcance se expandiu para outras universidades, com uma capacidade de transmissão e troca de informações ainda pequena, baseada no uso de telefones analógicos. A partir dos anos 1980, com o desenvolvimento da fibra óptica, as possibilidades de conexão melhoram muito, abrindo espaço para a viabilização de uma rede de uso civil mais ampla. Paralelamente, crescia o número de computadores pessoais.

HTTP E WWW

 (iStock/iStock)

Além dos avanços na transmissão de informações, a padronização da forma de troca de dados foi fundamental para expandir a rede. Em 1989, o engenheiro inglês Tim Berners-Lee, do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), criou um padrão para organizar informações em texto e imagem: o formato de hipertexto (textos conectados através de links) foi responsável por manter as informações interligadas e permitir a consulta de dados em outros documentos sobre o mesmo assunto. É a origem do http, abreviação em inglês para “protocolo de transferência de hipertexto”.

Ainda no início da década de 1990, Berners-Lee lança a “world wide web, ou www” – a rede mundial de computadores –, que logo se transforma no sistema pelo qual circulam as informações organizadas em hipertexto em todo o planeta. O impulso que faltava para a disseminação da internet vem com o surgimento de programas específicos de navegação pela rede para computadores pessoais, como o Netscape (1994) e o Explorer (1995).

GOOGLE

 (iStock/iStock)

Entre o fim dos anos 1990 e o início do século XXI, a expansão da internet é marcada principalmente pelo crescimento dos sites de busca, que vasculham a rede por meio de seus algoritmos  (veja box abaixo) atrás de assuntos de interesse do internauta e os apresentam por ordem de relevância, segundo critérios nem sempre claros. O Google, criado por Sergey Brin e Larry Page em 1998, em poucos anos passou a dominar o segmento de ferramentas de buscas.

Como funciona um algorítimo

Como o computador faz as tarefas exatamente como você quer? A resposta para esta pergunta é mais simples do que parece: ele segue as instruções. Para que consiga entender o que o usuário quer, ele precisa de uma linguagem específica. Para fazer essa interação entre homem e máquina, foram desenvolvidas as linguagens de programação, que usam uma ferramenta lógica: os algoritmos. Um algoritmo nada mais é do que uma receita passo a passo dos procedimentos necessários para a resolução de uma tarefa. Em termos mais técnicos, é uma sequência lógica e definida de instruções a serem seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa.

FACEBOOK

 (Carl Court/Getty Images)

À medida que a internet se expande, amplia-se sua estrutura física, com cabos transoceânicos, servidores e provedores, boa parte deles mantidos em território norte-americano. A partir de meados da década de 2000, um novo tipo de site começa a conquistar espaço com o lançamento do MySpace (2003), do Orkut (2004), do Facebook (2004) e do Twitter (2007). É o início da expansão das redes sociais, sites em que os internautas cadastram amigos e formam teias de relacionamento. Lançado por Mark Zuckerberg, um estudante da Universidade Harvard, o Facebook tem 2,2 bilhões de usuários ativos por mês. Criado com o objetivo de conectar as pessoas, o Facebook passou a ter sua imagem desgastada pela disseminação recorrente das fake news – as notícias falsas que aparentam ser verdadeiras, utilizadas principalmente para fins políticos. Agora, o escândalo dos vazamentos de dados coloca ainda mais pressão sobre Zuckerberg.

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