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Entenda temas importantes do noticiário desta semana

O blog de Atualidades está de volta e, antes de nos aprofundarmos em alguns temas (o que faremos a partir da semana que vem), vamos recapitular algumas notícias importantes desta semana.

Rússia e Crimeia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deve votar, neste sábado (15), uma resolução sobre a crise na Ucrânia, mas já se espera que a Rússia vá vetá-la. O esboço do documento ressalta que a Ucrânia não autorizou o referendo marcado para domingo na Crimeia, no qual a população votará se aceita a separação da península da Ucrânia e anexação do território à Rússia e “declara que este referendo não pode ter validade e não pode formar a base para qualquer alteração do status da Crimeia”. Os russos continuam dizendo que vão respeitar o referendo e os norte-americanos prometem impor sanções se eles fizerem isso. As potências ocidentais esperam que a China, que costuma apoiar a Rússia dentro do conselho, mas é sensível a temas de unidade territorial por causa do Tibete, deverá se abster desta vez.

UPDATE: Como esperado, a Rússia vetou a resolução da ONU. Foram 13 votos a favor e um contra – a China realmente se absteve, mas a Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança, pode bloquear qualquer tomada de posição. No referendo da Crimeia, realizado no domingo, mais de 95% dos eleitores votaram pela separação da Ucrânia e anexação pela Rússia. Uma pesquisa feita antes da invasão revelou que apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao desmembramento. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira (17) que a votação foi “uma clara violação” da lei ucraniana e impôs sanções contra sete altos funcionários do governo de Moscou e quatro ucranianos, entre eles o deposto presidente Viktor Yanukovich. Essas foram as sanções mais significativas impostas pelos EUA à Rússia desde a Guerra Fria. O vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, fez provocações em seu Twitter: “Acho que o decreto do presidente dos Estados Unidos foi redigido por algum brincalhão”. A União Europeia também impôs sanções contra 21 pessoas da Rússia e da Ucrânia nesta segunda-feira, incluindo proibições de viagens e congelamento de bens. A Crimeia, por sua vez, aprovou uma Declaração de Independência na qual pede à ONU que reconheça a soberania da nova república e pede à Rússia que a aceite em seu seio com o status de república. Vivem na Crimeia pouco mais de 2 milhões de pessoas, dos quais 60% são etnicamente russos. O presidente da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, pediu união ao povo de seu país e garantiu que as autoridades farão todo possível para evitar a guerra.

Tudo começou quando o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, se recusou a assinar um acordo em novembro de 2013 com a União Europeia, preferindo priorizar suas relações com a Rússia. Milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a decisão, sendo violentamente reprimidas. Em fevereiro, mais de 80 pessoas morreram em confrontos. No dia 22 daquele mês, Yanukovich deixou a capital do país, Kiev, e foi afastado da presidência pelo Parlamento do país. O palácio presidencial e outros prédios do governo foram então ocupados por milícias. Foram convocadas eleições para maio deste ano e um governo interino foi montado.

Mas isso não significou paz para o país, que é uma ex-república soviética por onde passam gasodutos que levam o gás natural russo para a Europa: parte da população, especialmente da região da Crimeia, considerou isso um golpe de Estado e foi às ruas protestar, com o apoio da Rússia.

– Veja a cronologia da crise (Brasil Post)

– Leia um resumo sobre os principais países da Ásia

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Fotos tiradas na propriedade do então presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych após ela ser abandonada, em fevereiro (Getty Images)

 

A crise na Venezuela

Desde fevereiro, a Venezuela é palco de manifestações que já deixaram, segundo a procuradora-geral do país, 28 mortos. A situação, no entanto, já estava tensa desde 2013, quando o chavista Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial por uma estreita margem (1,5 ponto percentual), depois de um processo eleitoral questionado por muitos. Na época, grupos favoráveis ao candidato opositor Henrique Capriles Radonski foram às ruas pedindo recontagem dos votos, em manifestações que deixaram oito mortos. Em fevereiro deste ano, estudantes começaram protestos contra a falta de segurança nos campi universitários depois que uma jovem sofreu uma tentativa de estupro. O movimento de alastrou pelo país e incorporou outras demandas, como a violência geral no país, problemas econômicos (a inflação no país está em 57% hoje, a mais alta do mundo), a escassez de alimentos e produtos básicos, a repressão a polícia e a detenção de opositores e ativistas. O Mercosul declarou apoio ao presidente no meio do mês passado e, nesta sexta (14), a Organização dos Estados Americanos (OEA, de 34 nações) barrou uma proposta (defendida pelos EUA) de mediação externa para pôr fim à crise no país.

Leia mais:

Siga o tema em Exame.com

– Há poucas certezas sobre o que acontece na vizinha Venezuela (Brasil Post)

– Depois de Chávez, o dilúvio? (Brasil Post) 

 

Imposto de renda e Bolsa Família diminuem desigualdade no Brasil, diz estudo do Banco Mundial

De acordo com estudo recente do Banco Mundial, o imposto de renda e programas de transferência de renda como o Bolsa Família ajudam a diminuir desigualdade no Brasil. O imposto de renda é “progressivo”, ou seja, quem ganha mais, paga mais. A extrema pobreza na América Latina caiu pela metade desde o início do milênio: de 25% para 12,3%.  A pesquisa diz que 68% da redução da pobreza entre 2003 e 2012 foi resultado do crescimento econômico, enquanto os restantes 32% vieram através do declínio da desigualdade. Outro dado interessante: um estudo citado pelo Banco Mundial mostra que entre um terço e um quinto da desigualdade no Brasil e em países como a Colômbia e o Peru é explicada pela diferença de oportunidades na infância, incluindo acesso à educação de qualidade, saneamento básico, informação e infraestrutura.

 

Racionamento de água em São Paulo

Nesta sexta-feira (14), pelo terceiro dia consecutivo, o índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira registrou a pior marca histórica, caindo para apenas 15,5% da capacidade total dos reservatórios. De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), há um ano o índice era de 58,6%. O volume de chuvas de março, apesar de estar dentro da média prevista, não é suficiente para recuperar os níveis das reservas. O sistema Cantareira abastece mais de 8 milhões de pessoas das zonas norte, leste, oeste e central de São Paulo, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul, além de parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André. Na última segunda, o nível do reservatório caiu para 15,7%, o menor volume em quatro décadas.

Segundo um relatório encomendado pelo governo do Estado, será necessário construir dois novos sistemas com capacidade equivalente ao do complexo Cantareira, que é um dos maiores do mundo, para garantir o abastecimento de água em parte da Região Metropolitana de São Paulo até 2035. Isso significa um investimento entre R$ 4 bilhões e R$ 10 bilhões. Alguns bairros já estão sofrendo com racionamento.

 

Na semana que vem traremos explicações mais detalhadas de como a crise na Ucrânia e na Venezuela podem cair no vestibular. Fique ligado!

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