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Como está o mercado de trabalho para um recém-formado em Oceanografia?

Oceanografia é a ciência que investiga as características de mares, rios, lagos, oceanos e zonas costeiras (foto: Thinkstock)

Oceanografia é a ciência que investiga as características de mares, rios, lagos, oceanos e zonas costeiras (foto: Thinkstock)

A dúvida do post de hoje foi enviada pelo nosso leitor Juvenal Diniz. Ele quer seguir a carreira de Oceanografia, mas não conseguiu responder a algumas perguntas essenciais sobre a profissão antes de fazer sua escolha.

“Olá, gostaria de saber mais sobre o mercado para Oceanografia. Já me falaram que não é muito bom e não tem piso salarial então as empresas podem oferecer qualquer valor. Queria saber de alguns tipos de emprego em que um oceanógrafo pode trabalhar.”

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Para responder à questão, convidamos Tomás Peixoto, que trabalha como oceanógrafo no Rio de Janeiro. Ele é coordenador de operações na C-Innovation do Brasil, uma empresa multinacional de serviços marítimos especializada em soluções avançadas de submarinos. Confira o seu depoimento!

“Olá Juvenal. Realmente não existe piso salarial para o Oceanógrafo*, mesmo após a regulamentação da profissão em 2008. Porém, isso não significa que as empresas possam oferecer qualquer valor, pois o mercado de trabalho já está bem estabelecido. O salário vai depender da área de trabalho. As opções são diversas: na exploração e produção de Petróleo – tanto no escritório quanto embarcado, que geralmente possui melhores salários -, na área ambiental, de consultoria, de pesquisa ou através de concursos públicos.

Para concursos da Petrobras, por exemplo, apesar de poucas vagas, o salário inicial costuma ser igual ao de engenheiros. Além disso, realizando uma especialização (Mestrado ou Pós Graduação), o mercado de trabalho pode se ampliar bastante. Muitos profissionais da área de Oceanografia se especializam em Geologia e Geofísica Marinha, por exemplo, e acabam trabalhando em empresas em posições onde estariam Geólogos ou Geofísicos. Isso também vale nas áreas relacionadas à Engenharia Oceânica, Biologia Marinha, Geoquímica etc.

A falta de um conselho de classe – como o CREA é para os Engenheiros e Agrônomos – algumas vezes atrapalha. O mercado de trabalho, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, não é ruim, e a grande maioria dos profissionais formados se encontram empregados, alguns em posições muito boas nas empresas.”

*A Lei 11.760, de 31 de julho de 2008, que regula o exercício da profissão de Oceanógrafo, não define piso salarial para estes profissionais. Como referência, a Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO) sugere os seguintes valores:

– Oceanógrafo Júnior (até 2 anos de atuação profissional na função): 6 salários mínimos;
– Oceanógrafo Pleno (2 a 4 anos de atuação profissional na função): 8,5 salários mínimos;
– Oceanógrafo Sênior (4 a 6 anos de atuação profissional na função): 12 salários mínimos.

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Tem alguma dúvida sobre profissão e não consegue encontrar informações? Faça como a Gabriela e nos envie um e-mail no consulte.ge@abril.com.br com o assunto “Dúvida sobre Profissão”. Podemos responder sua pergunta! =)

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