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Luto, diversidade e mais: 5 discussões da 2ª temporada de ‘Eu Nunca…’

Com humor e sensibilidade, a série trata de muitas questões sociais

Por Juliana Morales Atualizado em 30 jul 2021, 20h46 - Publicado em 23 jul 2021, 22h23

Seguindo o sucesso da primeira temporada, a segunda parte de “Eu Nunca…” liderou o top 10 da Netflix. Muitos fãs estavam ansiosos para acompanhar os próximos passos da trajetória envolvente de Devi, uma garota de origem indiana que vive nos Estados Unidos.

E, mais uma vez, a produção contou a história com a dose certeira de humor e sensibilidade. O enredo apresenta os conflitos e situações clichês da adolescência, mas consegue se desprender de esteriótipos e da obviedade.

É uma ótima indicação de série teen para maratonar no fim de semana e se desligar um pouco dos estudos. Ao mesmo tempo, os episódios curtos de 20 minutos podem ser uma porta para refletir sobre importantes questões internas e sociais.

Separamos cinco aspectos interessantes que apareceram na segunda temporada. Muitos deles já tinham sido discutido na primeira parte da série. Evitamos dar spoilers, mas você vai encontrar algumas contextualizações para tratar das discussões que queremos chamar a atenção. Confira!

Diversidade

A diversidade é um ponto chave da produção. A diferença com a cultural ocidental é bem analisada, mas vai além. A descendência indiana de Devi e a origem da sua família são tratadas de maneira fluida na narrativa. A série conta com personagens negros, asiáticos, com síndrome de down, e da comunidade LGBTQIA+. A preocupação com a representatividade –  de diferentes minorias – é inserida de uma maneira espontânea nos episódios.

Luto

O luto é outro aspecto importante, que é tratado desde a primeira temporada. Devi e sua mãe passam por esse processo, após a morte de seu pai. Com muita sensibilidade, a série mostra como as pessoas lidam de maneiras diferentes a perda de um ente querido, a mistura de sentimentos e as diferentes fases do luto.

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Apesar da dor, Devi precisa olhar para a falta que o pai faz e para o que está sentindo. Para lidar com isso, ela precisa de ajuda profissional de uma psicóloga. Em meio à pandemia, que deixou tantas famílias enlutadas, o tema fica cada vez mais em evidência.

Relação entre mulheres

A relação de Devi com  Fabiola e Eleonor fala muito sobre sororidade. As amigas se ajudam em diferentes situações, alertam a outra sobre um perigo, dão conselhos e broncas. 

Na segunda temporada, com a chegada de Aneesa, uma nova estudante do colégio de Devi, é possível pensar sobre a rivalidade entre garotas. Pela novata também ter origem indiana, e ser descolada e chamar atenção, a protagonista se sente ameaçada e elas passam por alguns conflitos. Mas essa relação vai se desenrolando na série de uma maneira interessante. 

Machismo

Na segunda temporada, Kamala, prima de Devi, trabalha para ser uma cientista reconhecida, mas precisa lidar com o machismo no ambiente de trabalho. Além disso, a personagem ainda discute sobre ser dona do seu próprio futuro, diante da pressão da família por um casamento arranjado. Como já falamos, a representatividade aparece de uma maneira importante: uma mulher indiana muito inteligente e forte.

Orientação sexual

Na primeira temporada, Fabiola, uma das melhores amigas de Devi, questiona sua sexualidade e começa a namorar com uma garota. Na segunda temporada, aparece um debate sobre a imposição, que muitas vezes aparece, da orientação sexual ditar todos os outros comportamentos da vida de uma pessoa. É um gancho para pensar no processo de muitos jovens na descoberta de “quem sou eu?”, que vai muito além de sexualidade. 

 

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