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The Crown: onde estudaram as personagens da série na vida real

Sendo membros da família real ou da aristocracia britânica, muitos deles não tiveram a mesma motivação financeira para buscar ensino superior

Por Redação Atualizado em 23 dez 2020, 16h26 - Publicado em 27 dez 2020, 10h02

Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante. 

A recém-lançada nova temporada de The Crown se tornou rapidamente uma das séries mais populares da Netflix. Ela retrata a vida da rainha Elizabeth II do Reino Unido e da família real britânica ao longo do século XX. E embora ela seja fiel à história real, ela fala pouco sobre a educação que cada um dos personagens recebeu — e é disso que vamos falar a seguir.

Vamos falar sobre onde estudaram algumas das personagens que aparecem na série, com foco especial nas mulheres fortes que o programa mostra. Sendo membros da família real ou da aristocracia britânica, muitos destes personagens não tiveram a mesma motivação financeira para buscar ensino superior — mas alguns deles o fizeram mesmo assim. Confira!

Rainha Elizabeth II

Personagem principal da série, a filha do rei George V não estudou na universidade. Mas isso não significa que ela não estudou: ela foi educada em casa, sob supervisão da governanta escocesa Marion Crawford e de sua mãe. Mais tarde, também estudou história constitucional com o vice-reitor do tradicional Eton College, Henry Marten.

Além disso (e por mais que não pareça) a rainha Elizabeth II tem sólidos conhecimentos de mecânica. Segundo o Washington Post, durante a Segunda Guerra Mundial ela insistiu em ajudar. Com isso, em 1945, juntou-se ao Serviço Terrestre Auxiliar, onde trabalhou como mecânica e motorista de caminhões. Até hoje ela é a única pessoa da família real britânica que serviu ao exército do país durante uma guerra.

Princesa Diana

A Princesa de Gales, Lady Diana Francis Spencer, também não fez faculdade. Ao longo da sua educação formal, ela não se destacou nas disciplinas acadêmicas, mas demonstrava talento em áreas artísticas — de fato, ela chegaria a trabalhar dando aulas de balé mais tarde.

Após o ensino regular, ela passou um ano estudando na Institut Alpin Videmanette, uma “finishing school” suíça, entre 1977 e 1978. As “finishing schools” são escolas focadas a ensinar moças da alta sociedade sobre comportamento e ritos sociais. Depois chegou a fazer um curso de culinária, mas nunca trabalhou na área. Em vez disso, teve uma série de empregos curtos, incluindo babá, hostess de festas, e assistente pré-escolar.

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  • Camilla Parker Bowles

    A atual esposa do Príncipe Charles é uma das poucas personagens de destaque na série que teve contato com a vida universitária. Após terminar o ensino médio no Reino Unido, ela estudou em uma “finishing school” na Suíça, assim como a princesa Diana, e depois estudou Francês e Literatura Francesa na University of London Institute em Paris.

    O curso de Camilla, no entanto, durou apenas seis meses, entre 1964 e 1965. Depois, ela trabalhou como recepcionista de uma empresa de decoração e como secretária de diversas organizações. Ela também se interessava por pintura e chegou a ter aulas particulares com alguns artistas, mas segundo ela mesma, a maioria de suas pinturas acabaram no lixo.

    Príncipe Charles

    O atual herdeiro ao trono (há muitos anos já), príncipe Charles fez universidade entre 1967 e 1970, e isso foi uma quebra de tradição: ele foi o primeiro da família real a terminar o ensino obrigatório britânico e ir direto para a faculdade, sem antes passar tempo no exército. Ele estudou antropologia, arqueologia e história na Universidade de Cambridge, onde era membro do Trinity College.

    Também nessa época ele teve educação militar. Em 1971, ele recebeu treinamento para se tornar piloto de avião de caça, e no mesmo ano fez um curso para servir na marinha britânica. O exército naval seria a sua principal ocupação durante os anos seguintes. E em 1974, ele também se tornou piloto de helicóptero.

    Margaret Thatcher

    Thatcher foi primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990 e implementou uma série de políticas públicas de privatização de empresas estatais, cortes de gastos públicos e enfraquecimento de sindicatos. Segundo artigo de março de 2020 do Cambridge Journal of Economics, “suas políticas não conseguiram resolver — e possivelmente exacerbaram — as mazelas econômicas e morais do Reino Unido”.

    Thatcher era uma boa aluna. Ela estudou Química na Universidade de Oxford, de 1943 a 1947, após ganhar uma bolsa de estudos da instituição. E, em sua homenagem, o Somerville College hoje oferece o Thatcher Scholarship Programme, um programa de bolsas de estudo de graduação e pós — mas apenas para alguns países, e o Brasil não é um deles.

    Thatcher trabalhou na indústria química até 1951 quando, com auxílio financeiro do seu marido, começou a estudar para se tornar advogada e atuar na política. Ela conseguiu sua licença em 1954 e concorreu pelo Partido Conservador do Reino Unido no mesmo ano.

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