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As histórias mais malucas do primeiro dia do Enem 2019

Teve gente acertando tema da redação e outros levando o seu próprio Enem para casa

Por Taís Ilhéu 5 nov 2019, 18h18

O mínimo que se pode esperar de uma prova com 5 milhões de inscritos é que ela renda boas histórias (além de boas notas, é claro). O primeiro domingo do Enem 2019 não decepcionou nesse quesito! 

Enquanto muitos candidatos lamentavam a surpresa do tema da redação, os alunos da professora conhecida como “Mãe Dináh” do Enem se esbaldaram na prova. Aliás, uma nova vidente das redações foi revelada esse ano no Twitter! 

Para os que não adivinharam tema nenhum, restou colocar toda a esperança nas canetas ungidas da “Irmã Marina”. Ou então desencanar de vez e tentar levar as melhores lembranças possíveis da prova para casa. Descubra alguma das histórias mais inusitadas que marcaram o início do Enem 2019.

  • A vidente de longa data

    “Raquelll, eu simplesmente DEITEI nessa prova”. Essa é só uma das mensagens de agradecimento que a professora de redação Raquel Siufi, que dá aulas para quase 400 alunos, recebeu no domingo à noite. Ela, que já tinha acertado os temas de redação das últimas oito edições do Enem, fez jus mais uma vez ao apelido que recebeu há alguns anos,  “Mãe Dináh” do Enem. 

    Ao G1, ela revelou que tinha proposto, em setembro, uma dissertação muito similar à do Enem 2019 para seus alunos. Eles deveriam debater “democratização da cultura, a importância do lazer, o acesso à cultura pelas populações mais carentes… Na questão da cultura deve ser abordado o cinema, teatro e inúmeros eventos culturais”. O segredo, no entanto, ela já revelou em outras entrevistas concedidas este ano: tem que simular o máximo de temas possíveis. Nos últimos tempos, ela chegava a propor até nove temas de redação por semana! 

  • A nova vidente

    Se o caso da professora Raquel não foi tão de sorte quanto parece, o da estudante Patricia Specimille é um pouco mais enigmático. Na tarde de domingo, um tuíte da estudante feito no dia 31 de outubro começou a bombar. Centenas de pessoas começaram a pedir que ela sonhasse com os números da Mega Sena. Ficou curioso? Olha só o que ela escreveu naquele dia:

    Em entrevista ao jornal Extra, ela revelou sua reação ao descobrir o tema da redação no domingo: “Pensei: ‘putz, era pra eu ter estudado isso e confiado no sonho!’”. Ainda assim, Patrícia se virou bem com o tema.  “Escrevi sobre a falta de acesso de pessoas em vulnerabilidade socioeconômica e propus que o governo, junto com outras instituições, como a Ancine, criassem estruturas que levassem cinema às áreas rurais e periféricas”, contou na entrevista. 

  • Caneta ungida da irmã Marina

    Como nem todo mundo pode contar com o dom da vidência de Patrícia, resta apostar a sorte em outras “estratégias”. Foi o que fizeram vários estudantes no centro de Manaus,  enquanto aguardavam o início das provas — e quem se deu bem foi a irmã Marina. Ela resolveu vender, na porta de um dos locais de prova, as “canetas ungidas da irmã Marina”. Segundo ela, as canetas foram ungidas com óleo de uma igreja evangélica e receberam orações, para que os estudantes fizessem uma boa prova. 

    Uma das compradoras foi a candidata Marcela Lima, que, apesar de não ter religião, achou que aquela era uma boa forma de aplacar a ansiedade: Com todo o nervosismo que cerca o Enem, esse tipo de situação ajuda a aumentar a confiança e acabei comprando a caneta ungida”, contou em entrevista ao jornal Extra

    Ao final do expediente, a irmã levou de volta para casa apenas 11 das 300 canetas ungidas. 

  • A estudante que adotou o Enem

    Enquanto alguns buscavam estratégias para ficar mais calmos durante a prova, Alana Luizi Martins passou as horas de exame bastante apreensiva. Isso porque ela chegaria em casa com uma lembrança bastante inusitada daquele dia: o Enem, um filhote recém-adotado.

    No caminho para a prova, ela se deparou com o cachorrinho para doação e não resistiu. A estudante contou sua história na página do Facebook “Arrombadinhos FOFOS do kralho” e é de lá que veio a ideia de dar o nome de Enem. “Eu achei tudo a ver também porque foi o meu novo presente, meu Enem”, contou em entrevista ao portal iBahia

    Facebook/Reprodução
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