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Enem: segundo dia foi difícil, mas equilibrado, dizem professores

Questões com temas do cotidiano, contextualização e interdisciplinaridade apareceram, mas muito conhecimento técnico foi exigido

A segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, aplicada na tarde deste domingo (12) para mais de 6,7 milhões de inscritos, foi bastante equilibrada e fluída. As 90 questões de Ciências da Natureza e de Matemática mesclaram conteúdos técnicos com temas do cotidiano, sem deixar de apresentar as marcas clássicas do Enem: a contextualização e a interdisciplinaridade.

“A prova não exigiu cálculo por cálculo ou conta por conta. As questões sempre traziam algum tipo de aproximação com o cotidiano dos alunos, como a pergunta que contou com o símbolo da Copa do Mundo” é o que conta Célio Tasinafo, coordenador do Colégio Oficina do Estudante de Campinas.

Para Felipe Ribeiro, professor do Sistema COC de Educação e Comunicação, muitas perguntas mesclaram informações de mais de uma disciplina em uma mesma questão: “Uma pergunta interessante foi a que misturou Física com Biologia na hora de falar sobre depilação a laser. A Física entrou no gráfico, a Biologia no contexto”.

Apesar da interdisciplinaridade apontada por Felipe, Célio, do Oficina do Estudante, ainda afirma que os alunos não tiveram dificuldade em identificar quais questões pertenciam a que matéria.

Já para Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo, a contextualização e a interdisciplinaridade, duas características típicas do Enem, apareceram este ano de forma mais aprimorada, exigindo maior conhecimento técnico e valorizando o candidato que estudou mais.

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DIFICULDADE

Com relação à dificuldade da prova, preocupação de muitos estudantes nesta segunda fase, devido à junção das matérias de exatas e biológicas em um único dia, Célio afirma: “Não está mais difícil, mas os alunos tiveram a sensação de dificuldade por causa da junção das matérias de Matemática e Ciências da Natureza”. E ainda completa: “as questões estão com o mesmo nível de dificuldade dos anos anteriores”.

Felipe Ribeiro, professor do COC que também realizou o exame esta tarde, conta que esperava “uma prova mais difícil, considerando o domingo passado”. De acordo com o docente, a prova foi equilibrada, com poucas exceções em determinadas matérias.

Célio, do Oficina do Estudante, também afirma que o exame apresentou um equilíbrio no tamanho dos enunciados. No caso de Biologia, a prova contou com questões grandes, ao contrário de outras disciplinas, como Matemática, que teve textos menores. O professor ainda completa: “poucas questões tiveram enunciados curtos. Muitas também exigiram interpretação”.

O diretor de ensino, Paulo Moraes, afirmou, durante a correção do exame, que esta prova valorizou o bom aluno, uma vez que foi o conteúdo cobrado foi mais técnico e não exigiu somente leituras de gráfico. De acordo com docente, esta medida mostrou uma melhora no nível da prova do Enem: “Foi uma prova pensada, subiu-se o nível das questões em todas as áreas”.

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TEMPO

As 4 horas e 30 minutos disponíveis para a realização da prova deste domingo foi um ponto levantando pelos professores. Para Célio Tasinafo, do Oficina do Estudante, o tempo pode ser uma complicação. “Os alunos têm que treinar para dar contar” e ainda conclui: “nem o melhor aluno consegue terminar o exame com muito tempo de sobra”.

Felipe, professor do COC que realizou a prova, ainda afirmou que Matemática exigiu muitos cálculos e que, por isso, demandou bastante tempo e concentração dos candidatos.

Já Paulo Moraes, do Anglo, elogiou esta nova divisão da prova em dois domingos: “Teve mais fluidez, não ficou pesado”. O diretor ainda afirma que o tempo só foi um problema para alunos que não estavam tão preparados, uma vez que os enunciados estavam mais curtos, justamente para evitar os problemas com o tempo.

Comentários

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  1. Rafael Almeida

    Foi bom mesmo pegar a opinião de professores do COC e Anglo, afinal os “despreparados” oriundos de escolas públicas têm mais é que se privar ao quer lhes é reservado, que é “todo o resto”. Não sei como o ensino público está atualmente, mas pode ser que um milagre tenha acontecido e o nível subiu bastante sem alarde social. Bem justo.

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