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MPF entra com novo recurso contra anulação de questões do Enem só para alunos de colégio de Fortaleza

Por da Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h36 - Publicado em 14 nov 2011, 17h05

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na última sexta-feira (11) um novo recurso para reverter a decisão da Justiça que anulou 14 questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 para os alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE).

MEC aumenta para 14 as questões anuladas do Enem para alunos do Ceará
Confira as 14 questões canceladas do Enem 2011

Os estudantes tiveram acesso antecipado a 14 questões do Enem por meio de uma apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do exame. Os itens vazaram na fase de pré-testes da prova, da qual estudantes do Christus participaram em outubro do ano passado.

De acordo com o Tribunal de Justiça, o recurso deverá ser julgado na quarta-feira (16). O objetivo do MPF é que as questões sejam anuladas para todos os 4 milhões de candidatos que participaram do Enem. O órgão havia conseguido uma liminar na Justiça Federal para garantir essa situação, mas ela foi cassada no dia 4 de novembro.

Relembre o caso

Na quinta-feira (27/10), o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, fez um pedido de cancelamento do Enem 2011 ou das questões da prova antecipadas pelo colégio de Fortaleza, para a Justiça Federal do Ceará. Após o pedido, a Justiça deu um prazo de 72 horas para que o Inep se pronunciasse sobre o caso – o prazo terminou na manhã de segunda-feira (31/10).

O pedido de anulação da prova foi feito após o Ministério da Educação (MEC) decidir cancelar a prova do Enem dos 639 alunos do Colégio Christus, por reconhecer que o material de estudo usado pelos estudantes, feito pela escola duas semanas antes do exame, tinha questões idênticas às da prova, aplicada em 22 e 23 de outubro.

Segundo o MEC, todo o procedimento de aplicação do Enem 2011 foi revisado e não foi encontrada nenhuma ocorrência de vazamento na sua aplicação. Costa Filho defende a anulação do exame porque acredita que, sem investigação, ainda não é impossível antecipar que o colégio foi o único responsável pelo vazamento.

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